Loco por ti, Nicarágua

Anos e anos depois, ressuscitam os sandinistas, que transformaram o país num caos na década de 1980, e saíram do governo com os bolsos cheios. Voltam, agora num estilo “orteguinha paz e amor”, numa eleição possivelmente fraudada.

Fraudada, aliás, desde o início, porque Daniel Ortega aliou-se a um ex-presidente corrupto do país, Arnoldo Alemán, e, juntos, eles usaram o controle que detêm do Congresso para alterar a legislação eleitoral e reduzir o percentual necessário para uma vitória no primeiro turno. Antes, a lei exigia 45% dos votos (que Ortega não teve e não teria). Com a mudança, passou para 40% ou 35% com uma liderança de 5 pontos. Ortega elegeu-se graças a essa segunda hipótese.

Elegeu-se com uma plataforma muito diferente de seus tempos de herói das esquerdas, que inclui até mesmo acordos comerciais com os EUA. Mas sua aliança com Chávez e a imagem de seus dias de glória são suficientes para tornar desastrosa essa eleição.

As perspectivas são ruins, como destacado em avaliação

da Heritage Foundation:

“Unless Ortega has had a change of heart, Nicaraguans can expect a president who acts with impunity, justifies corruption among friends, deals ruthlessly with adversaries, and scares off investors. And if Ortega tries to strangle private enterprise as he did in the 1980s, Nicaragua may find that foreign assistance from the United States and the European Union is not so forthcoming, leaving only Venezuela to come to its aid.

Fortunately, outgoing president Enrique Bolaños has left the economy in better shape than he found it. Growth has risen from 1 percent to 4 percent a year, government deficits have been reduced, and Nicaragua ratified the U.S.- Dominican Republic and Central American Free Trade Agreement (DR-CAFTA), opening up trade opportunities. But a reversal in policy could end Nicaragua’s fragile recovery from the disaster years of Sandinista rule, when a milk carton cost a half-day’s wages.

In fact, Nicaragua still has a long way to go. It is a nation of 5.5 million with a gross domestic product (GDP) of $4.2 billion, which is comparable to the economy of Lebanon, Pennsylvania, a city of 125,000. Some 46 percent of its inhabitants live under the poverty line and two-thirds of its students never make it beyond elementary school. Remittances account for about 12 percent of GDP, while imports, at $2.1 billion, loom over exports of $1.1 billion.”

Agora, francamente: que importância tem a Nicarágua? Ah, que se dane a Nicarágua! Se resolveram reinstalar o velho comuna no poder, azar deles.