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Drowning in Manitoba, Water Privatization in Walkerton, OntarioDe Walter Block (que, ao que tudo indica, se tornará um colunista regular no LewRockwell.com, o que é excelente notícia):
"So why is it that markets typically outperform governments in providing services such as paper clips and corn and wrist watches and milk, and also water quality and life guarding at beaches? It is due to the profit motive and competition. If the pizza in my restaurant is lousy, you go elsewhere. If you do, I am given a strong market signal to mend the error of my ways, and if I cannot, to get into a line of work where I can make a contribution to society. Contrast this to Pizza Canada, based on the same economic principles that have long endeared us to Canada Post. Here, if you don’t like the food product, you can go elsewhere, but Pizza Canada keeps on going and going, just like the energizer bunny, courtesy of tax payments mulcted from consumers unwilling to give this operation their dollar votes.
"For some reason, there is a fetish in Canada about water. Yes, other things may be safely left to the market, but not this fluid. Water is special. Nonsense on stilts! H2O is just another liquid. Free enterprise supplies us with high quality milk, soda pop, beer, wine, liquor, fruit juice, and every other liquid under the sun. Why should water be any different?
"It might be objected that the quality of these other substances is controlled by the state apparatus; but the same could apply to water. In any case, which do you trust more: a government monopoly bureaucratic certification agency, or a competitive industry dedicated to these same ends? Realize that the same weeding out process that applies to pizza also encompasses quality assurance. Thalidomide for morning sickness, after all, was approved by a government agency that by its very nature could never go bankrupt. We ought to more greatly appreciate the profit and loss system that automatically encourages success and penalizes failure. The Soviets, lacking this feedback mechanism, fell victim to economic arteriosclerosis. We do not get good burgers from McDonalds, high quality pizza, pure beverages from Coca Cola, wonderful cars from Rolls Royce, because of government oversight, which is subject to bribes in any case. No, these things come to us from the market sector."
Curiosamente, aqui no Rio, nem precisamos nos lembrar do argumento econômico para a privatização da água. A empresa estatal encarregada do fornecimento é, por si só, nosso melhor argumento, como se viu na excelente matéria do JB de domingo passado sobre a Cedae:
"A Cedae só consegue vender 44% da água que capta e trata. Os outros 56%, ou seja, mais da metade, não são faturados. A perda, ocasionada por ligações clandestinas, vazamentos e a água não paga por inadimplentes, daria para abastecer toda a população da França e da Bélgica. A polêmica conclusão de um estudo do laboratório de Hidrologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro chega no momento em que pesquisadores e empresas ligadas ao setor começam a discutir a importância da racionalização do uso dos recursos hídricos."
Preciso dizer mais alguma coisa?
(Preciso, claro, apontar que os imbecis que fizeram o estudo, em vez de apontar a estatização como responsável pela escandalosa ineficiência da empresa, põem a culpa nos consumidores, que, segundo eles, devem "economizar" água!!!)
postado por Alvaro Velloso 12:28 PM
The sordid isolation of BritainFora da questão bioética (aliás muito bem equacionada por Gene Callahan, num artigo altamente recomendável) e do absurdo monstruoso que é criar pessoas em laboratório só para matá-las, o ponto mais interessante que li sobre as pesquisas em células-tronco foi apresentado por Daniel Johnson, na ótima matéria de capa da Spectator da semana passada:
"Never mind the fact that embryonic stem cells appear far less suitable for the kind of purposes scientists are seeking, as they are notoriously unstable — ‘hard to rein in’, as one American bioethicist puts it.
"Never mind the fact that in America (unlike Britain) the scientific consensus in favour of adult stem cell research and against unreliable embryonic cell research is so clear that the former attracts ample private investment, whereas embryo research is obliged to seek federal funds."
Se as pesquisas em células de embriões tivessem algum fundamento científico (e repito: mesmo isso não as justificaria), haveria interesse dos laboratórios de pesquisas privadas em financiá-las. E não falem em falta de dinheiro, porque esses laboratórios gastam bilhões em pesquisas que presumem ter algum fundamento e que poderão, no futuro, trazer novos remédios e novas tecnologias. No entanto, esses laboratórios privados fazem pesquisa em células de adultos - que são mais estáveis e mais confiáveis - enquanto os cientistas americanos que dirigem sua gritaria para a obtenção de fundos estatais, para obter uma grana do Governo. Isso por si só é indicador de que o interesse na pesquisa em embriões é muito menos um interesse científico sério do que um interesse em perverter noções milenares sobre o valor da vida humana e em banalizar a humanidade.
Há, ainda, um outro ponto interessante no artigo de Johnson, quando ele relata a observação de Habermas sobre o assunto ao primeiro ministro alemão. Não sou um apreciador do filósofo, mas essa observação é brilhante, e deveria ser levada em consideração pelos pesquisadores:
"Chancellor Schroeder’s guru, Juergen Habermas, has asked for scientists to treat the embryo as if it were looking over one’s shoulder: could one justify one’s research to the victim?"
postado por Alvaro Velloso 11:56 AM
Privatizem os presídiosBoa notícia no Swann:
"O Ministério da Justiça vai incentivar a privatização da administração penitenciária no país. Nas duas unidades onde o sistema vigora, Guarapuava (PR) e Cariri (CE), não houve até hoje um só motim ou fuga. Também lá os agentes, entre outras coisas, praticam artes marciais."
