Goodbye Illuminati

Uma excelente entrevista com Massimo Introvigne explicando o peso dos Illuminati, e até mesmo que a pirâmide com olho no dólar não é uma insidiosa influência maçônica.

Lidar com o assunto “sociedades secretas” exige que se chegue a um interessante estado psíquico. De um lado, é fácil ficar contaminado pelo espírito paranóico, achando que o mundo vai acabar amanhã e que a humanidade se compõe de gente ingênua (numa hipótese lisonjeira). De outro, é igualmente fácil assumir a postura de total desprezo e dizer que prestar atenção nessas coisas é… coisa de paranóico.

Como o meu maior interesse tem sido a geração de duplos miméticos, não posso deixar de observar que os dois extremos afirmam sua identidade pela negação do outro. O paranóico contra os “ingênuos”, o realista contra os “paranóicos”. A verdade a respeito da questão, assim como todo objeto em uma disputa mimética, tende à irrelevância.

Que é a verdade aí? Bem, conspirações há, mas aparentemente várias, e são escassos os meios de averiguar o sucesso delas. Não se pode repreender quem prefira gastar sua curta vida em investigações com maior chance de sucesso.

Também é verdade que, se o paranóico peca por não perceber que sua própria vida, assim como a das pessoas que ele despreza, é guiada por uma série de automatismos (como a de todo mundo), o “realista” costuma pecar pela mesquinharia, incapaz de perceber que existem pessoas que agem motivadas por princípios e não apenas por um desejo de conforto. O paranóico se ressente de que todos não estudem as mesmas coisas que ele. O “realista” se ressente de que todos não fiquem engordando no sofá como ele.

Autor: Pedro Sette-Câmara

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