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Qu’est ce que c’est “Cambralha”?

Quando vim visitar a PUC, deparei com um estranho fenômeno da pensée sauvage: a “Cambralha”. Fui ver o que o termo queria dizer e descobri que significa “halloween” em português, tendo provavelmente sido inventado por Haroldo de Campos. Nesta prática, os alunos organizam performances pela universidade, pintam faixas e perguntam às pessoas: “esquerda ou direita?” Se o coitado diz que é de direita, pregam-lhe atrás um adesivo dizendo “neonazifascista”; se não sabe, chamam-no “alienado” aos berros histéricos, obrigando-o a engolir um monte de cultura ao molho pardo. Mas, se for de esquerda, então cambralhista e cambralhado prometem um lutar pelo aborto do outro na próxima encarnação, que o direito ao aborto é o mais inalienável dos direitos humanos.

Sem dúvida, trata-se de um caso de colonização cultural(de bactérias), pois a inspiração é evidentemente anglo-saxônica. Tal culto pelo macabro só pode ser fruto de uma falta do que fazer que não faz nada além de assistir à enlatados norte-americanos na NET o dia inteiro - como dizem os ingleses, the devil plays with idle hands. Associada a esta causa está o consumo de maconha, cujos danos ao cérebro são visíveis a qualquer tomografia na cabeça destas pessoas. Fumam a erva natural, aquela erva natural como veneno de cobra, que “não pode te prejudicar” e saem cambralhando por aí. Quando a pensée sauvage utiliza tristes psicotropiques, é lobotomia na certa! Essa gente devia prezar os poucos neurônios que têm…

Falando em drogas, o motivo desta vez para a Cambralha é a Guerra de Canudos. O leitmotiv é o espírito de indignação em si. Desconfio haver uma apologia ao uso de cocaína aí, mas deixemos de maldades - é claro e evidente que o assunto de maior relevância no Brasil de hoje é o centenário de Canudos. O Coletivo Cultural, entidade oriunda do Partidão que crê que várias burrices juntas pensam melhor que uma burrice solitária, numa grande “corrente pra frente” neuronal, pretende pedir um patrocínio ao Subway para a implantação de uma instalação com mais de um milhão de canudinhos de plástico, que serão todos pintados de fiéis de Antônio Conselheiro, de soldados, e de Euclides da Cunha. Haverá ainda um canudo gigante que será o próprio Conselheiro, o Canudo-Chefe. Estes selvícolas me cansam…

Mas o mais interessante é a faixa que dizia “Che”. Primeiro pensei que fosse uma homenagam ao Nobel de Dario Fo, mas logo vi que se tratava de uma referência à segunda encarnação de Antônio Conselheiro. E não é que o cara baixou num sujeito, que, atormentado, foi parar na Juliano Moreira? (Não, não era o Arthur Bispo do Rosário.) Esse maluco, achando que era Napoleão Bonaparte, adotou o nome de Che Guevara. Coitado… enlouqueceu na guerrilha. Sua lenda se espalhou, mas eu nunca imaginei que ele fosse chegar a se tornar a Grande Abobóra do movimento pelo Halloween na PUC.