Isto acontece porque a iniciativa privada tem uma liberdade muito maior para contratar e demitir pessoas do que o Estado (embora não tanta quanto deveria, graças ao nosso sistema trabalhista fascista) e, assim sendo, pode fazer mais exigências aos funcionários e não apenas contratar os mais eficientes, como demitir os mais ineficientes. Por isso existem fugas e túneis em presídios estatais, enquanto a probabilidade de eles ocorrerem em presídios particulares é menor.
Falando em segurança privada, a mesma coluna do Globo relatou recentemente o seguinte caso (aliás, na primeira como nesta nota fica evidente a pouca intimidade dos repórteres que a escrevem com a língua portuguesa...):
"Tem uma quadrilha atuando na porta do Bradesco, na Barra, que funciona como relógio suíço. Qualquer cidadão que saca acima de R$ 1 mil torna-se presa potencia dos larápios. Ontem, a cena se repetiu, com a vítima perdendo R$ 10 mil, a dez passos da agência. O gerente jura que não pode fazer nada e a polícia, quando muito anota as queixas."
É utópico esperar que a polícia vá fazer alguma coisa (prender ladrões? Ora, isso não dá a mesma graninha que incomodar motoristas sem cinto de segurança e achacar adolescentes em nome do combate às drogas!). A solução mais razoável (e com maior chance de funcionar), se não estivéssemos num país socialista em que a segurança privada é vista com maus olhos, seria o banco cobrar um pequeno adicional dos clientes e ficar, ele próprio, responsável pela segurança da rua, ou do quarteirão. Tenho certeza de que, se o serviço fosse eficiente, os clientes pagariam de bom grado - o que significa que existem incentivos para que o serviço seja eficiente, além da possibilidade de a maior segurança atrair mais clientes. Bastaria, aliás, a presença de alguns seguranças na rua para afastar os ladrões: quanto maiores os custos do roubo, menores as chances de que ele aconteça; a quadrilha preferirá encontrar outra rua sem segurança, em que o risco de o assalto ser impedido é perto de zero, a ficar numa rua em que existe uma chance - mesmo pequena - de que um segurança impeça o assalto.
postado por Alvaro Velloso 12:06 PM
Big BrotherExcelente observação de John Keller, num excelente artigo sobre radares que monitoram a velocidade dos carros em cidades americanas:
"This is the great ongoing political struggle of our time. The struggle between a vision of government as the benevolent all-providing nanny, and the reality of such experiments always descending into liberty devouring despotism. The United States' experiment with collectivism has been underway full-scale since 1913, the year the awful 16th (income tax) and 17th (direct election of Senators) amendments were ratified. Perhaps the cracks are starting to show. The fact is that millions of dollars were spent to catch a few deadbeat dads and any felon stupid enough to walk through a posted 'Smart CCTV' area. They did it by violating everyone's basic right to privacy. The people in the streets know that surveillance and tracking make them more akin to prisoners than free people. Even some police are leery of the idea of unlimited power to spy. Gentlemen, I applaud you. Let's turn back from the socialist policies and all the police state tracking, numbering, surveillance, and control that are used to enforce them. In the end, it's not for our own good."
Aliás, são justamente essas duas visões divergentes do papel do Estado que colidem na questão da legalização das drogas. Cito dois exemplos.
Hoje, na seção de cartas do Globo:
"Quando a pessoa fuma maconha fica 'zen', como dizem os jovens [que jovens?]. Imaginem se a maconha fosse liberada: como ficariam os alunos em sala de aula (ou alguém acha que eles não fumariam no recreio ou no banheiro [terra chamando dona Gilcélia: eles JÁ o fazem, e a proibição nacional nada tem a ver com isso; bastaria que a própria escola proibisse o consumo nas suas instalações]?) ou como ficariam nossos filhos saindo de festas ou discotecas e pegando um carro para dirigir com os reflexos muito mais lentos [pior do que ficam hoje, com a cara cheia de álcool - e de maconha, aliás, proibida ou não?]? No ambiente de trabalho, como seria o nível de produtividade de quem consome maconha [mais uma vez: problema dos empregadores, que, como proíbem o cigarro, poderiam muito bem proibir a maconha no horário de trabalho!]? Quantos acidentes de trabalho aconteceriam devido à perda do estado de alerta?"
Paul Craig Roberts, na sua coluna desta semana:
"Early in the 20th century, the United States conducted a war on alcohol. After experiencing the results, people came to their senses. They realized that prohibition criminalized the behavior of millions of people, and created a class of ruthless and rich criminals capable of corrupting local judges and law enforcement. Fortunately, prohibition was terminated before it overrode the takings clause of the Constitution.
"The war on drugs has proved to be equally frustrating. But instead of reassessing the consequences, conservatives have escalated the power of the state, arming law enforcement with more and more draconian powers that violate the Constitution. (...)
"The war against drugs has proved to be largely a war against drug consumers. The prison population is swollen with young people whose lives are ruined by prison sentences. It is a personal tragedy for a person to ruin his life with alcohol, drugs, gambling or any other vice. But it is a public tragedy when government ruins the lives of millions of its citizens simply because it disapproves of a product they consume. The 'war on drugs' is, in truth, a war on the Constitution, civil liberties, privacy, property, freedom and common sense. It must be stopped."
