
NOTÍCIAS
O
Indivíduo
Acton Institute
AntiWar
Arts & Letters Daily
The Atlantic
BBC News
Chronicles
Drudge Report
Época
Free Republic
Front
Page Mag
Independent
International Herald Tribune
Jornal da Tarde
Jornal do Brasil
LewRockwell.com
Mises Institute
Nanny Culture
Net2One
- France
New York
Press
Slate
Spectator
Sunday Times
Electronic
Telegraph
Daily
Telegraph
Town Hall
UOL - ?timas not?as
Weekly
Standard
WorldNetDaily
Yahoo! News
COLUNISTAS
William Anderson
Walter Block
Alan
Bock
James
Bovard
Christopher
Caldwell
Gene
Callahan
Olavo de Carvalho
Godfrey Cheshire
Alexander Cockburn
Thomas Fleming
Philip Hensher
Hans-Herman Hoppe
David Horowitz
Michelle
Malkin
Wendy McElroy
Ilana Mercer
Gary
North
Robert
Novak
William Pfaff
Justin Raimondo
Fred Reed
Charley
Reese
Paul
Craig Roberts
Lew
Rockwell
Phyllis
Schlafly
Frank Shostak
Joseph
Sobran
Thomas
Sowell
Bill
Steigerwald
Mark Steyn
Joseph
Stromberg
Jacob
Sullum
Taki
Jude
Wanniski
Walter
Williams
E-mail:
alvaro@avelloso.com
Este site s?de ser visto adequadamente com o Internet Explorer 4.0+
'The Greens are hurting the poor in Third World'Excelente entrevista com o Dr. Bjørn Lomborg, ex-ativista do Greenpeace que, lendo declarações do economista americano Julian Simon de que a maioria das previsões apocalípticas do movimento verde eram falsas, resolvou investigar o assunto por conta própria.
"But his follow-up investigation provided support for Simon's scepticism over 'the Litany' preached by organisations such as Greenpeace and the World Wide Fund for Nature: the environment is in poor shape; resources are running out; we kill off more than 40,000 species every year.
"'We know the Litany and have heard it so often that yet another repetition is, well, almost reassuring,' said Dr Lomborg. 'There is just one problem: it does not seem to be backed up by the available evidence.'"
Algumas das questões específicas discutidas por ele no livro que resultou das pesquisas, "The Skeptical Environmentalist":
"Well meaning and compassionate environmentalists are convinced that pesticides cause cancer. Yet the link is tenuous and these chemicals may well have decreased the incidence of cancer by boosting production of fruit and vegetables, the consumption of which cut cancer risk.
"Rather than lose between a quarter and a half of all species in our lifetime, the real figure is closer to one per cent, Dr Lomborg calculates; acid rain has not destroyed our forests, as was often predicted two decades ago; poverty has declined more in the last 50 years than in the preceding 500; 35 per cent of people in developing countries were starving in 1970 and that percentage fell by half by 1996; in 1900 we lived for an average of 30 years and today we live for 67; and 'infants no longer die like flies'."
Mas as declarações de Lomborg sobre o terceiro mundo não são tão boas quanto poderiam ser. Ele está preocupado porque os países ricos estão gastando mais dinheiro protegendo besouros em extinção do que ajudando os países pobres, e diz que o dinheiro que seria gasto na implementação do inútil protocolo de Kioto seria mais bem empregado como doação para o Terceiro Mundo. Mas um estudo dos prejuízos causados ao Terceiro Mundo pelo ambientalismo teria de sair desse lugar-comum marxista de que os países ricos são ricos porque exploram os pobres e que, portanto, têm o dever moral de ajudá-los; seria necessário estudar de que maneira a importação de legislações ambientalistas pelos países pobres os impede de crescer e desenvolver-se e prejudica a economia local. Seria um belo estudo para quem disponha dos recursos de fazê-lo: o impacto do ambientalismo na economia do terceiro mundo.
Afinal, os países ricos têm dinheiro para brincar de proteger a natureza, mas para os países pobres essas leis têm efeitos devastadores. É evidente, por exemplo, a influência da regulamentação ambiental na crise energética brasileira; outro exemplo seria a destruição da pesca local em várias cidades brasileiras por causa de restrições do Ibama; ou a substituição de pequenas unidades agrícolas por grandes empresas agrícolas, por incapacidade daquelas de atender às exigências ambientais. Exatamente como muitas pequenas empresas fecharam as portas por não agüentarem as leis trabalhistas, muitas outras o fizeram por não agüentarem as leis ambientais.
Outro aspecto do problema é o gasto de dinheiro estatal em projetos de preservação e proteção do ambiente e de animais em extinção; esses são projetos caros que pesam sobre a receita e levam a pressões por um aumento da carga tributária - prejudicando ainda mais a economia.
postado por Alvaro Velloso 11:49 AM
Cuban's Arrest Angers JournalistsLembra que eu falei do CubaFreePress.org, site dirigido por dissidentes cubanos em Miami, que publicava contribuições de jornalistas cubanos contando a dura verdade sobre o paraíso de Fidel?
