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Quinta-feira, Dezembro 20, 2001

The Contender (2000) e a adoração ao poder

Depois de muita resistência, finalmente assisti a "The Contender", o filme de Rod Lurie sobre uma mulher indicada pelo presidente para o posto de vice-presidente em função da morte do ocupante original, e submetida a uma brutal campanha de difamação durante as audiências de aprovação de sua nomeação no Congresso.

Reconheçamos as qualidades do filme: as atuações são magníficas, especialmente de Joan Allen (que faz a personagem principal, a senadora democrata Laine Hanson) e do melhor ator cinematográfico vivo, Gary Oldman (que faz o deputado republicano Sheldon Runyon, que preside o comitê de aprovação da nomeação); e pelo menos durante os primeiros 90 minutos (são 126 ao todo), o filme parece um episódio de "The West Wing": sim, o esquerdismo e a adoração aos políticos é desprezível, mas é tudo tão bem feito que é quase impossível não gostar.

No entanto, aos 90 min. a senadora faz seu discurso de encerramento e daí se segue uma série de reviravoltas rocambolescas que culminam com a convocação do Congresso pelo presidente, onde ele faz um discurso grandiloqüente acusando os congressistas de traição e desonra, e praticamente os obriga a aprovar a nomeação da senadora.

O retrato dos republicanos é o de costume na cultura esquerdista: eles são admiráveis na exata medida em que estejam preparados para apoiar causas esquerdistas. Assim, Runyon recebe elogios de sua esposa por ter feito passar uma lei federal contra "hate crimes", e o pai da senadora Hanson é um sábio governador republicano que diz ter lutado durante toda sua vida para extirpar qualquer menção à religião nas escolas públicas.

Porém, o que torna o filme absolutamente insuportável é aquilo que ele defende, representado no referido discurso da senadora:

"I stand for a woman’s right to choose. I stand for the elimination of the death penalty. I stand for a strong and growing armed forces because we must stomp out genocide on this planet, and I believe that that is a cause worth dying for. I stand for seeing every gun taken out of every home, period. I stand for making the selling of cigarettes to our youth a federal offense. I stand for term limits and campaign reform. And, Mr. Chairman, I stand for the separation of church and state, and the reason that I stand for that is the same reason that I believe our forefathers did: It is not there to protect religion from the grasp of government, but to protect our government from the grasp of religious fanaticism. I may be an atheist, but that does not mean I do not go to church. I do go to church. The church I go to is the one that emancipated the slaves, that gave women the right to vote, that gave us every freedom that we hold dear. My church is this very chapel of democracy that we sit in together, and I do not need God to tell me what are my moral absolutes. I need my heart and my brain and this church."

Note-se, de passagem, a contradição brutal entre sua oposição à pena de morte e sua defesa do crescimento das forças armadas e do aborto - o que significa que ela é contra a pena de morte para assassinos americanos, mas é a favor da pena de morte contra estrangeiros inocentes e bebês inocentes (aliás, como quase toda a esquerda americana). Note-se ainda seu sonho totalitário de tirar as armas de todos os cidadãos.

Mas o melhor são seus comentários sobre a religião. Ela deturpa a posição dos "fundadores da pátria": tendo visto as perseguições religiosas na Europa, eles desejavam que o exercício da religião fosse livre nos EUA, e por isso instituíram a separação entre Igreja e Estado - para evitar que o Estado restrinja a liberdade religiosa, não para garantir o ateísmo geral. Aliás, eles freqüentemente repetiam que a Constituição jamais sobreviveria numa sociedade atéia - justamente porque a moral religiosa e a reunião de pessoas numa comunidade religiosa são os dois mais poderosos freios para o poder estatal. Como diz Paul Craig Roberts em belo artigo:

"Power that is secularized and cut free of civilizing traditions is not limited by moral and religious scruples. V.I. Lenin made this clear when he defined the meaning of his dictatorship as 'unlimited power, resting directly on force, not limited by anything.'

