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A tirania nossa de cada diaEm janeiro deste ano, depois de considerar o que aconteceria no Brasil caso o Governo expedisse uma medida provisória exigindo a morte de todos os primogênitos, escrevi o seguinte:
"Não se deixem enganar: não existe Estado de Direito no Brasil, não existe ordenamento jurídico, não existe ordem legal, nada disso. Estamos todos sujeitos ao reinado imperial do presidente, dos governadores, dos prefeitos, e a classe falante, a classe intelectual, funciona apenas para legitimá-los e para instilar na população mais exigências de 'direitos' e, assim, preparar o terreno para novas expansões legislativas e novas intromissões estatais."
Quem imagina que eu estava exagerando deve dar uma olhada nos jornais de hoje: o presidente baixou ontem uma medida provisória determinando que o Código do Consumidor não poderá ser usado como base para ações judiciais contra os cortes de energia e as sobretaxas.
Chegamos a um estado em que o presidente pode, por decreto, determinar que uma legislação que estava em vigor no momento em que uma medida foi tomada não poderá aplicar-se àquela medida, mas que se aplicará uma lei editada posteriormente, feita sob medida para impedir determinadas decisões judiciais - e depois o nosso imperador vem reclamar do fascismo da oposição e da imprensa?!
Essa medida exemplifica perfeitamente a que ponto chegou o abuso das medidas provisórias: o presidente, atualmente, tem poderes praticamente absolutos; ele é a lei; ele faz e acontece.
Certo, teríamos um Congresso para votar a medida, mas o Congresso está ocupado demais votando cassações e investigando empresas privadas. Certo, teríamos uma Constituição, aquele instrumento conhecido como o "freio às ambições do Estado", mas a nossa Constituição tem tantas ambigüidades e delega tantos poderes ao Estado que ela está mais para acelerador do que para freio.
postado por Alvaro Velloso 11:55 AM
Tale of Terror: Animal-Rights Activists On Verge of 'Major Coup'"Cloaked in black ski masks, they make midnight raids into science labs, stealing rats and mice and destroying instruments. Sometimes they torch cars belonging to lab employees - payback, they say, for using the animals to test cancer drugs and soap products. Pain for pain. Sure, it's illegal, David Barbarash casually acknowledges.
"But his militant group is fighting atrocities equal to the Holocaust: 'We don't view experimentation on animals any different than we view what the Nazis did to the Jews in Germany,' said Barbarash, a spokesman for the Animal Liberation Front.
"The activist group boasts of nightly break-ins and bombings around the world, but it hasn't officially claimed the latest - and perhaps fiercest - rash of animal-rights terrorism, one threatening to topple Europe's largest independent animal-testing operation.
"The embattled Huntingdon Life Sciences, Inc. filed a lawsuit last month, blaming a handful of animal-rights groups for attacks at British plants, including firebombing nearly a dozen cars belonging to employees, throwing a caustic substance into a senior manager's eyes and seriously beating the company's managing director.
"Physical intimidation is only part of Huntingdon's problems. With activists threatening boycotts and running Web sites devoted to exposing the company's stakeholders, the company all but collapsed. Fearing a backlash, financial groups such as Merrill Lynch and Citibank avoided dealing with the leprous Huntingdon. Now, even with a recent $10 million loan, the medical-research giant might go bankrupt. If that happens, it would be the most significant victory of the animal-rights movement."
Existe algum movimento mais repugnante do que esse representado por esses terroristas, com seu desprezo pela vida humana e pelos direitos de propriedade e seu zelo fanático em defender a todo custo uma causa absurda? Thomas Szasz no seu excelente "The Therapeutic State", lembra que o amor aos "direitos" dos animais sempre vem acompanhado de um desprezo pelos direitos humanos e, principalmente, pela vida de pessoas consideradas "imperfeitas" - e os mais famosos exemplos disso são o regime nazista e a obra "filosófica" de Peter Singer.
"'The life of an ant and the life of my child should be accorded equal respect,' Michael Fox, vice president of The Humane Society, once told The Associated Press."