José Orlando González Bridon, o principal desses jornalistas, foi para cana, com sentença de dois anos por "espalhar mentiras sobre o Estado cubano" - apesar de ninguém em Cuba ter acesso ao site.
"'The Cuban authorities are no longer content with controlling the Web on their island, they also repress the publication of information on sites which the Cuban people cannot in any case see,' RSF [Repórteres sem fronteiras, a ONG francesa dedicada à liberdade de imprensa] said in a statement.
"The group added that it had written to the Cuban justice minister demanding the release of Bridon, who is the head of a small opposition group, the Confederation of Cuban Democratic Workers."
Ah, as maravilhas do regime cubano...
postado por Alvaro Velloso 11:27 AM
Receita Federal quer CPMF até 2003"O secretário da Receita Federal, Everardo Maciel, considera indispensável que a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) seja prorrogada até o final de 2002. E vai mais além: o secretário disse que, se dependesse dele, o imposto iria até 2003. A CPMF tem vigor previsto até junho do ano que vem. Sua arrecadação anual gira em torno de R$ 18 bilhões. Com o fim da contribuição, em meados de 2002, as contas públicas teriam uma queda de receita de R$ 9 bilhões no próximo ano [duh! será que o repórter da Época precisou de calculadora para fazer essa conta?]."
E se você acredita que o imposto não será prorrogado até onde deseja o sr. Everardo Maciel - o maior batedor de carteira do país, sempre disposto a inventar desculpas para tomar o dinheiro alheio - então eu tenho alguns hectares na lua para te vender...
postado por Alvaro Velloso 11:21 AM
Nazismo: sobreviventes movem ação contra ferrovia"Sobreviventes do Holocausto entraram com uma ação contra o serviço ferroviário nacional francês por transportar dezenas de milhares de pessoas, na maioria judeus, a campos de concentração da Alemanha nazista e a campos de trabalho escravo durante a Segunda Guerra.
"A ação coletiva acusa a Societé Nationale des Chemins de Fer (SNCF), o alvo mais recente das vítimas do nazismo que buscam indenizações, de não fazer nenhum esforço para compensá-los na época e depois do fim da guerra e até mesmo de enviar a conta e receber pagamento do governo francês pelo uso dos trens nas deportações."
A comunidade judaica tem toda a minha simpatia, e sou um sincero admirador de seus esforços para lembrar-nos do holocausto e dos horrores do nazismo, porque é graças a esses esforços que nos vemos livres de vários aspectos do nazismo (embora não de todos, como o controle de armas e a obsessão sanitária - v. notas sobre AIDS e sobre o cigarro abaixo). Mas processar a companhia de trens não é levar a busca por reparações um pouco longe demais?
Exigir indenizações do governo alemão - que exterminou seus antepassados, confiscou suas riquezas e roubou suas propriedades - é justo e meritório; mas não vejo o mesmo mérito em culpar hoje uma empresa ferroviária, que nem tem mais os mesmos diretores e que não foi parte ativa nos crimes nazistas.
postado por Alvaro Velloso 11:16 AM
AIDS Funding Investigation Is Long OverduePara onde tem ido o dinheiro das pesquisas de uma vacina para a AIDS (pesquisas, aliás, duvidosas, porque centradas numa hipótese duvidosa)?
Não para onde deveriam, segundo o relatório de uma organização protestante americana (Traditional Values Coalition):
"The report, Federal AIDS Dollars Fund Homosexual Proms and Fisting Seminars, details how millions of dollars have been misused by homosexual activists in San Francisco and elsewhere. The report also points out how embezzlers have siphoned off millions of AIDS dollars--without any effective federal oversight.
"'The situation in San Francisco is shocking,' said [Rev. Louis] Sheldon. 'We found that homosexual activists are sponsoring proms for HIV-infected men, holding seminars to teach homosexuals how to fist their sexual partners, and sending transsexuals to tropical islands for retreats. These activities do nothing to treat AIDS victims or stop the spread of the AIDS epidemic.'"
É lógico que, havendo indícios de que as verbas estatais usadas para esse tipo de coisa, os apelos do grupo protestante para que se investigue a destinação dessas verbas são mais do que justos. Mas que ninguém pense que, ao linkar para essa matéria, estou endossando a proposta do grupo protestante para que o sexo homossexual seja estigmatizado em campanhas estatais porque "we do not have national ad campaigns promoting 'safe smoking;' we encourage people to stop smoking because we know nicotine leads to lung cancer." Exatamente como sou contra a campanha "educacional" estatal sobre o cigarro e o câncer, seria contra campanhas semelhantes sobre sexo e AIDS; exatamente como acho que o Estado não tem o direito de se meter no que tragamos ou deixamos de tragar, acho que ele não tem o direito de se meter no que adultos fazem dentro dos próprios quartos. Ademais, não basta verificar a destinação das verbas de pesquisa: o Estado deveria deixar de financiar essas pesquisas; primeiro porque o Estado nunca faz nada que preste e não vai ser agora que vai começar a fazer; segundo porque estão sendo usados bilhões de dólares tomados dos cidadãos para atender às pressões do poderoso lobby gay - que poderia muito bem financiar as próprias pesquisas.
