De meu anseio pelo fim da Varig

Por conta de meu trabalho de intérprete, recentemente vi uma autoridade estrangeira dizer que a “a Varig é o Brasil, e o Brasil é a Varig”. Com licença para a breguice, preferia que tivesse dito que o Brasil é a Gol, uma empresa que funciona e dá lucro. O que dói é que a Varig, num certo sentido, é mesmo o Brasil: gigante, administrada como estatal, esperando sua salvação do governo em vez de fazer o dever de casa. Talvez, se a Varig simplesmente falir, tenhamos um salutar efeito no imaginário brasileiro: a entrada da categoria “é preciso ser competente”.

Autor: Pedro Sette-Câmara

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