Como respeitar um movimento que tem opiniões desse tipo?!
postado por Alvaro Velloso 11:44 AM
The tide is turning against the UNEsse artigo me parece um exemplo do crescente sentimento americano contra a ONU, que, numa administração republicana, pode até ter mais conseqüências do que meros artigos de jornalistas conservadores. Diz Tom DeWeese:
"The United Nations was a dream, but as its Human Rights Commission comes under control of the world's worst offenders of human rights, and as its Narcotics Control Board is manned by the likes of Iran, one of the worst drug-pushing nations on earth, the UN has become the full blown nightmare for freedom-loving individuals and sovereign nations. The UN has become the theater of the absurd that even its most devoted supporters can no longer ignore.
"There is one solution to bringing peace and sanity back to a world community of responsible and accountable sovereign nations. The United States must leave this cesspool of corruption. When that occurs, it will be the final chapter of an idea gone terribly wrong and the effort to impose a world government that would suppress liberty and plunge us into a new Dark Age of serfdom and ignorance."
Eu só discordo de que a ONU fosse um belo sonho: ela era - e ainda é - uma idéia extremamente infeliz de impor a paz perpétua através de uma estratégia de terra arrasada, de destruição das autonomias das nações e de sua submissão a um poder central que se julga detentor da iluminação suprema.
O zelo com que os defensores do governo mundial se empenham para impor sua versão de "democracia" ao mundo inteiro é característico dos fanáticos mais insanos, mais convencidos da própria bondade e da própria sabedoria e da estupidez e da maldade alheias. É esse tipo de governo de fanáticos que a ONU tem promovido, e a crescente oposição americana a ela é uma boa notícia para amantes da liberdade.
postado por Alvaro Velloso 11:25 AM
Politician convicted for Italian flag insult"A politician who has been pushing for a key role in Silvio Berlusconi's government has been convicted of referring to the Italian flag as toilet paper.
"A judge in Como, northern Italy, gave Umberto Bossi a suspended prison sentence of one year and four months for insulting the flag."
Pode haver lei mais ridícula? Bossi iria para a cadeia por "insultar" a bandeira italiana, a bandeira que representa o atrelamento do próspero norte ao decadente sul, exatamente o atrelamento parasitário contra o qual Bossi luta, com toda justiça.
postado por Alvaro Velloso 11:19 AM
U.S. Criticizes Red Cross on Israeli SettlementsRené Kosirnik, chefe da delegação da Cruz Vermelha Internacional em Israel e na Palestina, disse numa entrevista coletiva que os estabelecimentos forçados de famílias israelenses em territórios palestinos viola a legislação internacional:
"'The transfer, the installation of population of the occupying power into the occupied territories is considered as an illegal move and qualified as a grave breach. It's a grave breach, formally speaking, but grave breaches are equal in principle to war crimes,' Kosirnik said. The settlements violate the Geneva Conventions, which the ICRC has a mandate to uphold, but the United States does not say that they are illegal, only that they are provocative."
Kosirnik tem toda razão, mas, com o apoio americano, Israel é o garoto mimado do mundo, o único país que pode impunemente abusar da lei internacional e violar qualquer tratado de direitos humanos.
postado por Alvaro Velloso 11:16 AM
Cultura, religião e emburrecimento"Dumbing-down was a 20th-century fashion, and in its most public casualties, the Latin Mass and the arts, it has caused serious, maybe lasting damage to the very institutions it aimed to reinforce. I hope that our new century will bring fresh acknowledgment that intellectual rigour is desirable in itself." (Freddie Stockdale)
A alta cultura e a religião têm em comum o fato de não poderem rebaixar-se ao nível de quem deseja tê-las: é preciso que o sujeito ascenda a elas, é preciso que ele esteja preparado intelectual e espiritualmente. É claro que as exigências de cada uma delas são diferentes, mas, em ambos os casos, rebaixá-las para atender aos que as buscam, e não o contrário, é atacá-las em suas essências, e é impossível que o resultado não seja desastroso.
postado por Alvaro Velloso 10:10 PM
The Only Time I Saw Him CryChamem-me de sentimental, mas eu adoro artigos do tipo desse de James Glaser sobre sua partida para a guerra do Vietnã, a única vez em que ele viu seu pai - um ex-combatente na Segunda Guerra e na Coréia - chorar e lamentar não lhe ter dito nada sobre o horror da guerra.
