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Zion's Vital Signs - O'Rourke
Em entrevista à revista do Laissez Faire Books (a melhor livraria para livros liberais e anarcocapitalistas, com descontos inacreditáveis), P. J. O'Rourke, entre muitas tiradas excelentes, diz o seguinte sobre guerras: "There is nothing worse than war, unless it's the war in Kosovo, where liberals saved a bunch of people's lives, or would have if those people hadn't gotten killed first."
Cito essa opinião para notar que O'Rourke, apesar de ligado aos neoconservadores, não é o típico guerreiro de laptop, pronto a exaltar as grandezas do império americano e a declara seu amor a qualquer manifestação de força militar. Certamente por isso, o relato de sua visita a Israel, publicado na Atlantic do mês passado, é surpreendentemente equilibrado e imparcial (bem mais do que o título e o subtítulo incluídos pela revista sugerem), e, agora sem surpresa nenhuma, é cheio de tiradas brilhantes.
Observando os ódios seculares de membros de religiões diferentes, ele se sente tentado a repetir a velha lenga-lenga sobre o caráter destrutivo das religiões - e, visitando o memorial do holocausto, logo se recorda do caráter infinitamente mais destrutivo do ateísmo militante:
"What could cause more hatred and bloodshed than religion? This is the Israel question. Except it isn't rhetorical; it has an answer. We went to Yad Vashem, the Jerusalem Holocaust Memorial, and saw what the godless get up to."
Vale destacar ainda um trecho em que ele comenta o projeto sionista original. Sem elogios (muito pelo contrário) para a utopia socialista de "terras coletivas" do sionismo ("True, Zionism has a utopian-socialist aspect that is thoroughly nutty as far as I'm concerned") - ele lembra, porém, que a idéia de Herzl não era "conquistar" as terras da Palestina (ou recebê-las através da "affirmative action" da ONU) e expulsar brutalmente seus habitantes, mas comprar as terras - o que faz toda a diferença, especialmente levando em consideração a distinção entre a guerra (onde há vencedores e perdedores, mas ninguém é inteiramente beneficiado, no fim das contas) e o comércio, no qual as duas partes são beneficiadas:
"Yad-Mordechai was founded in 1943 on an untilled, sandy patch of the Negev. The land was bought from the sheik of a neighboring village. And there, in the common little verb of the preceding sentence, is the moral genius of Zionism. Theodor Herzl, when he set down the design of Zionism in The Jewish State (1896), wrote, 'The land ... must, of course, be privately acquired.' The Zionists intended to buy a nation rather than conquer one. This had never been tried. Albeit various colonists, such as the American ones, had foisted purchase-and-sale agreements on peoples who had no concept of fee-simple tenure or of geography as anything but a free good. But Zionists wanted an honest title search.
"More than a hundred years ago the Zionists realized what nobody else has realized yet—nobody but a few cranky Austrian economists and some very rich people skimming the earth in Gulfstream jets. Nothing is zero-sum, not even statehood. Man can make more of everything, including the very thing he sets his feet on, as the fellow getting to his feet and heading to the bar on the GV can tell you. 'If we wish to found a State to-day,' Herzl wrote, 'we shall not do it in the way which would have been the only possible one a thousand years ago'."
postado por Alvaro Velloso 6:38 PM
Existe o direito humano à Coca-Cola?A ONU, a Unesco, e não sei mais quantas ONGs de objetivos semelhantes estão promovendo, segundo O Globo de ontem, projetos para reduzir a "exclusão digital" e para aumentar o "acesso à informática" - belas palavras para dizer que estão exigindo dos governos que tomem o dinheiro de alguns para comprar computador para outros que, normalmente, não poderiam comprá-los.
Uma das coordenadoras do programa invoca a bandeira dos direitos humanos. Segundo ela, trata-se do "direito à comunicação".
Vamos partir do pressuposto de que esse direito realmente existe. O que é que ele pode significar? Se eu tenho o direito de me comunicar, isso significa que eu posso entrar na sua casa e usar seu telefone, sem ser convidado e sem pedir permissão? Ou, pior ainda, significa que eu posso simplesmente roubar seu telefone e instalá-lo na minha casa?
É óbvio que não. O direito à comunicação só pode significar que, dispondo eu dos meios de me comunicar, ninguém pode me impedir de fazê-lo. Em outras palavras: você não pode entrar na minha casa e bloquear meu telefone, impedindo-me de fazer ligações; dispondo eu de um computador, de uma linha telefônica e de acesso à internet, o Estado não pode me impedir de me comunicar com alguém de tal ou qual país. Se assentada nessas bases, a campanha das ONGs teria (desde que não acompanhada de subsídios, subornos, sanções etc.) meu entusiástico apoio; ela serviria, por exemplo, para pressionar os governos cubano e chinês a abolir suas inúmeras restrições ao uso da internet.
