
NOTÍCIAS
O
Indivíduo
Acton Institute
AntiWar
Arts & Letters Daily
The Atlantic
BBC News
Chronicles
Drudge Report
Época
Free Republic
Front
Page Mag
Independent
International Herald Tribune
Jornal da Tarde
Jornal do Brasil
LewRockwell.com
Mises Institute
Nanny Culture
Net2One
- France
New York
Press
Slate
Spectator
Sunday Times
Electronic
Telegraph
Daily
Telegraph
Town Hall
UOL - ?timas not?as
Weekly
Standard
WorldNetDaily
Yahoo! News
COLUNISTAS
William Anderson
Walter Block
Alan
Bock
James
Bovard
Christopher
Caldwell
Gene
Callahan
Olavo de Carvalho
Godfrey Cheshire
Alexander Cockburn
Thomas Fleming
Philip Hensher
Hans-Herman Hoppe
David Horowitz
Michelle
Malkin
Wendy McElroy
Ilana Mercer
Gary
North
Robert
Novak
William Pfaff
Justin Raimondo
Fred Reed
Charley
Reese
Paul
Craig Roberts
Lew
Rockwell
Phyllis
Schlafly
Frank Shostak
Joseph
Sobran
Thomas
Sowell
Bill
Steigerwald
Mark Steyn
Joseph
Stromberg
Jacob
Sullum
Taki
Jude
Wanniski
Walter
Williams
E-mail:
alvaro@avelloso.com
Este site s?de ser visto adequadamente com o Internet Explorer 4.0+
'Vacuous' press echoes official line?O WorldNetDaily voltou aos bons tempos esta semana, com uma excelente cobertura do caso Timothy McVeigh. Eles publicaram os primeiros capítulos do livro "The secret life of Bill Clinton", do grande jornalista inglês Ambrose Evans-Pritchard (hoje correspondente do Telegraph na União Européia).
Parece que, no resto do livro, Evans-Pritchard faz revelações incríveis sobre Clinton, inclusive sobre seu envolvimento no submundo das drogas de Arkansas. Nesses capítulos publicados pelo WND desde segunda-feira, ele aponta as falhas absurdas no caso do FBI contra McVeigh. É quase impossível parar de ler - e quase impossível, depois de ler, continuar acreditando que McVeigh agiu sozinho e que o FBI não sabia que o atentado de Oklahoma ocorreria.
A parte 1 contou como Clinton explorou a tragédia e como os laboratórios manipularam e prejudicaram as evidências químicas relativas ao atentado; a parte 2 recriou o atentado pelos olhos de uma família que perdeu dois filhos no atentado e contou a saga dessa família para restabelecer a verdade do caso e saber por que nenhum funcionário do Governo foi ao prédio naquele dia (adivinhem por quê...); Evans-Pritchard mostrou na parte 3 que há farta evidência de que um caminhão do esquadrão antibombas foi visto perto do prédio no dia do atentado e na parte 4 que há farta evidência de que McVeigh não agiu sozinho - mas o Departamento de Justiça não chamou para o julgamento uma única testemunha que tenha visto McVeigh e seus colegas. No capítulo publicado hoje, ele comenta os laços de McVeigh com o movimento neonazista e os esforços da grande imprensa americana (clintonista, não custa lembrar) para repetir a linha oficial do Governo, sem nunca dar-se ao trabalho de fazer investigações por conta própria.
postado por Alvaro Velloso 3:28 PM
ERREIHá um erro no meu artigo de hoje, e agradeço ao leitor que me avisou dele. Numa certa altura, eu digo que "Recentemente, a versão britânica da 'suprema corte' fez algo que nunca fizeram em toda sua história: repudiou uma lei aprovada pelo parlamento"; e, logo depois, digo que "a Suprema Corte derrubou essa monstruosidade".
Não é bem assim. O leitor aponta que:
"Não foi a primeira vez que o King's Bench "caça" uma lei na Inglaterra, mas
pelo menos a segunda."O primeiro caso foi há muito tempo atrás (acho que por 1600), em que a lei foi afastada por agredir direitos imemoriais do povo inglês. Era no caso uma lei que impedia um médico de exercer sua profissão."
Tem razão o leitor, mas também não é esse o problema. Os "Law Lords" não derrubaram a lei em questão no meu artigo; eles, a rigor, a substituíram por outra, feita por eles. E justamente porque isso nunca foi feito antes, eles o fizeram com todo o cuidado possível, afirmando que fizeram apenas uma "interpretação possível" da lei (o "Youth Justice and Criminal Evidence Act" de 1999) para conformá-la com a Convenção Européia de Direitos Humanos (incorporado na lei britânica pelo "Human Rights Act" de 1998), modificando seu "sentido literal" - o que é outra maneira de dizer que os juízes criaram uma nova norma, revogando a proibição de que se levantem no tribunal as relações antecedentes entre a suposta vítima e o réu, nos casos de estupro, e permitindo que o advogado do réu questione a vítima a respeito dessas relações.
Permanece, porém, meu argumento: é extremamente arriscado que se comecem a produzir normas destinadas a "aumentar a porcentagem de condenações", retirando dos réus direitos elementares que possibilitam que o julgamento seja justo.
postado por Alvaro Velloso 3:14 PM
Tentação totalitáriaComo o debate brasileiro hoje está inteiramente centrado no racionamento de energia, ficou temporariamente esquecida a obsessão anterior da classe bem-pensante: a caça aos sonegadores. Esses heróicos cidadãos que mantêm os recursos no setor produtivo da sociedade, em vez de permitir sua evasão para as mãos do Leviatã improdutivo e nocivo, estão tendo um certo refresco temporário, ao menos nas discussões públicas (porque sempre há tiranentes nas repartições públicas dispostos a persegui-los, imbuídos da própria superioridade moral e certos de estar contribuindo para o progresso da humanidade através do crescimento do Estado, e porque a Receita Federal está cada vez mais eficiente).