O que me espanta, na verdade, é que não haja mais textos desse tipo, é que não haja mais descrições verdadeiras do que é a guerra, fora do embelezamento pueril de Hollywood e de toda uma gigantesca cultura de massas militarista. A única coisa que havia de realmente bom nos protestos dos anos 60 - o sentimento de que a guerra devia ser evitada a todo custo, de que a paz e o entendimento entre as nações deveriam ser preferidas aos bombardeios - já praticamente desapareceu da cultura política, e a atuação de Bill Clinton como presidente nos EUA foi um emblema disso.
Lá estava um filho dos anos 60, um ex-participante de passeatas contra o militarismo americano, um sujeito que fugiu do alistamento militar - e ele comandou um bombardeio atrás do outro, iniciou uma guerra atrás da outra.
Mesmo os instrumentos que se dizem "garantidores da paz", como a formação da ONU e os tratados internacionais, são mais institucionalizações da guerra do que qualquer outra coisa e, com suas tendências totalitárias e controladoras, logo darão origem a novas guerras, como tentei explicar no artigo de algumas semanas atrás.
Enquanto isso, até nós, brasileiros, pacifistas por natureza, somos ensinados a adorar facínoras como Roosevelt e Churchill e, apesar de nosso anti-americanismo, ainda somos favoráveis aos bombardeios "humanitários" nos Bálcãs e às intervenções militares "em prol da democracia" na África.
Dizem que o ser humano se adapta a qualquer coisa, e talvez isso seja verdade. Com que rapidez nos acostumamos aos bombardeios aéreos de populações civis e à bomba atômica, certamente as duas novidades mais monstruosas do século XX, que horrorizariam Julio César, Gengis Khan e Átila, o Huno, mas que hoje são moeda corrente no noticiário diário. William Buckley, que, com sua National Review, tomou de assalto o movimento conservador americano e o transformou num movimento de apoio ao imperialismo, em substituição ao saudável isolacionismo da Old Right, chegou a escrever que a bomba atômica era um "live-saving device"!
Pois é: ao contrário do que insistem as prostitutas da Nova Ordem Mundial, estes são tempos de aumento da matança e de seu aperfeiçoamento técnico, não de de aumento da paz e da liberdade. O jingoísmo e o militarismo infantil promovidos por Hollywood e pela mídia são bons exemplos disso, mas o melhor exemplo é o bombardeio à Sérvia por aqueles que se autoproclamam promotores da paz, da liberdade e da democracia.
postado por Alvaro Velloso 10:01 PM
Death by therapyNo dia 07 de abril escrevi um breve comentário da morte de uma menina de 10 anos num bizarro processo terapêutico desenvolvido por alguma seita New Age e aplicado na menina com o consentimento - ou melhor - o consenso entusiástico da mãe adotiva.
A partir de uma matéria do Telegraph que dizia que o vídeo do procedimento (em que se simularia o "renascimento" da menina, para que ela se esquecesse de sua mãe natural e se adaptasse à mãe adotiva) tinha levado o juri e até o juiz às lágrimas, comentei:
"Vale a pena ler a terrível descrição do assassinato de uma menina de 10 anos por dois terapeutas de "renascimento". Essa é uma técnica usada para curar crianças consideradas hiper-ativas, uma das centenas de técnicas 'alternativas' inventadas pelas seitas New Age americanas. Vale a pena ler para nos lembrarmos das palavras do grande Richard Weaver: idéias têm conseqüências.
"Ao longo das últimas décadas, todo tipo de idéia insana e absurda se desenvolveu sob o rótulo de 'espiritualidade', e sob o pretexto de nos libertar da opressão da 'ciência ocidental'. Este caso é um exemplo das conseqüências disso."