Existe, realmente uma escolha: entre o tipo de argumento sentimentalóide baseado em possibilidades remotas e que acha que o Estado deve ser uma babá e deve impedir seus cidadãos de correr riscos, e o tipo de argumento baseado em causa e efeito e nos direitos naturais de um povo livre e capaz de decidir por si mesmo o próprio projeto de vida - dona Gilcélia versus Paul Craig Roberts; tirania benevolente versus liberdade; Estado babá versus direito de propriedade (inclusive - e principalmente - sobre o próprio corpo). Essa é a escolha.
postado por Alvaro Velloso 11:50 AM
Urbanismo e propriedade"A cidade pertence ao cidadão".
Com essa frase um leitor pretende, na seção de cartas do Globo de hoje, justificar o insano ataque aos direitos de propriedade conduzido atualmente pela prefeitura carioca. Minha pergunta é a seguinte: OK, a cidade pertence ao cidadão, mas e os prédios, pertencem a quem? A todos os cidadãos ou aos cidadãos que têm a legítima propriedade sobre eles?
Indo um pouco além da questão específica: alguém poderia me explicar de onde vem maldita mania dos brasileiros de pensar por metáforas e de dar substancialidade a entidades abstratas?! Já discuti abaixo a senhora que deseja justificar a proibição das drogas com argumentos sobre beijos de namorados; agora temos um sujeito que deseja abolir o direito de propriedade com base numa frase que não diz absolutamente nada: "a cidade pertence ao cidadão". Em que sentido uma cidade inteira pode "pertencer" a alguém? E, pior ainda, como é que esse alguém pode ser uma entidade abstrata, o "cidadão"?
Só o que pertence ao cidadão - a cada cidadão em particular - é aquilo que ele legitimamente adquiriu. O prédio alheio certamente não se inclui nessa lista.
postado por Alvaro Velloso 5:16 PM
Jaffa vs. SobraA discussão entre Joseph Sobran e Harry Jaffa sobre Lincoln é briga de "cachorro grande", não de dois colegiais. Mas, apesar de ser reconhecidamente um historiador talentoso e um pensador político relevante, o amor de Jaffa a Lincoln e seu horror em vê-lo criticado parece ter entorpecido um pouco seu senso crítico. Não encontro outra explicação para o fato de um homem sério como ele fazer a seguinte comparação, indigna de um estudante de jornalismo da UFRJ:
"The Union under the Constitution was a voluntary contractual agreement among the states. They had the same contractual right, they said, to leave the Union as to join it. This however is to misconstrue the nature of contracts. Consider: marriage is a voluntary agreement, or contract, between a man and a woman. Prior to the marriage, each is free to contract alliances with other parties. After marriage, they are entitled to no such freedom. To say that a partner in marriage can end the union, and co-habit with another partner, is in effect to deny that there ever was a marriage at all. Bear in mind that a seceded state claimed the right to enter into alliances with foreign powers. Under the law of contracts, obligations freely undertaken can never be disavowed unilaterally. That the Constitution would by granting a right of secession provide for its own demise—assisted suicide so to speak—is absurd."
Porca miséria, contratos não são indissolúveis, muito menos eternos. E uma das circunstâncias em que um contrato pode ser dissolvido unilateralmente é o descumprimento de uma de suas cláusulas por uma das partes. Ora, ao estabelecer a União, os Estados mantiveram sua soberania (ademais, só puderam estabelecê-la porque eram soberanos - ao contrário da absurda afirmação de Lincoln de que a "união é anterior aos Estados"); quando esta se viu ameaçada pela União, eles procuraram deixá-la - isto é, exercer seu direito de dissolver o contrato, e isso não tem absolutamente nada a ver com infidelidade conjugal!
O próprio Sobran matou a questão, num artigo anterior sobre o recente tratado de apologia a Lincoln escrito por Jaffa:
"Lincoln held that the Union was somehow older than the states it was a union of, so that the states had never had any independent existence in the first place. But the Declaration of Independence had asserted, not that the 13 colonies composed a 'Union,' but that they were 13 'free and independent states,' and the Articles of Confederation had reaffirmed that 'each state retains its sovereignty, freedom, and independence.' And the Constitution neither forbade the states to secede nor authorized the federal government to prevent secession."
A rigor, o que Lincoln fez foi ligar os estados sulistas à União na base da força, como um país que anexa um país vizinho numa guerra, e qualquer tentativa de demonstrar o contrário esbarra em contradições e absurdos como os de Jaffa.
postado por Alvaro Velloso 5:07 PM
New no-smoking law goes into effect todayComo se Israel já não tivesse problemas suficientes, entrará em vigor hoje uma lei que proíbe o fumo em lugares públicos no país inteiro.
"Non-smokers will breathe easier starting today and smokers will find their rights severely curtailed, when smoking is barred in all public places around the country.
"Health Minister Nissim Dahan said yesterday that during a two-month introductory period, violators will receive notices informing them they are breaking the law. The law prohibits smoking in hospitals and medical clinics, elementary schools, and all public areas in shopping malls."
Enquanto isso, aqui no Brasil estamos aos poucos caminhando para decisões semelhantes. Ontem O Globo publicou um artigo assustador da secretária estadual de prevenção à dependência química (as burocracias estatais parecem existir em número indefinido; existe departamento e secretaria de quase tudo), no qual ela não apenas defendia as políticas atuais de prevenção e proibição das drogas (que são, realmente, um sucesso estrondoso...), como lamentava o fato de termos legalizado o cigarro e o álcool.