Mas a retórica dos defensores do crescimento dos poderes da Receita se torna cada vez mais assustadora. Recentemente, um deles defendia a revogação do artigo da lei 9.249 que permite que o sonegador se livre da ação penal pagando uma multa e pagando os impostos que devia. Um absurdo, dizia o fulano. O sonegador tem de ir para a cadeia! Tem de ir para a cadeia! - ele exclamava, enquanto babava de raiva pelos cantos da boca.
E ainda acrescentou: "no Brasil, Al Capone não seria preso e sequer processado. Pagaria os tributos para evitar o processo." - esperando imediata reação da platéia diante do uso do recurso pouco honesto de encontrar uma encarnação do mal e identificar os defensores de uma determinada idéia com os defensores dessa encarnação do mal - no caso, Al Capone.
Pois se, no Brasil, Al Capone não seria preso por sonegação, tanto melhor. Sinal de que nossa legislação é mais sã do que a americana. Porca miséria, é só pensar o seguinte: qual é o objetivo do Estado ao perseguir o sonegador? É obter o dinheiro que o sujeito lhe deve ou "pôr o safado na cadeia"?
Se alguém me deve dinheiro, eu sequer tenho o direito de pô-lo na cadeia. É obter a reparação da dívida ou nada. Por que diabos o Estado deveria ter uma prerrogativa diferente? E como é que qualquer pessoa decente, qualquer pessoa com algum pingo de vergonha na cara, pode dizer que mesmo pagando o que deve, o sujeito ainda assim deve ir para a cadeia?
Por isso eu disse que a retórica desse pessoal é assutadora. Ela tem a inconfundível marca do totalitarismo, da defesa da supremacia do Estado sobre o cidadão, do desejo de punir a qualquer custo e por qualquer motivo, da tentanção irresistível de abolir a liberdade em nome do "respeito ao Estado".
postado por Alvaro Velloso 2:58 PM
Analfabetismo jornalísticoDepois dizem que eu exagero quando chamo de analfabetos os jornalistas brasileiros. Alguém, por favor, me diga o que o repórter Toni Marques, correspondente do Globo em Nova Iorque, queria dizer com a seguinte frase, que abria sua matéria sobre o novo filme de Jennifer Lopez, "Angel Eyes", no qual Sonia Braga interpreta a mãe de Ms. Lopez:
"Um personagem lacrimoso que se quer anteparo emocional para uma tumultuada tira de Chicago traz Sonia Braga mais uma vez para as telas de Hollywood."
Um personagem lacrimoso que se quer anteparo emocional?! Hein?!
postado por Alvaro Velloso 2:37 PM
Coca-Cola Agreement OK’d by Judge, Largest Race-Discrimination SettlementNão é à toa que o site se chama DiversityInc: a "diversidade", i.e., a incitação ao ódio racial de todos os tipos, se tornou um grande negócio nos EUA. Que tal esta:
"A federal judge yesterday approved a $192.5 million settlement ending a racial-discrimination lawsuit against Coca-Cola by 2,200 of its current and former African-American employees.
"The settlement, approved by U.S. District Judge Richard Story, is the largest ever in a racial-discrimination case. It covers any African-American employee who worked for the No.1 soft-drink maker between April 22, 1995 and June 14, 2000. Under the terms of the arrangement, the average employee will receive roughly $40,000."
A receita é ótima: inventar acusações de racismo alegando "sentimentos ofendidos" ou qualquer outra desculpa imprecisa, e é só esperar os dividendos. É a indústria do racismo se aliando à indústria das indenizações judiciais, num país em que o sistema legal enlouqueceu.
postado por Alvaro Velloso 2:32 PM
O Estado é um rouboUm senador petista, ontem no Jornal da Globo, disse que o discurso de ACM levava a crer que ele (ACM) era o único honesto e que todos os outros senadores eram ladrões, e que a opinião pública sabia que a verdade é o contrário.
Sei não, senador. Acho que não é nem uma coisa nem outra: acho que todos são ladrões e que seu exercício profissional consiste na pilhagem organizada.
Santo Agostinho dizia que o Estado sem justiça nada mais é que um bando de ladrões. Alguém é idiota o suficiente para achar que o senado brasileiro trabalha em prol do bem comum e respeita os direitos naturais? Essas duas noções são inteiramente alheias ao nosso debate político.
Concluo, então, com Santo Agostinho, que nossos senadores são um bando de ladrões, que vivem de tomar recursos do setor produtivo para financiar não apenas seus luxos pessoais como sua produção de normas que, se aplicadas, levariam mais cedo ou mais tarde à destruição total do setor produtivo.
Digo mais: proeminentes nessa pilhagem organizada são os senadores de esquerda, como a voz da moralidade entrevistada pelo Jornal da Globo, cuja ideologia tem o horror ao direito de propriedade e o amor ao confisco e à redistribuição (esta sempre decorre daquele) como dois de seus pilares. O senador em questão, portanto, pode nunca ter desobedecido a uma lei na vida, mas é um ladrão por ideologia. Essa afirmação só causa espanto porque nós nos acostumamos a pensar que ao Estado é permitido fazer tudo aquilo que aos particulares é proibido - inclusive roubar.
E acrescento, com Hans Herman-Hoppe:
"Homens de negócios (capitalistas) e seus empregados não obtêm renda alguma a não ser que produzam bens e serviços que são vendidos em mercados. As compras dos consumidores são voluntárias. Comprando um bem ou um serviço, os compradores demonstram que dão mais valor a este bem ou serviço do que à soma de dinheiro que têm de despender para adquiri-lo.