A sessão que matou a menina foi bastante brutal, e sua transcrição parcial está disponível no site do Rocky Mountain News, jornal que cobriu o caso de perto. Na sessão, o "terapeuta" cobriu a menina com um cobertor de flanela, oito almofadas, e, junto com três assistentes, sentou-se em cima dela, apertando-a para simular as contrações do parto. A mãe adotiva ficou tão orgulhosa da terapia que filmou todo o procedimento - donde a transcrição e as lágrimas do juri e do juiz, que assistiram ao filme na íntegra, vendo cenas como a seguinte, ocorrida onze minutos depois do início da sessão:
"11:40 -- [a menina:] Quit pushing on me. Please. (Moaning) Quit squishing my legs. I'm gonna die now. (Screams)
"Ponder [uma dos terapeutas]: Do you want to die?
[resposta:] "No, but I'm about to."
O "médico" Connel Watkins e sua principal assistente (Julie Ponder) foram condenados por todas as acusações, sendo a principal delas a de abuso de criança qualificado por morte, cuja pena é entre 16 e 48 anos de prisão.
O caso praticamente não obteve cobertura da imprensa, mas foi objeto da matéria de capa da Weekly Standard desta semana, num excelente artigo de Christopher Caldwell. (Parêntese sobre a Weekly Standard: embora o editor da revista - William Kristol - seja praticamente um sociopata, e as inúmeras matérias em defesa dos bombardeios americanos em todos os lugares do mundo e em defesa do direito do Estado de Israel de exterminar todos os palestinos são repugnantes, mas há três excelentes escritores na revista: Andrew Ferguson, Caldwell e David Brooks; os três falham às vezes, mas estão entre os jornalistas conservadores mais brilhantes, e fazem valer a visita semanal ao site.)
Caldwell ressalta muito bem dois aspectos do caso - a mentalidade sádica, típica tanto do totalitarismo do século XX quanto das inúmeras seitas que proliferaram nesse século, e o paternalismo estatal que fez que a menina fosse tirada de seus pais naturais, por idiossincrasias das assistentes sociais envolvidas (e cujos motivos são considerados - e isto é o fim da picada - segredos de Estado), e acabasse nas mãos de sua perversa mãe adotiva:
"Watkins's treatments have less in common with medicine and therapy than they do with cult rituals. In this respect, Candace Newmaker was like the children carried off to Jonestown. But cults aren't the only parallel. There is sadism involved. One has the sense that both Watkins and Ponder were actually getting a perverted thrill out of their treatment of Candace Newmaker, and to procure that thrill they had first to dehumanize their 'patient.' Anyone who has read the literature of twentieth-century totalitarianism will find political parallels.
"Candace Newmaker was killed by something that goes much deeper than medical malpractice or rough trade or ideology—by a mentality. Anyone can see the monstrous metaphysical arrogance in Watkins's treatment. If Watkins took seriously the idea that she was going to give 'birth' to Candace—and there is every indication that she did—she had no sense that what she was squashing beneath those pillows was already a human being.
(...)
"We can also blame the it-takes-a-village zeal with which North Carolina's authorities, acting in the name of the public, examine family dynamics, declare parents unsuitable, and separate children from their parents forever. North Carolina's practice in this regard is chilling in a way that goes beyond merely raiding poor families for upper-middle-class adoption prospects. It is Orwellian, and wholly unaccountable. Candace's early home life may have been dysfunctional enough to imperil her. But we can't know, because the never-look-back Lincoln County child welfare authorities who ordered her removed will neither speak to the press about the criteria they used to do so, nor unseal any of their records.
"No one outside of North Carolina's family-welfare bureaucracy knows where Candace's siblings Michael and Chelsea are now. Certainly not their mother, Angela Elmore, for under the state's laws, once a child is removed from a home, all parental rights cease. And the state will go to any lengths to make sure they're never reasserted. Candace's very birth was rendered a nullity, through a bit of Zhdanovite airbrushing of the records: Upon Jeane Newmaker's adoption of Candace, the state of North Carolina issued a new—and fraudulent—birth certificate, listing the girl's birthplace as Durham and her name as Newmaker. Her original certificate, which records her birth in Lincolnton on November 19, 1989, and her name as Elmore, has been removed from the records. North Carolina's social workers rebirthed Candace before Connell Watkins did."
postado por Alvaro Velloso 4:49 PM
Para que servem as pesquisas na internetTodo site tem uma, e agora há até sites dedicados inteiramente a elas: aquelas perguntas bobas com uma lista de respostas cretinas.