O título do artigo era "vamos cair nesta conversa de novo?", uma referência à argumentação (frágil porque tímida) de Zuenir Ventura a favor da legalização da maconha, que tomava como exemplos o álcool e o cigarro - "drogas" legais.
"Todos os que defendem o uso de drogas apelam para o exemplo do álcool ou do cigarro. Para mim, exatamente estes dois casos são o melhor exemplo de como é difícil voltar atrás, uma vez que o consumo de alguma droga fica arraigado nos costumes de uma sociedade. Por que fazer isto com a maconha ou outra droga psicoativa?"
O que ela lamenta, pois, é que tenhamos cometido o equívoco de legalizar o álcool e o cigarro - porque agora é muito difícil voltar atrás. Porca miséria, quem disse que temos de voltar atrás?! E, mais ainda, não custa lembrar: assim como acontece com todas as "drogas", o álcool e o cigarro não nasceram ilegais; eles eram legais e depois tornaram-se ilegais por determinação estatal; depois, o Estado voltou atrás, ao perceber que a proibição só servia para violar os direitos dos cidadãos e permitir o enriquecimento de gângsters - exatamente como a proibição das drogas atuais.
Isso não importa, porém: se dependesse da secretária, haveria não apenas uma "guerra às drogas", mas também uma guerra ao álcool e uma guerra ao cigarro - o que de certa forma já há, mas de forma um pouco mais branda do que o desejado pelas babás da plantão. Claro que essas guerras seriam tão bem sucedida quanto as anteriores e quanto a atual, mas pelo menos daria aos burocratas muito o que fazer...
O curioso é que ela ainda parece argumentar que a guerra à maconha está tendo bons resultados, ao invocar estatísticas da Unesco que constatam que "o consumo de drogas por jovens entre 14 e 20 anos em 1999, no Rio de Janeiro, eram muitíssimo inferiores aos que seus próprios professores imaginavam". Essa frase não diz absolutamente nada. Quais eram os níveis de consumo esperados pelos tais professores? De 95% ou de 45%? Isso faz uma diferença brutal, mas ela simplesmente passa por cima do problema. Não sei quais são as estatísticas da Unesco - e a secretária não cita cifras - mas tenho a impressão de que não conheço ninguém que não tenha experimentado maconha. E olhem que ando em meios altamente conservadores, não em meios de rebeldes sem causa.
A questão ficou ainda pior com algumas cartas publicadas no Globo hoje, em apoio ao artigo. José Carlos Sabóia diz que toda essa discussão é uma tempestade em copo d'água, porque a legalização da maconha é da estrita responsabilidade das "autoridade da área de saúde" (ah, nada como o Estado-terapeuta... pôr justificativas "científicas" na tirania foi talvez o maior achado dos socialistas em toda a sua longa e deprimente história), assim como a questão do controle do uso "da morfina e do arsênico, para mencionar outros dois venenos". Peraí: "venenos"? Até onde sei, a morfina ainda é utilizada em pacientes com câncer para evitar os piores sofrimentos, e o arsênico em doses moderadas é usado na água nos EUA para evitar contaminações. Mas isso não vem ao caso: a comparação é tão absurda e tão desmedida que só posso supor que o leitor devia estar sob efeito de outros entorpecentes quando escreveu sua cartinha.
Abaixo dele, Elizabeth Costa aparece com o argumento de sempre: um primo que era um jovem sadio e acabou internado, com sofrimentos horríveis e danos mentais irreversíveis causados "pela droga". Sim, sim, nós todos sentimos muito, mas peraí: "pela droga"? Ou por sua opção de consumir a droga? E, ponto número dois, isso tudo aconteceu mesmo com as drogas sendo proibidas (e portanto, não custa lembrar, não controladas adequadamente pelas "autoridades médicas"). O que, portanto, tem isso a ver com a questão da liberação? Pior ainda é sua frase final: "os programas de prevenção custam menos do que os programas de recuperação de drogados". Explique a relevância, por favor. Programas de prevenção podem ser feitos haja ou não a proibição; programas de recuperação não deveriam jamais ser da responsabilidade do Estado - mas o são justamente por termos o Estado babá de que os defensores da proibição tanto gostam.
Por fim, a leitora Deodete Carvalho, direto de Duque de Caxias, nos brinda com um argumento poético: "Droga é feito desejo de namorado. Começa com um beijinho inocente, depois vem com um carinho mais ousado e outro mais ousado ainda, até que fica difícil de frear. A maconha é apenas o primeiro passo para a procura de drogas mais pesadas e fatais. Fiquei realmente satisfeita ao ler o artigo que aborda os perigos da liberação deste 'beijo' tão traiçoeiro." Não entendi bem: teríamos de proibir os beijos também? Agora falando sério: qualquer que seja a posição que se adote sobre as drogas (e minha posição é reconhecidamente extremada), acho que todos podemos concordar que lucraríamos se o debate se elevasse um pouquinho acima do nível infantil e debilóide da carta dessa leitora.
postado por Alvaro Velloso 4:46 PM
Zimbabwe's white farmers meet amid ongoing land crisisÉ preciso admirar a cara de pau da AFP, a agência de notícias internacionais francesa. Vejam sua descrição dos planos de Mugabe para tomar terras dos fazendeiros brancos no Zimbábue:
"President Robert Mugabe's government wants to resettle white-owned farms with black farmers, to correct gross inequities in ownership left from colonial Rhodesia."