"Em contraste, políticos, partidos e funcionários públicos não produzem nada que seja vendido em mercados. Ninguém compra 'bens' ou 'serviços' do governo. Eles são produzidos, e há custos para produzi-los, mas eles não são nem vendidos nem comprados.
"Por um lado, isso implica que é impossível determinar seu valor e descobrir se este valor justifica seus custos. Porque ninguém os compra, ninguém realmente demonstra que considera que os bens e serviços do governo valem o que custam e, na verdade, ninguém demonstra se dá algum valor a eles.
"Por outro lado, quanto às implicações práticas, os subsídios financeiros a políticos e funcionários públicos são um subsídio à produção de bens e serviços com pouca ou nenhuma consideração ao bem-estar dos alegados consumidores, e com muita ou total consideração ao bem-estar dos produtores, i.e., políticos e funcionários públicos. Seus salários permanecem os mesmos, quer o resultado de suas atuações satisfaça os consumidores ou não. Da mesma maneira, como resultado da expansão dos empregos no setor 'público', haverá um crescimento da preguiça, do descuidado, da incompetência, do desperdício e até da destruição - e ao mesmo tempo haverá sempre mais arrogância, demagogia e mentiras ('nós trabalhamos para o bem do povo')."
postado por Alvaro Velloso 11:32 AM
Prof. Pasquale - IIDo Globo online, semana passada:
"A rede de lanchonetes McDonald's Corp. divulgou um pedido de desculpas por suposta confusão gerada pelo uso de aromatizantes de carne na produção de suas batatas fritas nos Estados Unidos, uma prática que provocou a revolta de grupos hindus e vegetarianos."
"Suposta confusão gerada"?! Se a confusão foi gerada (e isso ela certatamente foi, porque do contrário não haveria motivos para o pedido de desculpas), não é "suposta"!
O redator da notinha se confundiu porque alguém na faculdade de jornalismo ou no manual de redação do Globo lhe disse que sempre que tratar de questões judiciais ele tomar cuidado para não dar as alegações que pesam contra o réu como verdadeiras, usando, para isso, termos como "suposto" e "alegado". Mas quando se trata de um fato admitido por todas as partes, e não apenas alegado por uma delas, não faz nenhum sentido falar em "suposto fato" - mais ainda quando a ocorrência do fato é o pressuposto do ato que se está noticiando.
postado por Alvaro Velloso 11:16 AM
Governismo descaradoO Globo dessa semana disse que o Presidente "resolveu que os consumidores poderão usar o Código do Consumidor" em ações contra o racionamento.
A redação dá a impressão de que isso demonstra a maganimidade do Presidente, sua benevolência em voltar atrás de uma posição anterior e "permitir" que os tribunais apliquem o Código do Consumidor! Mas essa nunca foi uma questão em que o Presidente pudesse interverir, num sentido ou no outro! Ele apenas reconheceu isso, depois dos protestos do meio jurídico.
postado por Alvaro Velloso 11:09 AM
Prof. PasqualeAlguém devia dizer à atendente da Light que se fala gratUito, não gratuíto.
Alguém devia dizer à locutora da Fox que se assiste A um programa, não um programa.
postado por Alvaro Velloso 11:05 AM
Reparations Move Mainstream: Is America Ready for the Conversation?Pode ser mero wishful thinking do DiversityInc.com, um site esquerdista dedicado às causas do extremismo racial, mas parece mesmo que a idéia de reparações raciais é cada vez mais mainstream. Ademais, com a estratégia de chamar de racista quem quer que se oponha a elas, é possível que logo elas estejam incorporadas ao "consenso de centro" que rege a política no mundo inteiro, aquelas idéias com as quais todos têm de concordar para fazerem parte do debate civilizado.
Os defensores das reparações ganharão o debate quando conseguirem pintar seus adversários como extremistas e fanáticos - rótulos que, alguns anos atrás, todos percebiam que eram aplicáveis aos próprios defensores das reparações.
Nunca achei que essa idéia fosse progredir: ela é absurda demais e sua execução é complicada demais. Ainda acho pouco provável. Mas se observarmos a mudança no debate político de alguns anos para cá, e virmos como aquilo que começa como uma idéia maluca da extrema esquerda logo se transforma em consenso de centro (como, nos EUA, o aborto, os direitos especiais para os homossexuais; na Europa, o fim das restrições à imigração, o sistema de saúde inteiramente estatizado; no Brasil, a reforma agrária, o sistema de quotas raciais), veremos que não é tão absurdo que, daqui a alguns anos, os governos ao redor do mundo estejam obrigando os brancos a pagar reparações aos negros.
Os brancos pagarão? Boa pergunta. Talvez a inculpação coletiva funcione, e eles se sintam culpados por crimes que não cometeram e resolvam cumprir seu "dever cívico" de pagar reparações; talvez isso não funcione, e as conseqüências poderão ser devastadoras. Aliás, eu nunca vi uma idéia com tanto potencial para desenvolver animosidades entre as raças e até possíveis confrontos diretos como esta de reparações raciais.
Falando nisso, o prof. José Jorge de Carvalho, informado da breve menção honrosa a sua ridícula defesa das reparações raciais no meu artigo de sexta passada, respondeu que nunca lera "O Indivíduo", mas que sabia que coisas horríveis eram publicadas nele e que até - ó, horror! - já havíamos criticado seu grande amigo Luís Eduardo Soares. Realmente, nós do Indivíduo somos pessoas horríveis, sempre prontas a insultar as estrelinhas da mídia esquerdista.