Como diz William Monahan:
"Polls exist so that people in power, or who want power, can see how ignorant you are, and what, therefore, they can get away with. Excite–and this is not unusual in "media"–is doing the government’s job for free."
É realmente impressionante a estupidez das respostas encontradas nessas pesquisas. Recentemente, um site perguntava qual era a melhor solução para o problema energético; a resposta amplamenten majoritária foi "educar a população" - isto é, exigir que o governo faça uma lavagem cerebral geral para que as pessoas não "desperdicem" os recursos naturais que existem para que elas os usem! E assim, como que por mágica, teríamos mais energia à disposição, sem precisarmos produzi-la. Acho que é justamente essa "educação da população", promovida pelo Estado, que está criando essa multidão de porquinhos-da-índia que votam nas opções mais absurdas dessas pesquisas internáuticas.
postado por Alvaro Velloso 4:22 PM
Ten Great Economic MythsAinda a respeito da economia da União Européia e também da nossa Lei de Responsabilidade Fiscal (defendida à esquerda num bom artigo no Globo de hoje pelo quase sempre sensato prof. Luís Roberto Barroso), vale lembrar alguns trechos desse artigo de Murray Rothbard, um de seus melhores textos "populares", originalmente publicado na "Free Market". Os textos da Free Market foram depois reunidos no livro "Making economic sense", disponível integralmente em PDF ou, dividido em capítulos, em formato internet padrão.
Todos os dez mitos discutidos nesse artigo ainda são muito populares, e a refutação deles por Rothbard é extremamente relevante, mas especialmente pertinente é o terceiro mito. Depois de discutir, nos dois primeiros mitos, por que deficits nem sempre causam inflação, mas são sempre prejudiciais à economia, ele passa a explicar por que aumentos de impostos são uma cura para os deficits:
"Those people who are properly worried about the deficit unfortunately offer an unacceptable solution: increasing taxes. Curing deficits by raising taxes is equivalent to curing someone's bronchitis by shooting him. The 'cure' is far worse than the disease.
"One reason, as many critics have pointed out, raising taxes simply gives the government more money, and so the politicians and bureaucrats are likely to react by raising expenditures still further. Parkinson said it all in his famous 'Law': 'Expenditures rise to meet income.' If the government is willing to have, say, a 20% deficit, it will handle high revenues by raising spending still more to maintain the same proportion of deficit.
"But even apart from this shrewd judgment in political psychology, why should anyone believe that a tax is better than a higher price? It is true that inflation is a form of taxation, in which the government and other early receivers of new money are able to expropriate the members of the public whose income rises later in the process of inflation. But, at least with inflation, people are still reaping some of the benefits of exchange. If bread rises to $10 a loaf, this is unfortunate, but at least you can still eat the bread. But if taxes go up, your money is expropriated for the benefit of politicians and bureaucrats, and you are left with no service or benefit. The only result is that the producers' money is confiscated for the benefit of a bureaucracy that adds insult to injury by using part of that confiscated money to push the public around.
"No, the only sound cure for deficits is a simple but virtually unmentioned one: cut the federal budget. How and where? Anywhere and everywhere."
postado por Alvaro Velloso 11:56 AM
Berlusconi Tax Plan Worries BrusselsComo os burocratas de Bruxelas e suas prostit... perdão, seus economistas só conhecem uma maneira de manter o equilíbrio orçamentário (aumentos de impostos), eles estão assustados com o plano de Berlusconi de cortes massivos de impostos e redução do papel do Estado na economia.
"While many politicians in Europe are troubled by the anti-immigrant views of Mr. Berlusconi's rightist partner, the Northern League, led by Umberto Bossi, economists say they are far more worried about his economic program.
"'This could quickly turn into a major crisis for the stability of the euro,' a senior EU official said.