Apesar disso, o grupo protestante tem razão num ponto: se é para fazer campanhas estatais contra a AIDS, faz muito mais sentido fazer campanhas contra a sodomia do que contra o sexo seguro. O Paulo Francis costumava dizer que (e que os mais sensíveis não leiam a partir daqui!) a única campanha contra AIDS que daria algum resultado seria uma que dissesse "não dê o rabo". Mas, para o sanitarismo estatal moderno, fumar um cigarro é menos higiênico e saudável do que dar o rabo.
postado por Alvaro Velloso 11:06 AM
Rattle may turn down Berlin PhilharmonicAchei injusta a nomeação de Sir Simon Rattle para a Filarmônica de Berlim, no mínimo porque Barenboim (seu concorrente), tinha muito mais afinidade com a orquestra e porque a disputa entre os dois teve tristes semelhanças com a disputa entre Celibidache e Karajan, que este ganhou prometendo mais concertos, mais gravações (i.e.,mais grana) e menos ensaios (i.e., menos esforço). Apesar disso, tenho grande admiração por Sir Simon e seus esforços de divulgação da música contemporânea - mas suas reclamações para o governo alemão são o cúmulo da cara-de-pau:
"SIR Simon Rattle, the British conductor, has told the Berlin Philharmonic that he will refuse to take up a post as its artistic director unless the city's authorities grant him freedom from political control and more money to pay his musicians. (...)
"A statement issued by the orchestra on Thursday said [Rattle's] appointment had been 'endangered in a barely excusable way'. At the heart of the problem is a demand by Sir Simon that the orchestra should be finally freed from the control of politicians and turned into a foundation with true artistic freedom. He is also asking for an increase in funding of well over 10 per cent, partly to pay for wage increases for the orchestra who are poorly paid compared with other top orchestras. The changes require legislation in the Berlin state parliament."
Resumindo: ele não quer que os políticos interfiram na orquestra, mas, ao mesmo tempo, quer que eles lhe dêem mais dinheiro! Ou, em outras palavras: soltem a grana e calem a boca!
Ora, o bom senso diz que, no mínimo, se uma orquestra é financiada pelo Estado, este poderá interferir nela, e certamente exercerá esse poder. Justamente por isso, liberdade artística e financiamento estatal são pouco compatíveis, e querer os dois ao mesmo tempo é querer comer o bolo e guardá-lo.
Ademais, dadas as finanças de Berlim, é pouco provável que o pedido de Rattle seja aceito:
"So serious have the city's political and financial problems become in recent weeks - it is £24 billion in debt - that many fear that its squabbling leaders may refuse the terms Sir Simon is demanding. (...)
"Whereas a deal had looked likely earlier this year, the collapse 10 days ago of the ruling coalition of Social and Christian Democrats under its huge debt seems to have changed everything."
postado por Alvaro Velloso 10:52 AM
No smoking out here. This is a park.Um dos aspectos da fanática campanha antitabagista que mais tem crescido nos EUA é a proibição de que se fume em lugares abertos:
"As smokers are now finding out, even the great outdoors is fair game for smoking restrictions. According to the American Nonsmokers' Rights Foundation, 93 communities now have ordinances covering smoking outside. While most of the new laws concern sports facilities or the entrances to buildings, almost half of them also restrict smoking in parks, plazas, or even beaches.
"'More communities are looking at regulating smoking where people congregate, because nonsmokers find the exposure troubling,' says Tim Filler, associate director for the foundation, which is based in Berkeley, Calif.
"But the new regulations are about more than secondhand smoke. Today, communities are also trying to cut down on litter and prevent children from adopting what officials see as bad role models."
Minha recomendação aos fumantes é que fumem enquanto podem, porque tudo indica que a proibição total está próxima. Agora não se pode fumar em público porque é um "mau exemplo para as crianças" e por causa de estatísticas inteiramente fraudulentas de "fumo passivo" (reforçadas por poderosos argumentos publicitários, como a ridícula campanha do Ministério da Saúde com a turma da Mônica); em breve, pais estarão perdendo a custódia dos filhos porque fumam em casa, o cônjuge fumar será causa legítima de divórcio, e assim por diante, até que se chegue à proibição total. Só para, exatamente como aconteceu com o álcool e está hoje acontecendo com as drogas ditas ilícitas (lembro que quem define o que é "droga ilícita" é o Estado, que proíbe hoje o que permitia trinta anos atrás), daqui a vinte anos todos perceberem que a proibição criou um submundo do cigarro, com máfias organizadas e violentas, e que a proibição não evita que as pessoas fumem, mas aumenta os preços e aumenta os riscos de saúde causados pelo consumo (porque incentiva o consumo das drogas mais pesadas e evita que as pessoas sejam tratadas adequadamente). E, exatamente como acontece hoje com um alguém que chegue a um hospital com problemas causados por cocaína, o sujeito que chegar com enfisema pulmonar não será tratado pelo médico, mas será levado pela polícia...