Insulto por insulto, pesemos os atos: entre outras coisas, o prof. José Jorge diz que os brancos brasileiros deveriam ser obrigados a pagar pelos "crimes" de seus antepassados e que, para esse fim, o governo deveria confiscar o dinheiro deles e redistribui-lo aos negros. Entre outras coisas, eu disse que o prof. José Jorge é um racista que crê que os negros são incapazes de ascender socialmente por força própria, e precisam de benfeitores como o próprio prof. José Jorge, que os conscientizem de seus "problemas coletivos". O prof. José Jorge, em seu artigo, conseguiu insultar todos os membros tanto da raça negra quanto da raça branca. Eu apenas insultei o prof. José Jorge.
Quanto ao sr. Soares, vale lembrar que muito antes das críticas a ele publicadas no Indivíduo, foi ele quem nos "detratou", tentando fazer uma "análise ideológica" do site (então jornal) no Jornal do Brasil, na qual além das acusações de racismo de praxe, ele "revelava" a forte influência no meu pensamento de autores que nunca li. Se ele quisesse saber quem foram os autores que me influenciaram, bastaria ter-me peguntado. Mas honestidade e fidelidade aos fatos nunca foram o forte dos membros da esquerda.
postado por Alvaro Velloso 12:33 PM
Faint Voices Rise From CubaAlguns bravos jornalistas cubanos começam a encontrar meios de divulgar para o resto do mundo as atrocidades do regime castrista.
"They call themselves ciberdisidentes -- cyber dissidents.
"They are Cuban journalists who risk harassment and prison to publish independent news accounts on the Internet -- a medium that few of them have even seen.
"More than 100 independent reporters defy Castro's regime by filing their articles on overseas websites, giving the world a glimpse into the harsh reality of the communist island."
Eles publicam suas notícias em sites como CubaNet e Cuba Free Press, ambos indispensáveis para quem deseja saber aquilo que a imprensa não costuma contar sobre Cuba (não apenas porque, fora esses ciberdissidentes, não há fontes independentes de notícias sobre a ilha-prisão, mas também porque a imprensa não tem o menor interesse em procurá-las).
Em boa parte da grande imprensa - e não me refiro apenas à brasileira, mas à de todo o mundo ocidental - mentiras castristas são repetidas dia após dia, peças de propaganda cubanas são publicadas como se fossem notícias isentas, e a adoração a Fidel continua firme e forte, com poucas vozes dissidentes. Graças à internet, começamos a ter acesso a elas.
postado por Alvaro Velloso 12:06 PM
Spy network 'reading personal emails'Agora aquilo de tantos suspeitavam foi confirmado por fonte oficial. O relatório da União Européia sobre o Echelon diz que:
"in the process of industrial spying, Echelon is eavesdropping on millions of daily communications between ordinary people. It also warns the Government that Britain could be in breach of the European Convention on Human Rights because of its participation in the spying operation. The United States flatly denies that Echelon exists."
O que mais espanta é a cara-de-pau de EUA e Inglaterra. Enquanto os EUA continuam negando a existência da rede de espionagem, apesar de todas as evidências do contrário, a Inglaterra usa os velhos argumentos estatólatras para defendê-lo (afinal, o Estado é nossa única defesa contra os imensos perigos do terrorismo...):
"But a Foreign Office spokesman said: 'Interception of communications is a vital tool in countering the risks posed by a number of dangers to society. That includes terrorists, international drug dealers, criminals and those who would like to proliferate weapons of mass destruction. We have always made it clear that the civil rights of EU citizens are not jeopardised by legally endorsed interception as practised in the UK.'"
O Echelon é baseado no Fort Meade em Maryland e no GCHQ em Cheltenham. "It was set up in 1948 by the United States, Britain, Canada, New Zealand and Australia, and was active throughout the Cold War as a vast electronic eavesdropper, able to interpret information from telephones, faxes or computers - even tracking bank accounts."
A privacidade acabou.
postado por Alvaro Velloso 11:55 AM
War on whites in AfricaUma boa síntese da desastrosa trajetória de Mugabe no Zimbábue:
"Mugabe, a radical Marxist whose guerrilla forces had been trained by North Korea, won power in April 1980, in a free parliamentary election, which Ian Smith, the white leader who had declared Southern Rhodesia’s independence, and his moderate black allies had agreed to hold. The country was renamed Zimbabwe. Racial discrimination had been abolished a year and a half earlier, and black hopes were high. The whites were less confident about their future. Within five years, half the whites had fled the country, and the minority black tribes were as dissatisfied as the whites. Thousands of Mugabe’s political opponents had been killed by his army. His rivals had been exiled or neutralized, and Mugabe had proclaimed his intention to establish a one-party state. The once-prosperous country was in serious economic trouble and had become dependent on foreign aid.
"In the past year Mugabe has been sending what he calls 'war veterans' to squat on hundreds of white-owned farms. Eight prominent white farmers, including Gloria Olds, who was shot twenty times. She was the mother of a farmer killed last year. The intimidation of whites has now extended to those who own factories. A hundred former employees stormed a textile firm on March 30. They beat up the white directors, but didn’t touch those who were black."
Mas, claro, não são apenas os brancos que estão sendo prejudicados pela insanidade do presidente marxista: seus ataques à agricultura e aos negócios dos brancos prejudicaram toda a economia do país.
E não é só no Zimbábue que ataques aos brancos se tornaram a regra geral. A África do Sul está desenvolvendo um apatheid às avessas, a tal ponto que até Nelson Mandela disse que o governo de Mbeki é racista.
"American Renaissance, a monthly newsletter, reports that the bloodiest war on whites in Africa is going on in South Africa, where nearly 500 white farmers have been killed since the blacks took over seven years ago. Thirteen white farmers were killed in January. Whites believe the government tacitly approves the killings."
postado por Alvaro Velloso 11:48 AM
Pais irresponsáveisComentando a incrível notícia do centro americano de crianças perdidas e exploradas segundo a qual 34% dos pais entrevistados não sabiam a cor dos olhos, a altura e o peso de seus filhos, Jim Knipfel diz exatamente o que precisa ser dito sobre a incessante busca por bodes expiatórios para os problemas das crianças e dos adolescentes, e sobre a absolvição daqueles que são mais diretamente responsáveis - os pais.