"Christianity's emphasis on the worth of the individual makes such power as Lenin claimed unthinkable. Be we religious or be we not, our celebration of Christ's birthday celebrates a religion that made us masters of our souls and of our political life on Earth. Such a religion as this is worth holding on to even by atheists."

E aqui chegamos ao centro da idéia política defendida pela senadora, e ao centro da mensagem política do filme: a adoração ao Poder "ilimitado" de que falava Lênin, o poder não controlado por nenhuma restrição moral ou de direito natural, exercido na ponta da arma, como dizia outro tirano, Mao Tsé-tung.

A senadora confessa, em seu discurso, que o Estado é sua religião, que ele é o fornecedor de valores absolutos - o que equivale a dizer que a autoridade do Estado sobre a sociedade é absoluta. Não à toa, o filme está cheio de referências idolátricas a Lincoln, o presidente responsável pela consolidação da idéia de que a União (sempre com maiúscula), representada pelo Governo federal, era sagrada e indissolúvel, pairando acima dos direitos de autodeterminação e autogoverno. (Curiosamente, a senadora, em entrevista a Larry King, não nomeia Lincoln ou Roosevelt como seu modelo político, mas Thomas Jefferson, o que só poder ser uma piada involuntária.)

Não à toa, o filme termina com uma brutal demonstração do exercício desse poder ilimitado, quando o presidente vai ao Congresso e, com dedo em riste, em nome do seu "legado" e referindo-se à "igualdade", torna politicamente impossível que os congressistas rejeitem a nomeação. O Congresso é representado no filme como um ridículo empecilho ao exercício do poder pelo "grande líder", um empecilho aos planos benévolos de igualdade e justiça.

Não me lembro de ter me irritado tanto com um filme quanto me irritei com essa apologia da tirania. O único consolo é que, feito na época das eleições para ajudar a campanha de Al Gore, o filme foi tão fracassado quanto o político que pretendia ajudar. Mas, como as coisas em política são sempre mais complicadas do que a simples adesão a este ou aquele partido, isso não significa que o republicano eleito tenha demonstrado um respeito muito maior à liberdade individual do que aquele que poderíamos esperar do democrata derrotado. E ainda não ficamos livres das versões em carne e osso da senadora Laine Hanson: Hillary Clinton está no senado aguardando sua oportunidade de concorrer, e aqui no Brasil temos a nossa Martha Suplicy, que certamente assinaria embaixo do discurso da senadora.
postado por Alvaro Velloso 1:01 PM

Quarta-feira, Dezembro 19, 2001

Lula e Fidel

Reproduzi dia 06/12 uma carta que fora publicada no Globo daquele dia sobre a falácia de que o governo FHC é liberal. Heitor de Paola, o autor da carta, me escreveu relatando que a carta tinha ainda outro trecho, que O Globo suprimiu (certamente por questões de espaço... - e se você acredita nisso, eu tenho uns hectares na lua para lhe vender). A carta pretendia comentar duas autodefinições ideológicas dadas na imprensa daquela semana: a de FHC, lembrando que nunca deixou de ser social-democrata (como seu governo demonstra para além de qualquer dúvida) e a de Lula, cujo encontro com Fidel Castro serviu para mostrar de uma vez por todas que o discurso "democrático" do PT não passa de fumaça retórica. Eis o trecho suprimido da carta:

"Finalmente, na página 8 da edição d'O Globo de hoje, duas definições políticas importantes. A primeira [aqui entrava o trecho sobre FHC que O Globo publicou e eu reproduzi] (...). Mais abaixo, na mesma página, vemos Lula em Havana, com olhares de extrema admiração para Fidel. Entoando loas ao ditador mais sanguinário, cruel e duradouro da América Latina, Lula mostra bem a que veio, qual o modelo que prefere para o Brasil: Cuba. Já sabemos o que poderemos esperar de sua eventual vitória nas eleições presidenciais."
postado por Alvaro Velloso 12:49 PM

