O “lítero-mensalão”

Do eterno alcaide carioca:

1. Tema e texto dos clássicos do marxismo, o papel dos intelectuais -corrijo- de vários intelectuais, se torna melancólico durante o governo Lula. No inicio, rebeldes com as medidas ortodoxas e com os mensalões e acordos com a -argh- base aliada, de repente se tornam dóceis e silentes.

2. As razões são simples: o vil metal. Passaram a ser contratados nos últimos anos, para escrever textos para luxuosos materiais gráficos publicados pelo governo Lula sejam materiais de autopromoção do governo sejam livros didáticos, sejam livros de pseudo-análise de problemas…

3. Os livros do MEC -livrinhos vermelhos, apologéticos, e coisa e tal- são apenas exemplos disso, como os destacados nos últimos dias a partir do artigo de Ali Kamel no Globo depois “suitado” em boa hora pela imprensa.

4. Meses atrás este Ex-Blog denunciou um desses livrelhos distribuído às escolas com imagens de traficantes, et caterva.

5. Este Ex-Blog -humildemente- sugere uma pauta para o jornalismo investigativo: checar quanto recebem por estas -digamos- produções, os intelectuais-pelegos do governo Lula. Quarenta mil reais? Cem mil reais? 200 mil? Tem de tudo. Vale tudo. Abrir a caixa preta deste lítero-mensalão é tarefa urgente, para separar o papel dos intelectuais na política, do papel higiênico dos intelectuais.

Autor: Pedro Sette-Câmara

www.pedrosette.com