"We're living in an age where parental groups are demanding that the schools keep an eye on their kids, that the movie and record industries clean up their acts on account of the kids, that the government take care of their kids. It seems everyone except the parents is at fault when kids turn out wrong somehow. It wasn't the fact that the kids were never spoken to in a rational manner - it was that damned heavy-metal music. It wasn't the fact that they were plopped in front of the television when they were 18 months old and left there for the next 16 years - it was that awful violent movie they saw. And their kids never would've brought a gun to school if the school administrators had been on top of things and installed more metal detectors by the front doors."
postado por Alvaro Velloso 3:44 PM
When Thieves Fall OutNão é incrível descobrir, alguns anos depois, que a aventura assassina da OTAN na Bósnia poderia ter levado à Terceira Guerra Mundial?!
Jeff Elkins conta que o general Wes Clark, comandante da OTAN nessa missão, revela em seu novo livro ("Waging Modern War") que depois que os bombardeios haviam terminado e os sérvios haviam concordado em deixar o Kosovo, e a OTAN já partia em direção à sua base na Macedônia, uma tropa de 200 soldados russos invadiu o Kosovo pela fronteira do norte e ocupou o aeroporto de Pristina, abrindo caminho para a chegada de tropas de reforço russas.
"Stunned and angered by the Muscovite maneuver, General Clark requested and received clearance from the Pentagon to prevent the Russians from solidifying their control of the Pristina airport. A mere 200 troops were nothing…a handful of ragtag Russians could be easily overcome, but reinforcements from Moscow were totally unacceptable and could drastically change the Kosovo equation. Clark was prepared to prevent their arrival by any means necessary, even risking open war with Russia."
Clark desenhou um plano de ação para destruir as tropas russas, mas o General Michael Jackson, comandante das tropas de "manutenção da paz" da OTAN no Kosovo, impediu que ele o fizesse. "His mission was twofold, said Jackson: peacekeeping and resettlement of Kosovarian refugees, not waging war against Russian troops."
Vale citar a discussão que se seguiu:
'Jackson: "Sir, I’m not taking any more orders from Washington,"
'Clark: "Mike, these aren’t Washington’s orders, they’re coming from me."
'Jackson: "By whose authority?"
'Clark: "By my authority as Supreme Allied Commander Europe."
'Jackson: "You don’t have that authority."
'Clark: "I do have that authority. I have the Secretary-General behind me on this."
'Jackson: "Sir, I’m not starting World War Three for you."
'Clark: "Mike, I’m not asking you to start World War Three. I’m asking you to block the runways so that we don’t have to face an issue that could produce a crisis."
'Jackson: "Sir, I’m a three-star general, you can’t give me orders like this."
'Clark: "Mike, I’m a four-star general, and I can tell you these things."'
Irritado com a insubordinação de Jackson, Clark ligou para o chefe de defesa da Inglaterra, Sir Charles Guthrie, que apoiou Jackson. O problema com os russos foi resolvido por via diplomática. E o mundo escapou de um conflito com potencial desastroso, graças, uma vez na vida, à "moderação" dos ingleses.
postado por Alvaro Velloso 3:37 PM
War Criminal Wants More WarsNesse artigo, Gregory Bresiger ataca, com toda razão, as opiniões do general americano Wes Clark - comandante da OTAN na missão assassina na Iugoslávia - sobre o papel dos EUA no mundo.
Bresiger cita uma afirmação particularmente repugnante do general, segundo a qual o mundo inteiro ama os EUA e quer que os EUA lhes diga o que fazer, e comenta que o que se passa no mundo é exatamente o contrário - um crescente anti-americanismo, reação normal ao tipo de imperialismo propagado por wilsonistas como Clark:
"'People abroad love the United States in a way you never see over here,' General Clark said. 'Over there they like us. They love us. They love what we stand for. And they want to be like us. Sometimes they want us to help them and sometimes they want us to tell them what to do.'
"Apparently, General Clark hasn’t been in Europe lately. Or the Middle East, where the US has taken on the responsibility of accomplishing something that is well nigh unachievable."
Mas não é que na esquerda brasileira há quem concorde com o general Clark?! Ainda outro dia, no Manhattan Connection (a que não assisto; peguei esse trecho enquanto passava os canais), Arnaldo Jabor dizia que era lamentável que Bush fosse o presidente americano, porque os EUA têm a obrigação de exercer um "comando benigno" do mundo, como fazia Clinton. Quer dizer: os EUA devem mesmo dizer ao mundo inteiro o que fazer, desde que as políticas oficiais do Império sejam o ambientalismo, as quotas raciais, os direitos especiais para os gays etc.
Que belo par de defensores do imperialismo americano: Arnaldo Jabor e General Wes Clark!
postado por Alvaro Velloso 3:25 PM
Sorry state of affairsTaki, sobre a perseguição dos esquerdistas europeus a Berlusconi:
"And speaking of punks, the globalists are after Silvio Berlusconi, the new Italian supremo and the only man capable of saving that wonderful country. The scum that’s against Berlusconi is familiar to most of us. Balthazar Garzon, the Spanish ‘judge’ who wants Silvio extradited to Spain for tax-fraud allegations (and, believe you me, that is all they are); Le Monde, a paper that always considered Joe Stalin soft on anti-communists; Bill Emmott, the editor of the Economist, a man whose absence on earth will not be missed even by those whose cause he purports to champion, and Jacques Delors, the old fraud who says the EU should impose sanctions on Italy if Berlusconi is elected.