Mas essas são associações dedicadas à promoção do socialismo global, não à defesa dos direitos individuais, e é uma conseqüência necessária de suas próprias naturezas que a campanha não esteja assentada nessas bases liberais, mas em bases socialistas. Daí termos como "exclusão digital", que parecem indicar a existência de uma conspiração de capitalistas malvados para impedir o acesso de pobres indefesos aos computadores.
Assim, o fundamento da campanha está bem próximo dos exemplos absurdos que dei acima. Eles não afirmam que eu tenho o direito de entrar na sua casa e roubar seu telefone, mas afirmam que eu tenho o direito de exigir da organização que monopoliza o uso da força em determinado território - o Estado - que ameace usar essa força contra você, exigindo em troca parte de seu dinheiro, para que eu possa comprar um telefone e um computador e possa contratar um provedor de acesso à internet. Essa tese significa, em outras palavras, que o simples fato de eu não ter um computador e uma linha telefônica me habilitam a, através do Estado, tomar parte de seu dinheiro para comprá-los.
A questão que fica é: já que entramos nessa de distribuir bens de consumo, por que parar em linhas telefônicas e computadores? Por que falar apenas em exclusão digital? Não há também exclusão gastronômica, demonstrada pelo fato de que alguns podem jantar toda semana no Antiquarius, enquanto outros têm de contentar-se com o restaurante a quilo da esquina? Não há a exclusão televisiva? A exclusão jornalística? A exclusão automobilística?
O que é que vamos fazer? Distribuir tíquetes para entrada gratuita no Antiquarius? Distribuir televisões, jornais e carros gratuitamente?
Acho bom parar por aqui. Dado o insaciável apetite distributivista do welfare state, podem acabar gostando das sugestões.
postado por Alvaro Velloso 7:07 PM
The Other WarEntão, a TV Cultura demitiu uma apresentadora porque ela declarou à Época que eventualmente fuma maconha. A decisão é tão hipócrita que eu não me surpreenderia se o gerente que tomou a decisão também fume maconha. Aliás, vale inverter: eu me surpreenderia se ficasse demonstrado que ele não fuma...
A apresentadora disse que não sabia que a matéria sairia como saiu, com a foto dela em destaque na capa, e a frase "eu fumo" em letras enormes. Com efeito, são inegáveis o mau gosto e a desonestidade da revista: se soubessem que sairiam na capa dessa maneira, será que os entrevistados concordariam em colaborar com a matéria? Quem é doido a ponto de concordar em sair na capa de uma revista de circulação nacional confessando que de vez em quando pratica um crime??
Mas, vale dizer novamente, é claro que a criminalização é uma hipocrisia, não apenas porque o consumo de maconha atualmente é quase tão disseminado quanto o consumo de bebidas alcoólicas, mas porque uma sociedade livre não deveria tolerar a existência de leis nas quais a "vítima" e o autor são a mesma pessoa - os chamados "crimes sem vítimas".
Na ânsia de proteger o indivíduo de si mesmo, esse tipo de proibição acaba criando novos problemas. É impossível dissociar o crescimento da violência urbana da proibição das drogas. O raciocínio é simples e irrefutável: se meu negócio é ilegal, (a) a única maneira que eu tenho de garantir o cumprimento dos contratos é recorrer à violência, e (b) quanto maior o currículo de violência de uma gangue de tráfico, mais segura será sua posição nos negócios, porque as outras gangues hesitarão antes de tentar destrui-la. Como diz Thomas DiLorenzo, em excelente artigo:
"In a free and legal market, any dispute between business associates can be settled through negotiation or, if that fails, lawsuits. If one businessman defrauds another, he can seek to have his property protected by the courts.
"No such (relatively) civilized solution is available to illegal products. A drug dealer cannot go to a judge and say, 'Your Honor, I delivered one ton of cocaine to Mr. Tucker here, and he refuses to pay. In the name of justice, I want you to make him pay up.' Instead, drug dealers--like alcohol dealers during prohibition--resort to the only means available to enforce their business agreements: violence.
"There is an even more ominous dynamic at work here. Once violence becomes the means by which one succeeds in illegal markets, the profits earned in those markets will attract those elements of society who have a comparative advantage in violence. The most violent will rise to the top, as witnessed by such characters as the Los Angeles drug gang leader known as 'Little Monster,' who is an especially vicious killer.
"Drug gangs are simply business partnerships, but unlike normal business partnerships, they have great latitude in destroying their competitors by violent means. If there are above-normal profits in the skateboard business, for example, new competitors will materialize and compete for those profits by offering lower-priced and/or better-quality skateboards.
"Such entry cannot occur in the market for illicit drugs if the existing gangs can literally murder the competition, which they often do. Moreover, the police are often 'silent partners' in such situations, since existing drug gangs can become police informants and (anonymously) inform the police of the new entrants into their business.
"In legal markets, a brand name that is established by years of good performance and competitive pricing is a valuable asset that can lead to high levels of profitability. In illegal markets, a brand name is earned by acts of violence. Drug gangs intimidate potential rivals with their acts of violence."
postado por Alvaro Velloso 6:27 PM