Essa é uma das características mais deprimentes da humanidade: ela nunca aprende com os próprios erros. Todas as tentativas de criar uma sociedade inteiramente saudável, esterilizada e sem riscos deram errado - quando não provocaram monstruosidades como o nazismo - mas nós insistimos na tentativa, agora em escala planetária, sob as bênçãos de ONGs moralistas e da Organização Mundial de Saúde.
postado por Alvaro Velloso 10:41 AM
Corpus ChristiLamentavelmente, a festa que se comemora hoje é uma das mais esvaziadas na vida católica contemporânea, porque a eucaristia e a fé na presença real foram dois dos pontos mais dilapidados pelas "reformas" e pela "modernização" da Igreja.
Não existe mais sacralidade nas missas, não existe mais respeito e reverência à hóstia, e a maioria dos católicos não tem mais a menor idéia de por que se dedica uma festa ao Corpo do Cristo.
O ofício e a missa de Corpus Christi foram, a pedido do papa Urbano IV, compostos por Santo Tomás de Aquino. Ciente da dificuldade em encontrar, na Igreja moderna, o texto original, transcrevo abaixo a "seqüência" da missa, o hino à eucaristia composto por Santo Tomás:
1. Louva, Sião, o Salvador,
o teu pastor e o teu guia,
com hinos e cantares.2. Louva-O o mais que puderes;
supera todo o louvor,
nem bastante O louvarás!3. Não há mais sublime assunto
que nos possa ser proposto:
o pão vivo que dá a vida!4. O mesmo que já foi dado
ao grupo dos doze Apóstolos,
quando da última Ceia!5. Seja perfeito e sonoro
este louvor e alegria
que brota das nossas almas:6. Porque é solene este dia
que nos lembra a instituição
deste banquete divino!7. Nesta mesa de um Rei novo,
a Páscoa da Nova Lei
fez findar a Páscoa antiga,8. Suplantando os velhos ritos:
Dissipa a verdade as sombras
como a luz dissipa a noite!9. O que Cristo fez na Ceia,
ordenou que se fizesse
em memória de Si mesmo:10. Com tão divinas lições,
realiza-se o sacrifício,
consagrando o pão e o vinho.11. É um dogma para os cristãos:
Converte-se o pão em Carne,
e o vinho passa a ser Sangue!12. Não se vê nem compreende;
mas a fé viva garante-o
para além das leis naturais!13. Sob aparências diversas,
simples sinais e não coisas,
grandes mistérios se ocultam!14. Carne é o pão e vinho é o Sangue;
mas sob as duas espécies
palpita Jesus inteiro!15. Não se parte nem divide
por aqueles que O recebem:
É tomado tal qual é!16. Quer sejam mil, quer seja um só,
todos recebem o mesmo,
sem por isso O consumir!17. Recebem-No os bons e os maus,
mas com efeitos diversos:
para a vida ou para a morte!18. Morte aos maus e vida aos bons:
Quão diversos os efeitos
do mesmíssimo alimento.19. Quando a hóstia é dividida,
não vacile a tua fé,
pois sob cada fragmento
está tanto como o todo!20. Não se corta a coisa em si,
mas a aparência do pão,
sem que em nada se lhe altere
ou o estado, ou a estatura!21.Eis aqui o pão dos anjos,
dado em viático aos homens;
verdadeiro pão dos filhos,
nunca jamais para os cães!22. Foi já predito em figuras:
Na imolação de Isaac,
e do Cordeiro pascal;
e no maná do deserto...23. Ó bom Pastor, pão autêntico!
Ó Jesus, que olhais por nós!
Alimentai-nos! Valei-nos!
Dai-nos por ver o bem supremo
na Terra dos que já vivem!24. Tudo sabeis e podeis,
Vós que nos alimentais:
Fazei-nos vossos convivas,
herdeiros e companheiros,
na pátria dos vossos santos!
Ámen. Alelula.
postado por Alvaro Velloso 12:40 PM
Roubando os ladrões"The average man, whatever his errors otherwise, at least sees clearly that government is something lying outside him and outside the generality of his fellow men - that it is a separate, independent, and hostile power, only partly under his control, and capable of doing him great harm. Is it a fact of no significance that robbing the government is everywhere regarded as a crime of less magnitude than robbing an individual, or even a corporation? (...) What lies behind all this, I believe, is a deep sense of the fundamental antagonism between the government and the people it governs. It is apprehended, not as a committee of citizens chosen to carry on the communal business of the whole population, but as a separate and autonomous corporation, mainly devoted to exploiting the population for the benefit of its own members. (...) When a private citizen is robbed, a worthy man is deprived of the fruits of his industry and thrift; when the government is robbed, the worst that happens is that certain rogues and loafers have less money to play with than they had before. The notion that they have earned that money is never entertained; to most sensible men it would seem ludicrous."