E, por acidente, esse plano benevolente do grande estadista saiu do controle e surgiram "conflitos".
No mundo real, sabemos que Mugabe é um tirano marxista que, como tal, condena a propriedade privada - pelo menos a dos outros - e organizou tropas de gângsters auto-intitulados "veteranos da guerra de independência" para invadir as fazendas dos brancos (que simplesmente sustentam sozinhos a economia do país), matar suas famílias e tomar suas terras. Não há "conflito" civil: há um grupo de assassinos e ladrões brigando contra fazendeiros honestos e decentes; há uma política estatal de violação dos direitos de propriedade.
Os fazendeiros nem mesmo reagiram com violência (o que teriam todo o direito de fazer), mas, mostrando suas intenções conciliadoras, tentam soluções políticas para a "crise" (inteiramente fabricada pelo governo, repito), negociando com o tirano. Eles ofereceram a doação de mais de um milhão de hectares para os "sem terra" de Mugabe, mais apoio e instrução para os cuidados da terra.
Mas o governo nada respondeu, até porque a distribuição de terras é um mero pretexto para uma política revanchista e racista de ataques aos fazendeiros brancos.
postado por Alvaro Velloso 4:06 PM
Emburrecimento católicoO e-mail abaixo é um dos mais interessantes que recebi nos últimos dias, pelas oportunas observações do leitor sobre a alienação dos católicos em relação a temas políticos e até religiosos, e por perceber que meus modestos e quase inúteis esforços se destinam a tentar diminuir essa alienação. Criou-se, nesses meios, uma cisão na alma daqueles que ganham honestamente seu dinheiro: eles se sentem culpados por isso e desejosos de um sistema social "mais justo" que os obrigue a repartir seu salário com burocratas e mendigos e a repartir suas terras com guerrilheiros; sem que percebam que eles têm, sim, o dever de repartir seus ganhos, mas que o Estado não tem o direito de obrigá-los a fazê-lo. O resultado é que os católicos, ignorando conceitos econômicos básicos e reféns de uma tosca "doutrina social", tornaram-se terreno fértil para a proliferação de doutrinas comunistas e socialistas, que usurpam para si o prestígio do cristianismo, com o aplauso de bispos e padres, de tal maneira que, enquanto em todos os lugares do mundo, o catolicismo foi uma importantíssima fonte de oposição ao comunismo e à tirania; aqui no Brasil, para nossa vergonha e tristeza, ele está sendo instrumental na sua implantação. Eis o e-mail do leitor:
"Prezado Alvaro Velloso de Carvalho:
"Permita-me enviar-lhe meu sincero agradecimento pelo trabalho feito no teu site e n'O Indíviduo.
"Com a leitura que venho fazendo de teus trabalhos, estou diminuindo um pouco o estado de alienação mental e entorpecimento de que padeço. Tenho que confessar que, após conhecer esses sites, comecei a perceber todo o obscurantismo que nós, católicos, estamos imersos, não só em matéria de política, mas, o que é pior, também de religião.
"Estamos nos transformando num rebanho ignorante que acredita em falsas ideologias e, como verdadeiros analfabetos, repetimos tudo o que a ideologia diabólica do 'politicamente correto' quer estabelecer.
"Eu me julgava esclarecido, ao menos um pouquinho (li muito durante anos); mas ... qual nada! A estabilização profissional e a constituição de uma família parece que haviam ajudado a solidificar um estado inercial, terreno fértil para se aderir, sem crítica e julgamento, à sanha pérfida do esquerdismo.
"A existência de pessoas que fazem um trabalho sério, como tu e Pedro Sette Câmara, por exemplo, ao lado de outros teus companheiros, tem retirado muitas pessoas das trevas.
"Meu singelo agradecimento a você, pelo teu trabalho, por disponibilizar informações as quais não se tem acesso. Infelizmente não temos pessoas com quem conversar a respeito de temas como política e religião, que pensem como nós, evidentemente. Se a conversa é sobre política, só há esquerdistas; se sobre religião, só críticas à Igreja."
postado por Alvaro Velloso 12:27 PM
Not Hate Crimes, Of CourseVale acrescentar aos meus comentários de ontem sobre Rolf Kuntz e o welfare state essas excelentes observações de Greg Jarvis, escritas no fim de um artigo sobre os crimes cometidos por negros com hispânicos em South Carolina:
"The largess of snared American taxpayers has enabled the government to create entitlement programs that have, in effect, made many wards of the state.
"But these social programs ignore a basic fact of human nature; if you continue to help someone, they will begin to behave in ways that require additional help. So help, if it is absolutely necessary, should be temporary, not permanent and certainly not cradle-to-grave and generation to generation. And it should be private.
"Government social programs prevent recipients from developing habits of self-reliance. When people don’t have to 'earn their keep' they do not develop a work ethic. They take from society but do not contribute. And, with the vocal support of do-gooders, they try to rationalize their behavior using the 'cruel society excuse.'
