Paraísos Artificiais, de Paulo Henriques Britto

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(Está pequenino, então leiam: dia 14 de dezembro, a partir das 18h, na Casa de Rui Barbosa, um lugar tão simpático e legal que a gente nem crê que pertence ao governo.)

Agora, algumas palavrinhas: estou me dedicando a um ensaio sobre a obra de Paulo Britto. Suas traduções de Bishop são admiráveis; as de Wallace Stevens ainda não li. Também não li as traduções de prosa que ele fez, porque, como todos sabem, eu praticamente não consigo ler prosa. É. Acho chato. Não sei bem o que leva alguém a ler um romance. Mas enfim. Um dia falo mais sobre o assunto; claro que não estou falando de todos os romances.

O que importa é: daqui a décadas, as pessoas olharão para o fim dos anos 90 e para o começo do século XXI e dirão: “E havia Paulo Henriques Britto, virtuose da métrica, único poeta a realmente crer na finitude de tudo e não apelar para nenhum transcendentalismo, uma espécie de João Cabral relaxado, mais urbano, sem Severinos, plenamente carioca, que escreveu alguns poemas geniais”. E você terá sido um mané se perder a oportunidade de apertar a mão do homem e trocar algumas palavras com ele.

O livro é de contos, porém. Só por isso vou ler. Se fosse um romance, bem, sei lá.

Autor: Pedro Sette-Câmara

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