Bush Says Addicts Are Traitors

Brad Edmonds, na mosca, sobre a ridícula afirmação de Bush de que consumidores de drogas ajudam os terroristas. Embora seja, em parte, verdadeira, a afirmação esquece que nada ajuda mais a financiar os terroristas do que a guerra "santa" às drogas, que faz subir os preços das drogas e encoraja a produção e o consumo de drogas mais pesadas:

"It is indeed significant that Americans’ buying cocaine, heroin, and other drugs on the black market puts money in the hands of terrorists and other unsavory types. But the American government’s war on drugs is the cause. Without the laws we have against recreational drug use, Americans first would be able to buy American-grown drugs. Additionally, drugs would be unimaginably less expensive were they legal. Americans who buy drugs now pay a premium for transportation, and another exorbitant premium for the risks being taken by the providers. With a free market in drugs, even if imports still were popular, they would be so inexpensive the terrorists would be forced to find other means of support."

Há ainda um outro detalhe: beneficiado com uma "generosa" ajuda financeira americana, o regime talibã havia proibido o cultivo de drogas; mas a primeira medida da Aliança do Norte ao conquistar territórios na guerra foi reverter a proibição.

"It is the United States government that has made drugs so profitable, that has sent most of their production overseas, and that has created social problems relating to drugs here at home. There’s more to Bush’s unfortunate statement, however. In the particular case of Afghanistan, the Taliban (our enemies) prohibited drug production when they were in power, while the Northern Alliance (our friends) used the drug trade to scare up funds. In the case of heroin, then, addicts who indirectly supported Afghan heroin growers have been good patriots!

"The radio MD, Dean Edell, said it better months ago: To break the finances of those overseas who subsist on the illegal drug trade, just legalize the drugs. The current wealthy and violent cartels will fade away, replaced for the most part by peaceful entrepreneurs here at home."
postado por Alvaro Velloso 12:42 PM

Terça-feira, Dezembro 18, 2001

O país mais burro do mundo

Escrevi em agosto de 2000, repeti em outubro de 2001: o brasileiro - e não o brasileiro médio, mas o brasileiro intelectualizado - é absolutamente incapaz de entender o que lê, porque "para ser capaz de compreender o que lê, o leitor deve partilhar, mesmo que hipoteticamente, as experiências mentais descritas pelo autor do texto. Ora, todo texto é um signo indicador de experiências, percepções e intuições de seu autor, e o objetivo do signo é apontar para essas experiências, para que o leitor possa reproduzi-las e, supostamente, chegar às mesmas conclusões. O que interessa, pois, é o que está por trás do signo: Lede além da letra, dizia Jorge de Lima. É precisamente essa a dificuldade do leitor brasileiro. Quase nunca encontramos alguém capaz de tentar refazer o percurso mental descrito pelo texto que lê, e o resultado é que o leitor não lê o que o autor escreveu, mas aquilo que ele, leitor, imagina que o autor escreveu. O leitor, mesmo nos já raros casos em que é capaz de entender a estrutura gramatical do que lê, não busca as experiências interiores do autor, mas se fia nas suas próprias e, agarrado a seus preconceitos e estereótipos, imagina ser capaz de julgar o que 'leu' usando o lugar-comum mais à mão, ou ainda imaginando intenções ocultas por trás de um texto que não foi capaz de entender."

Pesquisa recente demonstra que, lamentavelmente, eu tinha razão. Comentando essa pesquisa, Olavo de Carvalho examina as causas profundas dessa situação:

"A estupidez da nossa classe estudantil não se explica por causas menores, de ordem administrativa ou econômica, nem por curiosas coincidências. Ela não é um fato isolado. Ela reflete o estrago geral da cultura brasileira que tenho documentado desde 1996 nos dois volumes publicados e nos três inéditos de 'O Imbecil Coletivo. Atualidades Inculturais Brasileiras' — uma amostragem suficientemente ampla para que ninguém possa negar a realidade dos fatos. Ela reflete os efeitos de uma devastadora 'revolução cultural' que, iniciada nos anos 70 e empenhada em reduzir a rede de ensino e todas as instituições de cultura a instrumentos do mais maquiavélico oportunismo político de todos os tempos, estampa agora diante de nós o seu abjeto resultado. Não se pode manipular a inteligência humana sem engessá-la, imobilizá-la e atrofiá-la.