"Oh yes, I almost forgot. And Louis Michel, the friend of Austria’s Freedom Party and Belgium’s foreign minister. He thinks Berlusconi and Haider are one and the same — not a bad thing as far as I’m concerned — and also wants sanctions against Italy and the eventual tax cut. I love these punks. They are real fascists. Those I don’t love are the English fools who are about to vote the Brit version of Delors and Michel back into power."
postado por Alvaro Velloso 3:16 PM
País do futuro"Está marcado para o mês vindouro o término do racionamento de energia elétrica, conforme a resolução no. 1 do CNAEE. Até agora, as notícias sobre as possibilidades de uma prorrogação têm sido controvertidas. Enquanto uns alegam que a Light solicitará a medida, outros afirmam que o nível de Ribeirão das Lajes está em situação excepcional, sendo desnecessária a continuação do racionamento. Isso, aliás, é o que teriam verificado as autoridades que estiveram recentemente no reservatório e na Ilha dos Pombos. O que apuramos, entretanto, é que a Light pedirá a prorrogação até o fim do ano. Agora, a boa notícia: as visitas de inspeção às fontes abastecedoras de energia confirmaram que as obras de ampliação se fazem em ritmo acelerado e em dezembro estarão concluídas."
(O Globo, 28 de maio de 1951)***
"Éramos uma grande esperança e seremos a triste realidade de uma facção que só se contenta com empregos públicos e verbas: tenho medo deste estado de coisas."
(Carta de José Thomaz Nabuco de Araújo a Sá e Albuquerque, em novembro de 1862 - citada por um leitor na seção de cartas do Globo de hoje.)
postado por Alvaro Velloso 4:07 PM
FBI document 'points to second Oklahoma City bomber'"ONE of the missing FBI documents in the Timothy McVeigh trial, the discovery of which caused postponement of the Oklahoma bomber's execution, points to a possible second bomber, according to reports yesterday. If this evidence is confirmed, it will prove to be a huge embarrassment to John Ashcroft, the Attorney-General, and to the FBI, which has stated repeatedly that McVeigh acted alone. (...)
"A so-called 'lead sheet', an FBI record of an eyewitness report, supports claims that a witness called the FBI two days after the bombing, which killed 168 people, to say he had seen McVeigh with another man in a car park near the federal building in Oklahoma City an hour before it was bombed. One witness at the trial, Morris John Kuper Jr, said he saw two men answering the descriptions of McVeigh and of a second, unidentified man known as 'John Doe No 2'.
"His description of the second man as muscular and dark-haired matched the description of John Doe No 2 by several other witnesses. The prosecution claimed that Mr Kuper's testimony was flawed, saying there was no record that he called the FBI until six months after the bombing, by which time the story of John Doe No 2 was well known.
"But, according to the New York Times, the lead sheet handed to McVeigh's lawyers after the discovery that the FBI had failed to hand over 4,000 pages of evidence showed that Mr Kuper did indeed call immediately after the bombing. It also shows that agents did not bother to call back to speak to a material witness to the worst terrorist crime in American history even though he had evidence supporting the theory that the bombing was not the effort of a lone madman."
Ou isto é um caso de singular incompetência, ou há mais coisas nessa história do que o FBI quis levar a crer.
postado por Alvaro Velloso 3:58 PM
CIA goofed up in Lee case: NewsweekA CIA resolveu assumir que errou na perseguição a Wen Ho Lee (que os sinófobos nos EUA e fora dele continuam a denunciar como um perigoso espião comunista, mesmo depois das inúmeras provas de sua inocência). Os papéis anômimos que deram início à investigação não vieram do laboratório de Los Alamos, ao contrário do que a CIA supôs na época:
"The high-profile case was built on a discovery by the Central Intelligence Agency (CIA) that suggested the source of leaked secret documents was Los Alamos laboratory where Lee was working, it quoted an unidentified source as saying.
"After translating the seized documents, CIA has now taken the view that Los Alamos could not have been the source, Newsweek has reported in its latest issue.
"Most of the documents contain aerospace secrets which are completely different from Los Alamos' field of expertise, the magazine said.
"The Lee investigation has shown such unbelievable incompetence that it is now virtually impossible to find the truth, it said."
postado por Alvaro Velloso 3:54 PM
Hollywood boosts the militaryPor que é que o Pentágono financia filmes que celebram o militarismo e o assassinato de populações civis, como "Pearl Harbor" e "Rules of engagement"?
"Such big-screen portrayals are the only exposure many young people have to the armed forces, so recruiters unabashedly capitalize on military theme films and enlist other tools of popular culture.
"Faced with recent failures in meeting recruitment goals, the military in the past few years has more than doubled its spending on advertising, research and image makeovers.
"No longer content to sit in an office waiting for prospects to come to them, recruiters are more aggressively pursuing youths."
postado por Alvaro Velloso 3:49 PM
Jospin's vision of EU fans the federal flamesContinua a marcha para a socialização da Europa:
"THE French prime minister, Lionel Jospin, will raise the temperature of Britain's election debate on Europe tomorrow with a radical manifesto calling for socialist principles to be enshrined in a 'federation of nation states'. Workers' rights would be strengthened from Aberdeen to Athens.
"Jospin's speech will include a call for a European police force, a uniform immigration policy and a closer co-ordination of criminal justice systems. (...)
"Jospin will make it clear that Paris wants nothing to do with the plan by Gerhard Schröder, the German chancellor, for a European superpower modelled on the German state. Instead, he will call for the strengthening of existing European Union institutions. But he will propose greater 'economic co-operation', considered a euphemism for Euro-projects such as tax harmonisation. Downing Street believes co-ordinating taxes would stop Britain from luring investment with lower rates."
postado por Alvaro Velloso 3:46 PM
Mais uma nota sobre a BienalClaro que o aspecto mais engraçado da Bienal é a diversidade "religiosa".