(H. L. Mencken)Minha impressão, no entanto, é que a "campanha de ética" conseguiu abolir na opinião pública brasileira até mesmo essa percepção elementar da oposição fundamental entre o Estado e a sociedade...
postado por Alvaro Velloso 11:48 AM
Fim da privacidadeUm amigo manda um e-mail contando que viu um cartaz sobre a nova pesquisa do IBGE: "como você administra seu tempo?"
Ele não pretende responder, e acho que ninguém deveria. Por que diabos o IBGE está interessado nisso? Quem disse que isso é da conta deles?
Mas do jeito que nos acostumamos docilmente aos abusos do Estado brasileiro, acho que ninguém vai protestar; todos acharão a pesquisa perfeitamente normal.
postado por Alvaro Velloso 11:40 AM
McVeigh case illustrates our heads out of placeUma leitora hoje na seção de cartas do Globo, protestando contra a execução de Timothy McVeigh:
"Enquanto perdurarem as desigualdades sociais, a injustiça, o egoísmo, a falta de amor ao próximo, muitos outros McVeighs estarão sendo formados."
Porca miséria, como é que alguém pode estar tão habituado a pensar por chavões, lugares-comuns e conceitos vazios a ponto de atribuir a causa do ato terrorista de McVeigh às "injustiças sociais"?! É preciso muita preguiça intelectual - para não dizer burrice mesmo - para fazer uma associação tão maluca.
Quanto aos demais fatores apontados pela leitora, injustiça, egoísmo e falta de amor ao próximo sempre existiram e sempre existirão, mas atos terroristas que matam, de uma só vez, 160 pessoas, são uma novidade recente. Existe uma associação distante entre o ato e os fatores apontados - mas é apenas isso: uma associação distante.
Muito melhores são as observações de Charley Reese no seu artigo de ontem:
"Some people sure have a hard time deciding what is right and what, if anything, is wrong these days. I’m glad to be out of step with my times. I like the old verities and the old virtues. I’ll leave relativity for discussing the size of fish.
"There will be more McVeighs, I think. We may be mass producing them, too -- people who can separate their humanity from their ideology. We are too much into the business of collateral damage and 'the price that has to be paid.' Most people who say the latter are talking about somebody else paying the price.
"Our militarized society turns out thousands of young men each year who are familiar and capable with explosives and improvised munitions. Nearly all the Army training manuals are available for sale. It’s just not a good idea to kill the conscience and at the same time train a man in the high art of killing. But, as I said, we haven’t had our heads on straight for quite some time."
postado por Alvaro Velloso 11:35 AM
Melhores filmesChame um monte de críticos, atores e "diretores" de cinema brasileiros (agora de volta à mamata estatal, depois das vacas magras do governo Collor) e lhes peça que escolham os melhores filmes de todos os tempos, e os resultados não serão muito animadores.
A lista da Época nem é tão ruim quanto poderia ser, mas ela contém vários absurdos. Antes de discuti-los, há uma questão preliminar de que a matéria não trata: a revista promete a lista dos filmes "mais importantes para a história do cinema". Ora, esse é um critério de influência histórica, não de qualidade: por exemplo, as obras de Marx são certamente inferiores às obras de von Mises, mas Marx teve muito maior "importância histórica". Se fôssemos listar os filmes mais importantes, obras desprezíveis como "Star Wars" e "ET" teriam de estar na lista junto com os filmes de Welles, Griffith etc.
Mas deixarei essa questão de lado, e tratarei a lista apenas como sendo a dos melhores filmes. E aí, porca miséria, lá estão entre os quinze melhores não um, mas DOIS filmes de Glauber Rocha, junto com a besteira estilo comunismo realista "Vidas secas" (essa crítica não se estende ao romance, que é muito bom; mas o filme é inassistível). Podemos discutir alguns dos outros (para mim, dentre os escolhidos, só há lugar entre os quinze melhores para "Cidadão Kane" e "Aurora"; talvez para "Crepúsculo dos deuses" e "Amarcord"), mas esses três são absolutamente inaceitáveis, prova de que um ufanismo idiota sempre pesa no juízo que críticos e cineastas brasileiros fazem do cinema nacional.
E, entre os outros trinta primeiros, há o bisonho "Cabra marcado para morrer", de Eduardo Coutinho, e o apenas bonzinho "Central do Brasil" (que é um bom filme, mas não está nem entre os mil melhores já feitos). Mas pelo menos entre esses outros trinta há aqueles que deveriam ter figurado entre os primeiros: "Rastros de ódio", de John Ford; "Os sete samurais", de Kurosawa; "A marca da maldade", de Welles; "Apocalypse now", de Coppola (talvez o melhor filme antibélico já feito); "Andrei Rublev", de Tarkovski (cujo "Solaris" faz "2001" parecer um filmeco de estudante de primeiro ano do curso de publicidade; ainda assim, meu Tarkovski preferido - uma escolha meio inusitada, admito - é o soberbo "O Espelho"); "Contos da lua vaga", de Mizoguchi; "M - o vampiro de Dusseldorf", de Fritz Lang; "O Martírio de Joana D'Arc", de Dreyer (que seria o primeiro na minha lista; para mim o cinema nunca superou o impacto e a beleza deste filme); "O Poderoso Chefão I", de Coppola (e o "II" talvez seja ainda melhor); "Doutor Fantástico", de Kubrick.