"Vinte anos atrás eu trabalhava numa revista de educação, distribuída a professores da rede pública. Por intermédio dessa publicação e de outras análogas, os intelectuais ativistas faziam críticas ferozes ao que chamavam 'educação tradicional' e infundiam nas professorinhas uma confiança ilimitada nos novos modelos que, a seu ver, dariam aos jovens brasileiros a educação ideal. Esses modelos traziam algo das idéias de Jean Piaget mas eram inspirados sobretudo nos ídolos pedagógicos do esquerdismo militante: Paulo Freire, Demerval Saviani, Emília Ferrero e, no fundo de tudo, Antonio Gramsci. Sinceramente: eu lia aquela porcaria toda e previa uma catástrofe. Hoje a catástrofe está aí, mas ela é tão profunda que já não pode tomar consciência de si mesma. Aquelas entusiasmadas professorinhas que imaginavam fazer uma revolução por meio de seus alunos, convertidos em 'agentes de transformação social', foram elas próprias transformadas no curso do processo: já estão burras demais para atinar com a conexão de causa e efeito. Por isto a revelação brutal dos resultados da mutação idiotizante não suscita nenhum debate sério, nenhuma tomada de consciência, nenhuma corajosa admissão do erro fundamental. As professorinhas não apenas esqueceram o que sabiam: esqueceram que esqueceram. Estão amortecidas e estupidificadas pelo seu próprio discurso."

Para percebermos o quanto ele tem razão, basta notar o seguinte detalhe: apesar de sua extrema importância, a pesquisa que colocou os estudantes brasileiros no último lugar em compreensão de texto entre estudantes de 32 países, foi amplamente noticiada mas não provocou nenhum debate na imprensa; ninguém além do prof. Olavo de Carvalho se dispôs a examiná-la com cuidado. Em contraste, um factóide insignificante produzido pelo Fantástico para desmoralizar a universidade particular levou a um verdadeiro furor de artigos perfeitamente idiotas sobre os males da "mercantilização do ensino" e deu origem a novos decretos do MEC restringindo a liberdade acadêmica das universidades privadas.

Esse é, certamente, um dos efeitos do "estrago geral" de nossa cultura: aqueles que se propõem a palpitar sobre educação não têm a menor noção da proporção de importância e gravidade das notícias, e, incapazes de analisar o estado lastimável da compreensão de texto dos estudantes brasileiros, preferem atacar empresários e exigir a expansão do Leviatã.
postado por Alvaro Velloso 6:33 PM

Pork for Boeing

Mais uma manifestação do establishment político-militar, o fascismo peculiarmente americano que se manifesta na aliança de grandes corporações com o Estado americano para lucrar com a guerra (cuja origem foi brilhantemente explicada por Robert Higgs).

Dentro da proposta de orçamento de defesa recentemente elaborada pelo senado americano há uma generosa doação de 30 bilhões de dólares de dinheiro dos pagadores de impostos para a Boeing. Diz Robert Novak:

"The Air Force would lease 100 of Boeing's 767 airliners and return them 10 years later to the airplane manufacturer, with the U.S. taxpayer paying for conversion to military tankers and reconversion back to civilian airliners. Sen. Phil Gramm, McCain's sidekick in pork-busting, was awed: 'I do not think, in the 22 years I have been here, I have ever seen anything to equal this.'

"The mighty appropriators, preferring to operate in the dead of the night without public debate, silenced critics by agreeing to an amendment giving the president authority to kill the lease deal. But the McCain-Gramm amendment is likely to be removed in the Senate-House conference on the Defense bill this week, then rubber-stamped by lawmakers anxious to get home for Christmas.