Breaking from the pack was considered a serious transgression: If one country generated high inflation, the logic went, it could result in interest and exchange rates that would harm other euro countries that had stuck with more austere policies. So, to keep everyone in line, the countries set up a system of fines running as high as 1 percent of gross domestic product.
"Under his domestic program - which Mr. Berlusconi admits was inspired by Ronald Reagan's program - Italy would embark on a supply-side revolution that would slash income and business taxes by $30 billion while reducing the government's role in the economy."
Acontece que nada indica que o plano de Berlusconi causará inflação ou desequilíbrio orçamentário, assim como o plano de Charles McCreevy na Irlanda não causou, e como o modelo inspirador de Berlusconi não causou. E, ao que parece, ele não está disposto a abaixar a cabeça para Bruxelas:
"But Mr. Berlusconi himself says the time has come for the EU to reverse its drive toward harmonization.
"'Each country should be allowed to run its economy in its own way,' Mr. Berlusconi said during the campaign. 'I think that competition ought to exist between different budgetary systems of the various EU countries, above all at the level of taxes.'"
postado por Alvaro Velloso 11:37 AM
Entrevista com Umberto Bossi"Q: You have been compared by members of some European Union governments to Austria's Jorg Haider. Why?
"A: The people who are scared of me in the EU are leftists who want to build a European superstate and rob us of our national sovereignty. They want a Soviet Union of Europe. They want a lot of immigration because the immigrants vote more for the Left than the Right."
Ele tem toda razão, e poderia acrescentar que isso acontece porque a esquerda está mais disposta a sustentar privilégios para imigrantes através do welfare state - i.e., à custa do resto da população.
postado por Alvaro Velloso 11:28 AM
U.N. panel now aims to banish groups"The U.N. oversight committee that booted the United States from the U.N. Human Rights Commission is trying to ban several private human rights advocacy groups from participation in the United Nations.
"Those targeted include Freedom House, the Baptist World Alliance, the Simon Wiesenthal Center and the Family Research Council. (...)
"The effort is being orchestrated in a 19-nation subcommittee of the 54-nation U.N. Economic and Social Council (Ecosoc), which has become increasingly polarized between democratic nations and others such as Sudan, Sierra Leone, China and Cuba. The subcommittee is responsible for accrediting nongovernmental organizations (NGOs) and renewing accreditation every four years. Accreditation is needed for NGOs to participate in U.N. discussions."
Os grupos que estão sendo excluídos da ONU por esses paradigmas dos direitos humanos (putz, que conjunto: Cuba, Sudão, China, Serra Leoa!) são os que criticam a atuação do governo russo em relação aos chechenos, os que criticam os abusos estatais nesses países membros do subcomitê, os que se opõem ao aborto e ao planejamento familiar imposto pelo Estado (ou pela própria ONU).
Independentemente do fato de esses grupos, em geral, terem razão em suas críticas, estou adorando essa onda de anti-americanismo na ONU. Continuem assim, e logo a ONU perderá seu principal patrocinador e correrá o sério risco de morrer de inanição - o que seria ótimo para o mundo inteiro.
postado por Alvaro Velloso 11:26 AM
How philosophical errors impede freedomEsse é um interessantíssimo ensaio de Michael Levin (em PDF) publicado na edição do primeiro semestre de 1998 do Journal of Libertarian Studies. Levin analisa dois erros filosóficos básicos da esquerda, e mostra como eles contribuem para a deterioração da liberdade e para o avanço das causas esquerdistas.
O primeiro é a "reificação":
"This is the belief that the word 'society' names an entity with its own causal powers, and that people are the way they are because 'society' makes them so."
Essa crença dá origem a explicações absurdas como a de que jovens nas favelas entram no crime por "pressões dos seus semelhantes" ("peer pressure", quase um mantra nos estudos americanos sobre crime), mas, diz Levin, o que é "pressão dos semelhantes" senão outros jovens na favela cometendo crimes? Ficamos, então, com uma explicação que nada mais é do que a descrição do fenômeno que ela está tentando explicar: jovens nas favelas cometem crimes porque jovens nas favelas cometem crimes!