"But our society is not cruel. On the contrary it is permissive to a fault and it doesn’t pass judgment on behavior. So why are we surprised that some people have no qualms about stealing the earnings another person has worked so hard to obtain?"
postado por Alvaro Velloso 12:14 PM
Asia's next crisis: 'Made in China'Em suas viagens à China, espero que o Lula esteja aprendendo não com as leis de planejamento familiar e controle da imprensa, mas com a admirável legislação trabalhista do país - que consiste, simplesmente, em não ter legislação trabalhista:
"The Chinese production economy is about to explode with accelerating vitality, and the rest of the world is unprepared for it.
"I saw the implications of this recently on a visit to a 3-year-old manufacturing plant in the Pearl River Delta, one of the fastest-growing regions in China. This plant had 50,000 workers -- all young women, and none wearing eyeglasses.
"'Don't you have any employees with bad eyesight?' I asked the manager.
"He replied: 'We fire them when their eyes go bad. They can find another job -- that's not my problem. There are plenty of people who want to work for us.'
"From the perspective of industrialized nations, practices like this are brutally cruel and would not exist in any other nation of China's stature due to labor laws. But in Shengzhen, Shanghai, Suzhou, Dalian and many more Chinese cities, where hundreds of millions of people eagerly flock to urban jobs from the hinterlands, such practices are taken for granted."
postado por Alvaro Velloso 12:10 PM
Sweet November (2001)Sabe "Dharma e Greg", o sitcom da Fox que retrata o casamento de uma hippie com um yuppie? Em 1968, fizeram um filme com premissa semelhante, mas as personagens não se casavam. O flme tratava de uma menina hippie que "acolhia" um homem por mês para "curá-lo", para ensinar-lhe a viver a vida, e retratava o eleito de novembro - por quem, obviamente, a menina se apaixona. Por que diabos alguém resolveria refilmar uma bobagem dessas escapa completamente ao meu entendimento, mas, como disse o crítico James Bowman, em excelente resenha, se podem refilmar este filme, podem refilmar qualquer coisa.
Não vi e não pretendo ver o original, mas tive a infelicidade de ver a refilmagem. A bela mas chatinha Charlize Theron interpreta a menina hippie, que dá ao workaholic interpretado por Keanu Reeves lições de vida aparentemente tiradas de embalagens de chocolate ou de biscoitos da sorte chineses; se você acha que já viu uma coleção de lugares comuns apresentados como pensamentos profundos no cinema, ainda não viu nada: este filme é imbatível.
O interessante é que, logo no início, antes de sua "conversão", antes de tornar-se uma pessoa melhor, a personagem de Reeves pergunta à menina: mas o que torna o seu estilo de vida mais moral e mais respeitável do que o meu? Por que uma vida irresponsável e sem preocupações é superior a uma vida de trabalho e responsabilidade?
Todo o sucesso do filme dependeria de responder a essa pergunta, de nos convencer de que, realmente, a personagem precisava passar pela transformação por que passa. Mas o filme nem mesmo tenta responder; a superioridade da vida irresponsável e cheia de apologias sentimentalóides à "vida" (tomada abstratamente) é dada por pressuposto. O resultado é que não se estabelece nenhuma empatia entre personagens e público: aquelas pessoas simplesmente não nos interessam, porque não têm nenhuma dimensão moral além do vitalismo rasteiro e do sentimentalismo barato.
Voltando a Dharma e Greg (tinha de ter um motivo para a menção do sitcom, certo?): o seriado não é brilhante, mas, ao contrário do filme, funciona e desperta interesse, e isto não apenas porque Jenna Elfman é tão bonita quanto mas muito mais talentosa do que Charlize Theron e porque Thomas Gibson, ao contrário de Keanu Reeves, é capaz de dizer um diálogo e interpretar uma personagem, mas também porque foge da previsibilidade esquemática - não é apenas Greg que teve sua vida mudada por Dharma; há uma interação dinâmica entre os dois, uma troca de experiências, de qualidades e defeitos, que faz que cada um modifique um pouco o outro, que cada um aprenda um pouco com o outro, sem que um deles tenha de passar por uma metamorfose para tornar-se um ser humano respeitável. E com isso, sim, podemos nos identificar, porque sabemos que a receita para a vida ideal está em algum lugar no meio entre a obsessão com o trabalho e a irresponsabilidade total, e porque sabemos que essa receita não está pronta, que temos de tentar preencher as lacunas, com a ajuda de pessoas que nos amam e e de pessoas que nos odeiam.
"Sweet november", com sua contraposição entre um anjo hippie e um demônio yuppie, em que este nada tem a ensinar àquele, ignora essas complexidades que compõem a vida e os relacionamentos, e o resultado é que se torna quase impossível ficar acordado do início ao fim. Este deve ser um dos filmes mais chatos de todos os tempos, com apenas um detalhe a desculpar sua existência: a pequena e divertidíssima participação de Greg German, num papel quase igual ao que representa em "Ally McBeal".
postado por Alvaro Velloso 12:04 PM
Parâmetros de criticidade (!!!)Fiquei três dias sem checar os e-mails, em virtude de uma viagem para um lugar remoto em que não havia linha telefônica, e, dos vários que estavam me aguardando quando voltei, resolvi compartilhar com os leitores o meu preferido. Ei-lo, mantidos os erros ortográficos e a formatação:
"
A crítica , no que tange um processo
ideológico de reflexões paradoxais ,figura diversas vezes
como o metódo gerador de discussões intelectivas desti
nadas a arvorar por uma solução construtiva ou destrutiva
de opiniões,conceitos,modelos de conduta ,sistemas ,me
tologias ,entre outros vetores que nada mais, basilam por
um ideal comum,ou por uma multiplicidade destes fins.