"McCain's claim that the Boeing deal is 'the envy of corporate lobbyists from one end of K Street to the other' is valid. Conversion of the 767s will cost the government $1.5 billion, plus another $1.2 billion to build hangars. Although such aircraft last 30 or 40 years, the 100 planes must be reconverted and returned to Boeing after 10 years. Total cost to the taxpayer: $30 billion.

"A straight purchase would be far cheaper for the government but not as sweet for Boeing. Moreover, a 'Buy America' provision prevents the government from buying cheaper Airbus aircraft. The price tag amounts to 20 percent of the cost of the Air Force's 60 top priorities, which do not include tankers. Nevertheless, the Senate Appropriations Committee stealthily added the tanker lease to the House-passed Defense bill."
postado por Alvaro Velloso 6:15 PM

Segunda-feira, Dezembro 17, 2001

Ferris Bueller in Exile

Bill Clinton lamentou que os atentados terroristas não tenham ocorrido durante o seu governo porque, ao contrário de Bush, ele não teve a oportunidade de fazer grandes ações históricas. É assim que costumam pensar os políticos: o que para as pessoas comuns é uma tragédia, para eles é uma oportunidade - tanto para promover suas causas preferidas como para seu engradecimento pessoal.

O próprio Clinton deu exemplos eloqüentes disso, quando aproveitava cada tiroteio em escolas americanas para promover leis anti-armas que só serviram para agravar os atentados (uma dessas leis, por exemplo, proibe qualquer pessoa de andar armada num raio de algumas dezenas de quilômetros em volta de escolas - razão pela qual não havia seguranças armados em nenhuma das escolas em que ocorreram atentados...).

Mas Bill Clinton, ao contrário do que inicialmente se imaginava, já vai desaparecendo dos olhos da mídia e sendo visto como a figura ridícula que sempre foi. Como diz Joseph Sobran, ele vai tomando o mesmo caminho das Spice Girls...

Apesar disso, seu governo teve conseqüências sérias - ele multiplicou o número de inimigos dos EUA, criou uma base para o terrorismo islâmico nos Bálcãs, não deu a devida importância aos ataques terroristas ao USS Cole, ao World Trade Center e a embaixadas americanas. Segundo Sobran:

"Yet Clinton left nothing anyone, of any political persuasion, would call a major achievement. His 'legacy' was never defined. The most newsworthy event of his presidency was his impeachment over an unprecedented sexual scandal. His salient personal trait was flagrant dishonesty.

"The 9/11 terrorist attack, moreover, has put Clinton’s presidency in a whole new light, and he is being judged by unexpected new standards. Hawks blame him for negligence in confronting foreign enemies; doves blame him for making enemies with his sporadic bombings in the Middle East. Either way, he looks worse in retrospect."

Sobran também aproveita para atacar o mito de que Clinton era um bom mentiroso. Ele era um péssimo mentiroso, porque todos sabemos que ele era um mentiroso. Conseguir escapar das conseqüências da própria mentira - essa, sim, a grande qualidade política de Clinton - não equivale a ser um bom mentiroso.

Bom mentiroso é aquele que não é visto como tal; pior ainda, aquele cujas mentiras são repetidas ao longo dos séculos, que são ensinadas para as crianças nas escolas.

"Very good liars are never known to their contemporaries as liars. Clinton was a liar who pressed his luck far too often. The truly great liars are those whose lies survive them, to be memorized by schoolchildren."

Bons mentirosos eram FDR, Lincoln, Lênin, todos esses tiranos que as crianças ainda hoje aprendem a idolatrar nas escolas.

Bom mentiroso é Fidel Castro, que continua a ser endeusado por seus cortesãos na imprensa nacional e cuja vida está atualmente sendo celebrada por uma recém-publicada biografia em dois volumes, que adorna as vitrines de todas as livrarias proclamando na capa o fato de ser uma "biografia autorizada" (para perceberam o absurdo, imaginem que alguém publicasse uma "biografia autorizada" de Hitler) e trazendo o bizarro subtítulo "de militante a estadista". Se Fidel não fosse tão bom mentiroso, o subtítulo seria de terrorista a genocida.
postado por Alvaro Velloso 12:27 PM

U.S. should reconsider aid to Israel

A ajuda financeira a Israel é contrária a tudo que os EUA representam, tudo em que os americanos acreditam e tudo que o sistema político americano consagra, diz Bill Maxwell:

"We, as Americans, should be ashamed of ourselves for being partners in a state policy that forces an entire population to exist as a diaspora -- a stateless people scattered about as if they are nothing.

