Obama & Bolsonaro

Até onde me lembro, Barack Obama tinha prometido fechar a prisão de Guantánamo, e seu primeiro ato como presidente foi assinar qualquer coisa relacionada a isso. Agora, a prisão de Guantánamo não vai ser fechada. Acho que ele também tinha prometido acabar com as guerras dos EUA: é verdade que diminuiu (ou só prometeu diminuir?) o efetivo americano no Iraque, mas aumentou o efetivo no Afeganistão. E iniciou uma operação contra a Líbia que, leio por aí, parece não ter um objetivo claro. Obama também aumentou a quantidade de dinheiro dada a banqueiros nos EUA. E colocou nos aeroportos aquelas máquinas que veem por baixo da sua roupa. Barack Obama esperava que eu, brasileiro nato, apresentasse a minha carteira de identidade para andar numa praça pública da cidade onde moro. Não acho que alguém vá me acusar de patriotadas policarpescas se eu, aliás em plena quaresma, observar que submeter-se a isso com a maior naturalidade é uma subserviência digna de…

Enquanto isso, no Brasil, o deputado Jair Bolsonaro não pode receber sequer o benefício da dúvida por não ter entendido uma pergunta, ainda que isso signifique a diferença entre a antipatia e um crime.

Moral da história: don’t be one of the uncool kids.

Autor: Pedro Sette-Câmara

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