É escandaloso que esses filmes tenham ficado atrás dos ridículos filmes brasileiros mencionados e de bobagens de alto nível como "Tempos modernos" e "Cantando na chuva". Era esperado - mas não se torna por isso louvável - que a lista estivesse cheia de neorealismo italiano e de Nouvelle Vague, as duas principais influências do cinema nacional - embora no neorealismo haja obras magistrais (especialmente de Luchino Visconti), essa ênfase nesses dois movimentos é excessiva. Os dois principais filmes de Jean Renoir ("As regras do jogo" e "A grande ilusão") também entraram na lista, como entram em qualquer lista, mas nunca vi nada de mais em nenhum dos dois; "As regras do jogo" é um bom filme, mas esse tipo de crítica à burguesia foi depois feita com mais competência pelo anarco-comunista Buñuel (outro superestimado), e "A grande ilusão" é uma chatice só. Mas reconheço que há opiniões respeitáveis em contrário.
Mas peguemos esses dez filmes listados aí, os outros dois ("Aurora" e "Cidadão Kane") citados acima, supramos algumas ausências inaceitáveis (como Bergman - como é que se faz uma lista de melhores filmes sem nenhum Bergman?! - Bresson, Wajda, Kiarostami, o Hitchcock de "I Confess" e "Rear Window", o Clint Eastwood de "Unforgiven"), e estaremos bem mais próximos de uma lista dos melhores filmes de todos os tempos.
postado por Alvaro Velloso 5:17 PM
"Serviços" públicosDe Christopher Fildes, explicando por que o simples aumento dos investimentos estatais em setores como a saúde e a educação - como propõe o novo governo Blair e como propõem todos os governos em todos os lugares - normalmente é contraproducente:
"What we can now expect to see tested is the notion, implicit in so much electoral rhetoric, that the quality of our public services will improve in direct proportion to the money spent on them. This must be false. As spending speeds up, money is used less selectively and less carefully, and suitably expensive projects work their way up the wish list."
postado por Alvaro Velloso 4:50 PM
Why can't Brussels grasp the word 'No'?Uma das coisas que têm caracterizado o processo de integração européia é a total convicção dos promotores da centralização de que eles são a própria encarnação do processo histórico. Eles parecem inteiramente convencidos da justiça absoluta da própria causa, e qualquer mínimo desvio no caminho dela - mesmo por um negócio que eles dizem respeitar chamado "voto popular" - é considerado um obstáculo a ser imediatamente suprimido.
Esse fanatismo progressista já começa a se manifestar no caso da Irlanda, em que um plebiscito decidiu contra a ratificação do Tratado de Nice, num processo assim descrito por Daniel Hannan:
"Despite a well-funded campaign by trade unions, employers' groups and the mainstream parties, there were "no" majorities in every part of Ireland except South Dublin and Dun Laoghaire. (...) The fact is that in five referendums on European integration over 30 years, the "no" vote has grown each time.
"Some aspects of the debate were peculiarly Irish. A number of 'no' voters were worried by the proposed militarisation of the EU, seeing it as a threat to Irish neutrality. Others, despite the formal endorsement of Nice by the Catholic hierarchy, disliked the anti-family aspects of the Charter of Fundamental Rights. Others, led by Sinn Fein, saw Nice as incompatible with the old republican ideal of a self-sufficient Ireland. This time, however, the traditional elements of the 'no' coalition were joined by the Euro-sceptics.
"A seminal moment in Ireland's relationship with the EU came in February when Charlie McCreevy, the finance minister, was ordered by his European counterparts to raise tax. Mr McCreevy, who ran a successful economy, was understandably cross. Many Irish commentators suspected that the ticking off was motivated not by concern for euro-zone stability but by resentment of Ireland's competitiveness. For the first time Brussels was seen as an enemy not a guarantor of Ireland's independence."
Mas essa oposição irlandesa não intimidou os euroburocratas:
"In practice, EU leaders have rarely allowed the letter of the law to stand in the way of deeper integration. After Denmark's 'no' to Maastricht in June 1992, the Danes were told to think again. A second referendum was held in which they were told that they had been given concessions although these were described in the rest of the EU as 'explanations' of the previous text.