"The United States should have nothing to do with this policy of human dispossession. It is against everything we believe in, including the written tenets of our Constitution.

"Let me try a little raw truth in discussing this mess. I was in Israel in 1999 when Ehud Barak defeated Benjamin Netanyahu in the election for prime minister. Shortly before the election, Gideon Levy, a columnist for the Ha'aretz newspaper, asked Barak what he would have done if he had been born a Palestinian.

"Barak's response, the most honest one he could give, angered most Israeli Jews. I was among journalists at the press conference when Barak said: 'I would have joined a terrorist organization.'

"Remember, Barak is not a lover of Arabs. He is one of Israel's most decorated generals, a man who killed Arabs as a duty.

"But even Barak knows the score: You cannot dispossess a people and then attempt to govern them by occupying their land, by forcing them to subsist in refugee camps, by blocking roadways to their jobs, by refusing to let them get medical attention, by cutting them off from their universities, by discounting their humanity."
postado por Alvaro Velloso 12:09 PM

Refugees meeting hears proposal to register every human in

Um sistema de identificação mundial, com registros e impressões digitais de todos os habitantes do planeta, mantido pela ONU.

Essa foi a proposta apresentada pelo chefe da comissão belga de revisão de asilo, sr. Pascal Smet, em reunião na ONU:

"There are no technical problems. It is only a question of will and investment," he said.

"If you look to our societies, we are already registered from birth until death. Our governments know who we are and what we are. But one of the basic problems is the numbers of people in the world who are not registered, who do not have a set identity, and when these people move with real or fake passports, you cannot identify them.

"It's a basic rule of management that if you want to manage something, you measure it. It's the same with human beings and migration.

"But instead of measuring it, you have to register them."

"Medir" e "administrar" todas as pessoas do mundo? Tenho todas as simpatias com os esforços europeus de evitar a inundação de imigrantes em seus países - mas não se o preço for o estabelecimento de um estado-policial mundial, que é, no fim das contas, o que propõe o sr. Smet.
postado por Alvaro Velloso 12:02 PM

Washington hawks get power boost

Como a guerra ao Afeganistão parece ter transcorrido sem problemas, os falcões estão em alta em Washington - e seus planos de eliminar todos os inimigos em potencial de Israel (repito: de Israel; nunca custa lembrar que, como diz Eric Margolis, os neoconservadores são a ala americana do Likud) parecem mais viáveis do que nunca.

"The new defence establishment clustered around the defence secretary, Donald Rumsfeld and his deputy, Paul Wolfowitz, is clearly winning the policy debate against the state department.

(...)

"Meanwhile, the hardliners are capturing key squares on the chessboard of Washington power, at the expense of the moderates at state.

"Barring a military disaster in the Afghan endgame, the Pentagon is almost certain to win its battle to pursue the war of terrorism into Iraq and suspected terrorist havens across the world. (...)

"But the hawk ascendancy has had other far-reaching implications.

"Significant foreign policy issues have been annexed by the Pentagon and its militant allies, including the negotiation of key international treaties and the handling of the Israel-Palestinian conflict." - como a nomeação de John Bolton para a secretaria de controle de armas no Departamento de Estado (a ironia é que ele é contra qualquer tratado multilateral de controle de armas) e a possibilidade de que o novo responsável - substituindo Bruce Reidel, que vem do governo Clinton - pelo Oriente Médio seja Zalmay Khalilzad, um afegão-americano que assinou a famosa carta dos neoconservadores exigindo o fim do governo Saddam e a extensão dos ataques aéreos a diversos outros países árabes.
postado por Alvaro Velloso 11:53 AM