" O que não se permite ,ou não se deve
sujeitar é a geração de críticas,seja a natureza que for, se
ja o âmbito discursivo que se apregoe defender ou repelir ,
caminhar pura e simplesmente para um objetivo oco de
pretensões ideológicas ,sem ao menos se preucupar em
desenvolver uma consciência política,uma mentalidade de
projeção social, ou ao menos traçar diretrizes educaciona
is para a coletividade desenvolver uma mentalidade socioló
gicamente construtivista .
" Ao meu ver , os senhor questiona, de
bate ,teoriza,fundamenta ,e outrossim crítica em demasia
sempre elevando vossa intelectividade ao limiar do que po
de absorver dos múltiplos doutrinadores e pensadores con
temporâneos ,que ,dessarte,construiram andarilhos da evo
luçao social e política ;e até condicionaram o surgimento
do atual modelo positivista estatal , não se esquivando de
comentar à protetividade normativa acolhida pela Carta Mag
na ,fruto de um direito positivista ,que prega pelo Estado De
mocrático de Direito.
" Nesse sentido , é mister salientar que
se existem antros de esquerdistas ou capitalistas em nos
sa pátria ,se autores de diversas formações mal conseguem
explanar suas concepções ,ou manifestações de pensamen
to , e se daí surgem contradições filosóficas ,deve-se culpar
o sistema ,como um todo uniforme , que coaduna pelo mode
lo infra-educacional de desenvovimento intelectual.
" No entanto ,criticar , sem promover o de
senvolvimento de soluções para que este gravame não se
perpetue à luz de um processo cíclico de desintelectualiza
ção das massas , não condiz , tampouco a vossa formação
intelectual.
" Assim vos pergunto : Seria capaz de de
senvolver métodos filosóficos passíveis de desenvolvimento
educacional de nossa sociedade ?"Não falo a língua do autor do e-mail (mantê-lo-ei no anonimato; ele assinou o e-mail e acrescentou que é "bacharel em direito" - porca miséria!), e portanto não faço a menor idéia do que ele pretendia dizer, além da bizarra observação de que o positivismo inspirou a Magna Carta (pelos métodos do Exterminador do Futuro, suponho), e da estranha sugestão de que eu, antes de criticar as concepções dominantes, deveria desenvolver "métodos filosóficos passíveis de densenvolvimento educacional de nossa sociedade", ao que respondo com uma pergunta que não quer calar: que p... são "métodos filosóficos passíveis de desenvolvimento educacional de nossa sociedade"?!
postado por Alvaro Velloso 12:40 PM
Do dever do Estado à caridadeA iniciativa do presidente americano de dar dinheiro público às organizações assistenciais religiosas é bem intencionada e equivocada, por razões que discuti aqui há algum tempo e que foram recentemente sintetizadas em excelentes artigos de Andrew Sandlin e do deputado republicano Ron Paul.
Mesmo assim, é incrível como podemos simpatizar com uma idéia equivocada ao ler críticas imbecis a ela, como a do jornalista Rolf Kuntz no JT de hoje. Kuntz discute o que nem mesmo os opositores esquerdistas da iniciativa discutem: o fato inegável de que a caridade privada é mais eficiente do que a estatal. Mas sempre foi assim, e sempre será assim: o welfare state é um fracasso retumbante que além de institucionalizar o roubo, incentiva a preguiça, o desemprego, a libertinagem e a dissolução de famílias.
Mas Kuntz vai além: para ele, o fato de o Estado abdicar da caridade significa uma "redução na cidadania". Isso apesar de a caridade ser uma tarefa que nunca foi do Estado antes do comunismo moderado inventar o welfare state, que o Estado nunca executou direito, e que o Estado só assume ao custo de roubar o dinheiro alheio e distribui-lo para outros - na atividade nada caridosa de atacar o setor produtivo para beneficiar o setor não-produtivo. Vale citar o parágrafo final de Kuntz, uma pérola de estatismo e socialismo à brasileira, uma das maiores apologias do Leviatã a aparecer na nossa imprensa este ano (e olhem que a competição é dura!):
"Diante do Estado, o indivíduo é portador de direitos. A entidade pública tem obrigações bem definidas diante da população - e, em certos casos, mesmo diante de estrangeiros não residentes. Não se pode negar proteção policial ou assistência médica de emergência a um turista, por exemplo. Diante de uma entidade assistencial privada, religiosa ou não, o indivíduo é apenas objeto de caridade. A ação caridosa é normalmente voluntária e não obrigatória em termos legais. São essas, enfim, as grandes conseqüências políticas do conservadorismo compassivo: ações desse tipo alteram direitos e obrigações e fazem diminuir o espaço da cidadania."
postado por Alvaro Velloso 12:29 PM
Estudo diz que fusões trouxeram ganhos para o PaísEsse estudo da USP (!) vem em boa hora, nestes tempos em que o intervencionismo está em alta e o respeito aos direitos de propriedade estão em baixa, e em que estão ressuscitando os argumentos keynesianos contra fusões e grandes empresas.