Recentemente dei outros exemplos de "reificação", quando citei as explicações dadas por Rubem César e, depois, por uma leitora do Globo para um crime em Santa Teresa: ele disse que a culpa era das armas de fogo (apesar de o crime ter sido cometido com uma faca), ela disse que a explicação dele era absurda, que o grande culpado eram as drogas. Em ambas as explicações, poderes causais eram atribuídos a entidades inanimadas, que não podem agir por si mesmas.
"Reification relieves the guilty individuals of responsibility. Don't blame bad, unproductive, reckless behaviour on the tiny cog, but on the big social machine of which it is a helpless part. But the flip side of absolution for vice is disrespect for virtue. Tiny little cogs can hardly be autonomous, or have rights to freedom. What individuals think of as their own decisions are forced on them. Thus, the only way to improve society is by tinkering with the big machine en gross, sweeping individuals along in the process. Such systematic intervention, of a sort only government can undertake, seems to conflict with individual liberty, but, hey, individuals are not really free anyway. They are slaves to their social role, so in forcing them to act in new ways, giving them new virtues, the state does nothing worse than 'society' has already done to them."
Assim, como a culpa dos atos dos indivíduos é atribuída não aos indivíduos, mas às grandes estruturas sociais, problemas como o crime só podem ser resolvidos com grandes transformações sociais, com programas de reengenharia social que darão novos "papéis sociais" aos indivíduos, libertando-os da tirania do meio social através da tirania do Estado. O que significa a insistência de resolver as "grandes causas do crime", em vez de aumentar o policiamento para prevenir crimes específicos, senão essa mentalidade estatizante em ação?
Levin passa, então, ao outro equívoco, que ele chama de "falácia do leite desnatado", nome que ele tira do trecho de uma peça de Gilbert and Sullivan ("things are seldom what they seem, Skim milk masquerades as cream"):
"I refer to the notion that things never are what they seem, or, to put it more abstractly, that science always explains away appearances in terms of their opposites."
Segundo ele, essa crença surgiu depois que grandes descobertas da física que contradizem diretamente a observação ordinária, como a revolução copernicana, a teoria da relatividade e a teoria quântica, foram generalizadas e transformadas em paradigmas de toda teoria científica, produzindo a crença de que um estudo aprofundado de algum fenômeno demonstrará que ele é o contrário do que parece ser.
"I have no quarrel with the discoveries themselves. But they cannot be taken as typical of science, since they all concern phenomena on non-human scales. It is no wonder that common sense does not register quantum or relativistic effects; they happen too fast, on too great or too small a stage, or at velocities not reached in normal experience."
E o que isso tem a ver com o esquerdismo? Levin diz que essa é a razão pela qual tantas pessoas acreditam em "such insane nonsense" como:
"- Punishment does not deter.
- Marriage is a form of prostitution.
- Males are inately like females.
- Homosexuals are just like heterosexuals. (...)
- Capitalism impoverishes.
- Individuals freely contracting to exchange goods are being coerced, but buying the only make of shoe from the Soviet State Department Store is freedom. (...)
- Any student can perform at gifted levels if his teacher believes he can. (...)
- Taxation is a good way to erase public deficits."Certamente todos compartilhamos o espanto de Levin em que alguém possa acreditar nesse tipo de cretinice que contradiz diretamente o óbvio. [Para os parágrafos seguintes, lembro que "liberals" em inglês não se refere aos liberais, mas aos esquerdistas, e que "senso comum", por influência de Gramsci, acabou adquirindo o sentido de "opinião pública" no Brasil, e que "common sense" em inglês se refere ao sentido original da expressão, i.e., o próprio senso de realidade que se origina da coordenação dos sentidos; "bom senso" é uma tradução aproximada.]
"Why, we constantly ask at conferences and in private conversations, would anyone believe such demented idiocy? Liberals are anti-experts: they can be depended on to be wrong. What they say is a trusty guide to what isn't true. Again, why?
"Of course there are many specific causes - envy, guilt, identification with the underdog, the prospect of running the state's coercive machinery - but something must prepare the mind to accept what contradicts experience and common sense. This is where skim milking enters. I suggest that these things are believed because they contradict observation and common sense."