Os espíritas ganharam disparado em presença, com estandes de todos os tamanhos e todos os tipos; aparentemente, os espíritos falam o tempo todo com "médiuns" de todos os tipos...
Seitas mais bizarras também marcaram presença. Uma delas prometia revelar a "a verdadeira origem da vida", e trazia inúmeros gráficos evolutivos começando com uma gotinha d'água e terminando com o ser humano.
E, claro, para minha eterna vergonha, os católicos não ficaram atrás. O estande da Loyola era em conjunto com outras editoras, uma delas de livros de magia (!!). O resultado é que havia um sujeito gordo vestido de bruxo postado na frente do estande, mexendo um caldeirão...
Na Paulinas, os grandes destaques eram a edição revisada do "Dicionário de teologia feminista" e um livro sobre "A nova moral alternativa". Preciso dizer mais?
Depois dessa, resolvi nem entrar na Vozes - um estande com paredes transparentes ocupadas com um pôster gigantesco e assustador do Leonardo Boff. Achei melhor manter distância.
postado por Alvaro Velloso 3:43 PM
Notas sobre a Bienal do LivroA comparação entre dois determinados estandes da Bienal é como uma síntese da cultura brasileira. Logo na entrada, há um estande gigantesco das "editoras universitárias", editoras da UERJ, da UnB, da UFRJ, da USP, da UNICAMP etc.; num cantinho da exposição, há um estande pequeno e modesto da Biblioteca do Exército. E eis o que há de estranho: há muito mais livros intelectualmente relevantes no estande do exército do que no das universidades. Existe um estranho fenômeno na cultura brasileira: nossos militares são mais cultos e mais instruídos do que nossos universitários; a casta guerreira é mais intelectual do que a casta intelectual.
Mas o que havia no estande das universidades? Vocês já devem imaginar. Lamento muito não ter anotado os títulos mais pitorescos, porque seria uma documentação muito útil do estado lastimável da nossa academia. Se eu ganhasse 50 centavos por cada livro sobre o "fim do capitalismo" e a "crise do capitalismo global" presentes no estande, teria saído rico da Bienal - e não eram apenas livros recentes, frutos de teses de mestrado e doutorado de gente recém-saída da academia; eram também reedições de obras das décadas de 30, 40, 70... Como a argumentação é sempre a mesma, ninguém vai notar a diferença.
Diferença é o que se nota, porém, entre a coleção de livros de política da UnB de hoje e aquela antiga, de capa amarela. Aquela clássica coleção nunca foi reeditada, mas na parte da UnB no estande havia alguns remanescentes daqueles bons tempos em que a UnB editava Nisbet, Aron, Kolakowski e Hayek, junto com a nova coleção da UnB - que inclui estudos sobre o "socialismo no Brasil", e livros de John Rawls, Anthony Giddens e demais darlings esquerdistas.
Na seção da USP, me interessei por uma obra de história da América Latina em vários volumes, mas lendo um dos capítulos do volume I encontrei uma tal quantidade de lugares-comuns da historiografia marxista que desisti. Não vale o esforço.
A editora da UFRJ mantém o hábito de lançar livros sobre funk, sobre a "periferia carioca", sobre as origens sociológicas da violência no morro, e coisas similares; a da UERJ edita estudos feministas e de negritude radical. Nada de novo ou estranho nisso.
Mas a minha grande decepção foram as editoras nordestinas, antes o último refúgio da sanidade. É causa de preocupação que até mesmo a universidade de Pernambuco esteja produzindo porcarias em profusão. Claro, essa era a única seção do estande em que havia livros de qualidade - principalmente sobre estética - mas também havia uma profusão de análises econômicas marxistas, de livros sobre reforma agrária, e similares.
Tudo isso contrastava com o estande da Biblioteca do Exército, que tinha poucos mas bons livros - obras de historiadores importantes como Paul Johnson e Sir John Keegan; obras revisionistas sobre o movimento de 1964; o fascinante estudo do embaixador Vasco Mariz sobre Villegagnon; "O Livro Negro do Comunismo" a preço módico; uma reedição do excelente "Camaradas" de William Waack; além, claro, dos estudos mais diretamente ligados ao Exército brasileiro.
***
A Cia. das Letras parece estar ficando sem títulos de esquerdismo chique para lançar (será que a Record está comprando tudo antes?), e resolveu apelar para a reciclagem. O principal título da editora paulista na Bienal era a reedição de "A Ilha", uma antiga peça de propaganda do regime cubano escrita por Fernando Morais - agora com nova capa, novos fotos e um novo prefácio!
***
A pior das grandes editoras é, sem dúvida alguma, a Record. É difícil imaginar de onde a editora tirou tantos livros comunistas e neo-esquerdistas para lançar!
A estrela da Bienal era "Contra-Ponto", livro editado por Emir Sader com os "melhores ensaios" da New Left Review em 2000. Agora que o fracasso do modelo econômico marxista é uma obviedade para quem quer que tenha mais de dois neurônios, essa revista é indicativa da única saída da esquerda: escrever ensaios incompreensíveis sobre a cultura de massas e artigos chororos sobre a exploração das multinacionais, e inventar estatísticas para prever o colapso do capitalismo global.
***
Falando nisso: como tem dinheiro a esquerda brasileira! Os caras sustentam no vermelho (hum...) uma revista que ninguém lê ("Caros Amigos") e controlam as editoras com orçamentos mais vultuosos. Assim, eles editam os livros que querem: qualquer porcaria esquerdista editada na Europa ou nos EUA sai na semana seguinte em português! E acabam de lançar uma nova publicação, no mesmo formato da "Caros Amigos", uma tradução (não sei se semanal ou quinzenal) dos artigos do "Le Monde Idioti... perdão, Diplomatique".
E depois, com os bolsos cheios, ficam reclamando da ditadura do "pensamento único" neoliberal!
