O peregrino

Tinha a expectativa de encontrar
algo nobre, como as intenções
que julgava ter: como um luar
de placidez sobre os furacões,
aquela indiferença divina
que só se aprende e nunca se ensina.

Não teve sorte, sendo quem era.
Chegou ao topo, não se disputa.
Mas olhando acima das quimeras
julgou que nada havia, que a luta
sequer tinha existido um dia,
e eis que um furacão o consumia.

* O Domingo com poesia faz um pequeno intervalo e eu os deixo com mais um produto do meu inconstante daimon.

Autor: Pedro Sette-Câmara

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