Isso porque o que une todas as crenças esquerdistas é o fato de elas serem absurdas e contradizerem diretamente a lógica e a observação comum. Chega-se a essas crenças através da experiência, mas a partir do pressuposto de que a experiência sempre engana. A própria pseudodistinção gramsciana entre senso comum e bom senso, que reduz o senso comum a uma crença coletiva, ajuda a disseminar na esquerda a idéia de que ser científico é contradizer o senso comum - nos dois sentidos. O senso de realidade e de reconhecimento do óbvio é confundido com simples preconceitos populares.
"Imagine that you fancy yourself a deep thinker. You want to distinguish yourself from the hoi polloi by knowing things they don't. Being scientific is also desirable, and you've picked up the impression that the aim of science is to overthrow popular prejudices. You may well then reason about human behaviour like this [isto é, chegando às conclusões absurdas citadas acima]:
"- The sexes seem to differ, so they must be the same.
- Men and women seem to bond from profound emotions, so their association is commercial.(...)
- The thought of sex with another man repels heterosexual males, so they must be just like the heterossexual. (...)
- Capitalism has led to prosperity wherever it has been tried, so it must be bad.
- Socialism never works, so it must be good.
- Nobody forces market interactants to do anything, so they aren't free.
- Under socialism you are not allowed to do what you want, so you are free.
- Everyone fears death, pain and loss of property, so threats of death, pain or confiscation do not affect behaviour. (...)
- Some people can't grasp simple ideas no matter how hard we explain them; therefore, their failure is a response to our expectations.
- People become demoralized when what is theirs is taken from them, so raising taxes makes them work harder.
- Spending more than you earn is always disastrous, so governments can get away with it."Realmente, é preciso uma imensa disposição para contrariar a lógica e a experiência comum para raciocinar dessa maneira - e quem vai negar que é exatamente assim que esquerdistas "raciocinam"? E isso não é de hoje.
"All forms of socialism come down to the belief, in Orwell's phrase, that freedom is slavery. Beneath the skin of burgeouis rights to non-interference lurks the skull of bondage. Recall that Marx impressed generations by calling his socialism 'scientific'. Earlier brands had been touted as morally superior to the market, but moral superiority is hard to prove empirically; here was socialism deduced from 'laws' of history (that also has a nice ring). What conception encouraged the revolutionary Marx? Then, as now, the paradigm of a scientific breakthrough was the Copernican, where appearence was denied. Consequently, 'scientific' economic theory should also be one which denies appearence. Well, the one thing obvious about trade, employment and other commercial transactions is that they are voluntary. Thus, a 'scientific' theory should assert that they are not voluntary - that, for instance, employment is 'wage slavery'. (...) On the other hand, progressive taxation, on its face coercive, enhances freedom by reining in plutocrats. So too does a minimum wage law, despite its seeming to lop off a range of bargains. A novel invention or service so desirable that everyone wants to exchange goods for it is a monopoly which forces itself on helpless consumers [v. Microsoft]. Prices set by the government, which to the uninitiated seem most coercive, liberate consumers from these monopolistic schemes."
Esse padrão marxista de dizer que a servidão é liberdade e a liberdade é escravidão continuou na New Left, continua nos guevarinhas que infestam as universidades (alunos e professores), continua em todas as manifestações intelectualóides da esquerda, que não deixa nada abalar sua crença na própria superioridade intelectual e moral.
O ensaio de Levin continua com uma análise do mercado a partir da sociobiologia, que me parece insustentável. A relação entre a riqueza e a prosperidade produzidas pelo capitalismo e a seleção natural é meramente analógica, e não há nenhuma justificativa para encontrar uma relação causal entre elas. Da mesma maneira, há tantos pressupostos nunca demonstrados na sociobiologia, que é difícil tomá-la como ponto de partida para o que quer que seja; ademais, Levin promete demonstrar que sociobiologia não é apenas mais um reducionismo, mas não o faz. Acho difícil que o faça, porque me parece impossível que a redução de todas as causas comportamentais e culturais às causas genéticas não seja reducionismo.
postado por Alvaro Velloso 12:57 PM