***
O melhor estande da Bienal é o da melhor editora brasileira: a Martins Fontes. Eles têm excelentes coleções de clássicos, de lendas medievais, de estudos sobre artes, de filosofia, e até de romances contemporâneos.
Comprei lá uma recente tradução do excelente Luiz Jean Lauand de dois estudos de Santo Tomás - "Sobre o ensino" e "Os sete pecados capitais" - e o não tão recente romance de Javier Marías, "Todas as almas".
Lauand lançou há dois anos uma outra tradução de Santo Tomás pela MF, "Verdade e conhecimento", e em 1998 lançou uma excelente coletânea sobre "cultura e educação na Idade Média"; Javier Marías é o filho do Julián Marías, e "Todas as almas" foi seu segundo romance editado no Brasil pela MF, depois do excelente "Coração tão branco".
***
A Rocco continua editando os melhores romancistas americanos - Bellow, Updike, Vidal, Wolfe - e, com a alta do dólar, estou vencendo meu horror de traduções e aceitando as da editora. As traduções de "Ravelstein", último livro de Bellow, e "Kalki", deliciosa sátira de Vidal, estão bastante aceitáveis. A editora acaba de lançar o último Vidal, "The Golden Age", uma crítica ao intervencionismo rooseveltiano - atualmente sendo celebrado no cinema com a superprodução "Pearl Harbor".
***
A grata surpresa da feira foi a aparente ressurreição da editora Globo, com nova orientação editorial e um design mais sofisticado dos livros. Eles estão editando romancistas e poetas de pouca divulgação, como Fernando Monteiro, e acabam de reeditar "Admirável mundo novo" com prefácio de Olavo de Carvalho.
Infelizmente, nem notícia desses novos rumos da editora no site, nem sinal dos novos livros nas livrarias. Creio que isso seja porque tudo ainda está no começo - tendo a Bienal sido apenas uma prévia - e que os livros serão distribuídos e divulgados em breve. Se não for assim, a nova e promissora editora poderá seguir o caminho da Topbooks e ser arruinada por má distribuição.
***
Uma editora "dark" (cujo nome esqueci), que lança livros sobre Charles Bukowski, vampiros e jogos de computador, lançou dois livros divertidos mas inócuos de P.J. O'Rourke ("Modern Manners" e "The Bachelor Home Company"). Gostaria de que eles tivessem peito para lançar "Eat the rich", a feroz sátira de O'Rourke à esquerda. Vou esperar sentado.
postado por Alvaro Velloso 1:20 PM
Hate Mail"I’m flattered when thoughtful people enjoy my work. But I’m also flattered when morons rail at it. I can truthfully report that most of my negative mail does no great credit to those who write it: it’s typically crude, vituperative, unreasoned, full of name-calling, non sequiturs, and misspellings. Sometimes it’s obscene."
Concordo com Sobran: toda vez que recebo e-mails de semiletrados raivosos, despejando xingamentos obscenos e rótulos da moda politicamente correta ("racista", "homofóbico", "reacionário"...), tenho a nítida sensação de que estou fazendo alguma coisa de certo e de que há algo minimamente valoroso no que escrevo.
Alguns desses idiotas chegam a criar vários e-mails para si mesmos em diversos sites diferentes, com o intuito de mandar palavrões de fontes; sua raiva às vezes é tanta que chegam a mandar a mesma mensagem três, quatro vezes, e depois ainda me chamam de "covarde" porque eu não respondo. Claro que isso às vezes é chato, porque enche minha caixa de mensagens e acaba me tirando o tempo que eu deveria dedicar às mensagens inteligentes e interessantes que sempre chegam em maior número, mas não deixa de ser meio lisonjeiro enraivecer esse tipo de neandertal. Como diz Sobran:
"Any refined person would be ashamed to write such puerile stuff. I’m glad to antagonize the sort of people who do write it. It amuses me when they try to insult my intelligence: it doesn’t occur to them that I’d be truly worried if they agreed with me."
postado por Alvaro Velloso 12:02 PM
Guardião da nossa saúdeO que é que seria de nós sem o ministro José Serra, sempre pronto a velar por nossos pulmões e garantir que estejamos sempre saudáveis e sejamos cidadãos exemplares do império tucano? Ninguém incorpora o "estado terapêutico" com tanta perfeição quanto esse ministro, um fanático por normas sanitárias e por regulações que visam a nos proteger de nós mesmos.
Acompanhem os jornais: toda semana ele aparece na seção de saúde com alguma lei nova ou alguma proibição de remédios. Semana passada, ele proibiu todos os produtos com cânforas, porque ela causa alergia em algumas pessoas (!); esta semana, ele voltou a sua causa preferida - o anti-tabagismo radical - com uma determinação de que os maços de cigarro tenham "imagens dos males provocados pelo fumo" - aquelas imagens horríveis que todos conhecemos de pulmões destruídos, dentes amarelados etc. Fico me perguntando se as imagens em questão também ilustrarão a advertência dos maços de cigarro segundo a qual fumar causa impotência...
O mais curioso, para ligarmos isso aos poderes imperiais do Estado brasileiro, que comentei na quinta, é que essa medida foi editada por medida provisória - que, como todos sabem, tem os requisitos de "relevância e urgência". Já dá para ver o discurso do ministro Serra em defesa desse procedimento: se essa medida não for implementada logo, os brasileiros continuarão a morrer de câncer! Sem a iluminada intervenção do Ministério da Saúde, eles continuarão a representar riscos para sua própria integridade física! Não podemos deixar que entraves reacionários como o processo legislativo e a aprovação do Congresso fiquem no caminho do processo de limpeza e sanitarização da sociedade brasileira!
Heil, Serra!
postado por Alvaro Velloso 11:53 AM