"Something similar is being planned for the Irish. 'We trust that the Irish government will make every effort to secure ratification of the Treaty of Nice within the agreed timetable,' said Romano Prodi yesterday. It is this disregard for the democratic process that has made EU leaders so unpopular in the first place. What part of 'no' don't they understand?"
postado por Alvaro Velloso 4:42 PM
Johnny Appleseed Is DeadÓtimo artigo de Brad Edmonds sobre os prejuízos causados pelo intervencionismo estatal na indústria de maçãs americana - especialmente em função de pressões ambientalistas e do movimento de comida "orgânica". A ação estatal descrita por Edmonds é, infelizmente, típica destes tempos de intervencionismo "ecológico" (e, claro, em nome da "saúde do cidadão"):
"The government assumes apple growers are morons. The chemicals sprayed on the apples are so thoroughly tested and so safe, my apple grower’s adult son will pull an apple off a tree and eat it a few days after spraying, depending on what the chemicals’ labels say. And yet the government mandates that nobody can even enter the orchard for several days after spraying with certain chemicals (um…my farmer’s house is in the orchard. Should he go to a hotel?). Knowing the apple growers are morons, the government decides what chemicals they can use. Maybe the government doesn’t know that on their own, for the last 20 years, the growers have been hiring consultants to keep 'good' and 'bad' bugs in balance; the bugs take care of each other. Fewer pesticides that way.
"There are stupid apple growers, by the way – hippies who grow organically. Some of the real farmers are doing the organic thing, and they’re having to apply 'natural' pesticides and fertilizers constantly to chase the productivity of 'inorganic' (?) farms. Some of the hippies are using cow manure. They pick the apples off the ground. Thus, only 'organic' apple juice has ever been contaminated with e coli bacteria. The other apples, being sprayed by chemicals known to be safe for wildlife and people, and costing up to $700 per gallon, have never poisoned any customers. But they’re the ones the greens want to ban in favor of organic apples with cow poop that can kill children."
postado por Alvaro Velloso 4:35 PM
Telecine inicia maratona Woody Allen"Woody Allen ganha uma retrospectiva de sua obra, a partir de hoje, sempre às 21h45, no Telecine Happy (Net/Sky). O filme que abre a maratona é Bananas, terceiro longa dirigido por Allen."
Bananas é um típico filme do Allen do início: uma piada atrás da outra (algumas delas memoráveis), sem dar nenhum tempo para o espectador respirar, e muito pouco cerebralismo.
Infelizmente, o filme que representa o outro extremo de "Bananas", "Interiores", não será apresentado na restrospectiva. Em "Interiores" Allen consegue um filme bergmaniano sem parecer meramente um imitador de segunda categoria. É um filme sério e profundo, bem melhor do que "Memórias", o único de sua fase mais dramática escalado para a retrospectiva.
Também ausente da mostra do Telecine está o que para muitos é a grande obra-prima de Allen, o filme em que ele equilibrou os lados dramático e cômico com perfeição: "Crimes e pecados". Esse filme é Machado de Assis puro: um retrato de personagens sem nenhuma consciência moral, que falsificam as próprias as próprias vidas, num mundo decadente em que a hipocrisia reina e o mal sempre triunfa.
Outra ausência lamentável é "Husbands and wives", uma visão cínica e mordaz dos relacionamentos amorosos contemporâneos (tá, eu sei que essa descrição pode servir para todos os filmes de Allen, mas nenhum se encaixa nela com tanta perfeição quanto esse), filmado com estilo "cinéma vérité".
De qualquer maneira, estão presentes na mostra aqueles que, para mim, são os três melhores filmes de Woody Allen - "Annie Hall" (dia 15), "Manhattan" (dia 16) e "Zelig" (dia 19) - bem como duas de suas pérolas menos conhecidas, ambas altamente recomendáveis - "A última noite de Boris Gruschenko" (dia 14) e "Broadway Danny Rose" (dia 20). "A Rosa Púrpura do Cairo" (dia 21) e "Hannah e suas irmãs" (dia 22) são mais batidos e conhecidos, mas nunca é demais revê-los.
postado por Alvaro Velloso 12:06 PM
O retorno do "Pasquim" - agora como órgão oficialNo Boechat, ontem:
"Marco da imprensa alternativa brasileira, o 'Pasquim' vai voltar às bancas. Será relançado em julho, com circulação nacional e sob a direção de Ziraldo.
"O prefeito Cesar Maia bancará o projeto, em troca da veiculação, no jornal, da programação cultural do Rio."
Não sei o que é mais absurdo e vergonhoso nessa história: o prefeito do Rio usar o dinheiro dos cidadãos para financiar um jornal, ou um jornalista se vender a ponto de aceitar financiamento estatal para seu jornal (que, ainda por cima, é um marco da imprensa alternativa!).
postado por Alvaro Velloso 11:41 AM
Study:Anti-Cuba Law Strengthens Castro RegimeEstudo do Cato Institut sobre o infame Helms-Burton Act - que pune empresas que comerciem com Cuba (mesmo empresas estrangeiras) - tem o bom senso de reconhecer que a lei foi um fracasso duplo: prejudica as empresas americanas e aumenta as hostilidades entre Europa e EUA, ao mesmo tempo que não debilita o governo Castro, mas, pelo contrário, só o reforça, ao dar-lhe um pretexto para a pobreza da ilha e um inimigo externo contra o qual é possível unir seu povo (exatamente como acontece em todas as ditaduras sujeitas a sanções).