"Um estudo realizado pelo professor da Faculdade de Economia e Administração, da Universidade de São Paulo (USP), Alberto Borges Matias, e pelo analista Rodrigo Maimone Pasin, mostra que as fusões e aquisições trouxeram reduções médias de 22% nas despesas administrativas das empresas brasileiras além de um corte de 4% no custo dos produtos vendidos em relação às receitas líquidas e de 11% na rentabilidade. Isso, segundo os pesquisadores, comprova 'a existência de sinergias nos processos de fusões e aquisições'.
"O estudo levou em consideração os processos de fusões e aquisições de 25 empresas. Das companhias analisadas 66,7% apresentaram diminuições no custo de produtos vendidos em relação às receitas líquidas. Algumas reduções chegaram a 24% e a média foi de 4%. (...)
"Os números relativos aos processos de fusões e aquisições no País são crescentes e já apontam um volume de negócios com valor superior a R$ 15 milhões. Em 1994, foram 175 processos e, em 2000, esse número atingiu 353.
"O trabalho mostra que a Mahle (que adquiriu a empresa de autopeças Metal Leve) e a Celite (empresa de material de construção adquirida pela Incepa) apresentaram as melhores reduções nos custos de 24% e 21%, respectivamente. Segundo Matias, a diminuição desse índice pode ser decorrente dos seguintes fatores: queda dos custos dos produtos, aumento da quantidade vendida e elevação de preço dos produtos.
"Quanto à despesa administrativa sobre receita líquida, 72% das empresas apresentaram resultados positivos, ou seja, a reestruturação corporativa e os ganhos decorrentes de melhor gestão e maior eficiência reduziram as despesas administrativas. Algumas companhias apresentaram diminuição de até 65,5%. A média de redução foi de 22,4%."
postado por Alvaro Velloso 12:16 PM
Donos de prédios reagem no LeblonO Cinema Leblon é um cinema enorme, com duas salas de projeção, numa das principais ruas do bairro carioca. Seus donos pretendiam modernizá-lo e transformá-lo num cinema estilo multiplex, com seis salas. Mas não poderão fazê-lo, porque o prefeito César Maia acaba de decretar o tombamento de todos os prédios do Leblon construídos entre 1930 e 1950 - e isso incluí o prédio do cinema.
Vamos supor, por um instante, que as leis de tombamento são legítimas e que o Estado tem algum direito de interferir na propriedade alheia para fins "urbanísticos". É claro que não concordo com essa suposição, mas vou fingir que concordo. Quais são os fins urbanísticos de preservar um cinema antiquado?! Ainda que se admita que o Estado possa invadir a propriedade alheia para atender a caprichos de organizações de moradores, que benefícios traz a preservação de prédios sem nenhum valor arquitetônico e sem nenhum valor histórico, que têm como única característica marcante o fato de terem sido criados há mais de 50 anos?!
Claro que a medida conta com imenso apoio popular e com o repúdio dos moradores dos próprios prédios. Qualquer interferência na propriedade alheia é sempre um deleite para os invejosos de plantão, ainda mais quando vem embalada no ridículo sentimentalismo nostálgico que pretende "preservar a imagem do bairro" - ao custo de empobrecer famílias que são as donas legítimas dos apartamentos, ao desvalorizar os imóveis, e de impedir o natural desenvolvimento das moradias no bairro (vários desses prédios não têm garagem nem elevador, e nunca poderão ter!).
Não reclamo de que a medida do prefeito - sob os auspícios de seus secretário de urbanismo, o comuna ecológico Sirkis - revele a megalomania intervencionista típica de seu temperamento autoritário, porque era isso que já se esperava quando ele foi eleito (com o apoio, não custa lembrar, de PT e PDT), e porque ele não se chama César à toa. O problema é que nesse caso ao seu usual autoritarismo se adiciona um elemento de irracionalidade e estupidez de que ele não parecia capaz.
Mais uma prova de que de políticos devemos sempre esperar o pior.
postado por Alvaro Velloso 12:09 PM
Anti-People Group Pushes for Man's ExtinctionEles são os neocátaros: ambientalistas radicais que acham que a única solução para os problemas ambientais é a extinção da humanidade. Mas, ao contrário de seus colegas defensores dos direitos dos animais, não pregam a violência, mas a abstinência total, que levará ao desaparecimento gradual da abominável espécie humana.
"'May We Live Long and Die Out!' is the motto of the Voluntary Human Extinction Movement, or VHEMT. The group opposes violence, arguing instead for a gradual fading away of mankind.
"'As long as there's one breeding pair of homo sapiens on the planet, there's too great a threat to the biosphere,' says 'Les U. Knight,' a Portland, Ore., substitute teacher and creator of www.vhemt.org, the Web site that serves some 230 subscribing VHEMT members around the globe.
"Knight argues, as do most other environmentalists, that man has done more harm to nature than good. But VHEMT takes environmentalism to one of its farther limits by saying man's primary concern shouldn't be its own survival."
Não custa lembrar que, no fim das contas, é esse tipo de demência que decorre das preocupações ambientais de grupos defensores dos direitos das plantas e dos animais e opositores do "especieismo" (aquela terrível idéia de que uma espécie é superior à outra...).
postado por Alvaro Velloso 11:50 AM