"The Cato Institute has released a study calling the Helms-Burton Act, an anti-Castro measure, a failure. The law has 'antagonized our allies, further isolated ordinary Cubans from the influence of American ideas,' and strengthened the Cuban government - the same government it was supposed to undermine, the report said. (...)
"The study also says Helms-Burton has soured U.S. trading relations with European and other countries that resent U.S. for imposing its agenda on them. 'Helms-Burton has failed to promote democracy in Cuba and has strengthened the hand of the Castro regime by providing a scapegoat for its own failed economic system,' the study said.
"Groombridge urges President Bush to 'remove a painful thorn from the side of U.S.- Canadian and U.S.-European bilateral relations' by urging Congress to repeal the Helms-Burton Act. At a minimum, Groombridge said, Bush should continue to waive implementation and enforcement of the most egregious provisions stipulated in Title Three of the Act."
postado por Alvaro Velloso 11:29 AM
Widdecombe trails Clarke and Portillo in leadership race"KENNETH CLARKE and Michael Portillo are the public's favourites to succeed William Hague. Ann Widdecombe, the first to break cover in the Tory leadership contest, is the least popular of the main contenders, according to a Gallup Poll for today's Daily Telegraph."
Creio que poucas coisas poderiam ser tão desastrosas para os tories quanto as nomeações de Widdecombe e Clarke para líderes.
Widdecombe apenas reforçaria a intolerância e o autoritarismo do partido - um dos aspectos mais rejeitados pelos eleitores; Clarke poria fim a todas as diferenças ainda perceptíveis entre os tories e o New Labour, e sinalizaria o fim da oposição política na Inglaterra.
postado por Alvaro Velloso 11:21 AM
Blair has picked a team to win the referendumVencida a eleição, Blair começa a centrar seus esforços no plebiscito para a adoção do euro, adotando a estratégia de escolher para os três principais ministérios (assuntos internos, assuntos externos e fazenda) três notórios eurocéticos (respectivamente, David Blunkett, Jack Straw, Gordon Brown) - que terão muito mais credibilidade em defender a União Européia, especialmente porque parecerá que o estarão fazendo não por ideologia, mas porque isso realmente beneficiará a Inglaterra.
Como diz Stephen Pollard:
"There is no doubt that Mr Blair wants to call a referendum, or that he believes he can win it. We do not need to resort to supposition: when he was asked by the Financial Times a fortnight ago if he could overturn the apparent public hostility he replied: 'Of course; provided we are setting out why it is economically and politically in Britain's interests.' Having a man such as Jack Straw as Foreign Secretary helps, rather than hinders, this process. Politicians' views develop, as the euphemism has it, as time and circumstance move on. Mr Straw is above all else loyal to Tony Blair, and if his role as Foreign Secretary is to help sell the euro to a sceptical electorate, then his view of the euro will also develop. Until that day comes, Mr Straw will no doubt offer cautionary counsel. But his Euroscepticism after all, did not prevent him deserting his long-standing allies and voting for the Maastricht Treaty.
"Since the main arguments of the europhiles are all variations on the theme of 'it's inevitable', what could be more persuasive once the decision to go in has been taken than for a man such as Jack Straw, with all his credentials as a Eurosceptic, to be campaigning with the 'Yes' side? Mr Straw has always been a wily politician, far more skilled and thoughtful than his somewhat plodding image."
Emmanuel Goldstein traça um bom perfil de Straw na sua coluna de hoje, e conclui dizendo que não há nenhum benefício na substituição de um eurofanático como Robin Cook pelo supostamente cético Straw:
"Jack Straw is from the same sort of background and can be expected to do the same sort of things as Robin Cook. However, he is more dangerous. Robin Cook was unstable and took solace in the bottle, whether whiskey or pills. He also looked deeply abnormal. Jack Straw is a normal person. He can explain the absurd and obscene in terms that people can relate to and trust. Things can only get worse."
Quanto a Gordon Brown, que tem um acordo com Blair para ser o próximo primeiro ministro, ele nunca foi um eurocético autêntico, apenas um defensor de que o processo de adoção do euro seja retardado, até que a economia atendesse a seus famosos "cinco testes" (que ela já atendeu há tempos), uma bela desculpa para que ele - Gordon Brown - dirigisse o processo de adoção (adicionando, aliás, outro argumento "técnico"). Mas ele não deverá ser um obstáculo a Blair, diz Pollard:
"Mr Brown has but one motivation: becoming Prime Minister. His domineering, his micro-control and his general bearing have already alienated almost every existing and past minister. If he is to succeed, he cannot afford to antagonise many more MPs. Since Labour is now a pro-European party, the broad mass of the Parliamentary Labour Party, who sway with the wind, are euro-enthusiasts. The longer Mr Brown frustrates Mr Blair, and the clearer his behaviour becomes, the more he damages his chances of succeeding. Mr Brown well knows that.
"All this points to Mr Brown happily discovering that Britain now meets his five criteria for entry - and making clear that the decision was his, rather than being forced on him by Mr Blair."
postado por Alvaro Velloso 11:14 AM
