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Nota aos estatólatras
Os opositores das privatizações deveriam considerar o seguinte problema por um instante: pensem como será quase impossível obter reparações e indenizações do Estado pelos danos causados por sua política energética imbecil; agora pensem como seria muito mais fácil fazê-lo se as responsáveis pela política energética fossem empresas privadas.Como nós consideramos o Estado a imaculada conceição e lhe damos muito mais poderes do que aos particulares, ele pode cometer, sem nenhuma conseqüência, atos que, se cometidos por particulares, seriam considerados criminosos. Por isso agora pagaremos a conta por décadas de estupidez estatal, e dificilmente as ações judiciais pedindo indenização serão bem-sucedidas. E, quando forem, simplesmente não serão pagas, como o Estado sempre faz.
Essa petulância estatal, aliás, foi o assunto do (como sempre) brilhante artigo de Lew Rockwell desta semana:
"Even more glaring is the contrast between how the state treats the criminal actions of its own employees as compared with the same crime committed against the state.
"Kidnapping is illegal but the draft is said to be necessary for national interests. Petty theft is illegal but the government can take 40 percent of our income and call it civilization. To refuse to serve a customer is considered a violation of civil rights, but the state can impose trade embargoes against whole countries and label it proactive foreign policy."
Com nítida inspiração em Bastiat, Rockwell concluiu:
"(...) we are accustomed to applying one set of standards to the government - because we buy into the lie that it is the immaculate conception - and another to private individuals. This is the first and greatest error of all political analysis."
postado por Alvaro Velloso 11:45 AM
Palpiteiro levianoUm tal de Juan Arias, cometando seu livro "Jesus, esse grande desconhecido" (que tem a grande honra de ter seu prefácio escrito por Paulo Coelho), no Globo de hoje:
"Há um século a Igreja estava convencida de que os Evangelhos espelhavam a biografia de Jesus. Hoje ela reconhece que eles têm valor literário."
Está implícito na segunda frase, não sei se por incompetência da repórter ou por temor do sr. Arias, um "apenas". Esse cretino estaria então afirmando que a Igreja, depois de vinte séculos de basear sua vida espiritual, seus ensinamentos e dogmas nos Evangelhos, passou a reconhecer que eles são meramente literários, e que, portanto, toda a religião nada mais é que um passatempo estético sem nenhum fundo verdadeiro.
Não vou discutir a veracidade dos Evangelhos, que é questão demasiado entediante e óbvia, nem lembrar que idiotas como Arias substituem os relatos claros, vivos e, em alguns casos, contemporâneos aos acontecimentos relatados, do Evangelho por suposições e hipóteses que partem de nunca demonstrados pressupostos materialistas, sem nunca exibir provas ou evidências para sustentar seu revisionismo.
Quero apenas notar o tamanho da leviandade da afirmação do escritor: se ela fosse verdadeira, ela significaria que a Igreja reconheceu que toda sua existência é uma gigantesca palhaçada. Um sujeito capaz de dizer uma mentira desse tamanho sem perceber suas conseqüências não está qualificado nem a opinar sobre o jogo de futebol de ontem, muito menos sobre a vida do Cristo.
postado por Alvaro Velloso 11:30 AM
EurofileDuas informações curiosas na coluna desta semana de Ambrose Evans-Pritchard.
A primeira é uma nova tentativa da União Européia de aumentar sua influência na política local dos países-membros, finaciando partidos políticos nesses países, desde que sigam as determinações da UE:
"The European Parliament approved funding for political parties as a 'factor for integration within the EU and to contribute to forming a European awareness.' [notem a newspeak burocrática: "submissão" vira "integração"!]
"The £5 million subsidy will be restricted to parties with members in five EU states. The money can be used only for EU activities, and may not be channelled back for national campaigns. The parties will be stripped of the funds if they 'act in a fashion' that conflicts with the EU's Charter of Fundamental Rights. A panel of Euro-MPs will act as judge and jury on this question.
"Critics complain that it will have the power to disqualify Euro-sceptic or Right-wing parties if they exhibit 'xenophobic' tendencies or step out of line."
Não só desqualificará os partidos de direita, como fortalecerá formidavelmente os partidos de esquerda, que não apenas terão mais dinheiro, como poderão se apresentar como mais legítimos, porque mais diretamente ligados ao poder central europeu.
A outra observação é uma crítica injusta à UE:
"The Institute for International Strategic Studies excoriated the EU's foreign policy this week, saying it amounted to little more than 'protest diplomacy' driven by the urge to irritate the United States. The list of examples included meddling in North Korea, the Middle East and Iraq, in each case under-cutting American policy without offering any plausible alternative."
Seja ou não dirigida por um desejo de irritar os EUA, a oposição da UE às posições americanas no Iraque e na Coréia do Norte (sanções e bombardeios) e no Oriente Médio (apoio incondicional a Israel, acompanhado de críticas vazias e sem efeitos à "violência dos dois lados") é justíssima e corretíssima. Nenhuma pessoa decente por defender a "posição americana" a respeito dessas regiões.
postado por Alvaro Velloso 11:17 AM
Coffee may be source for new heart drugsMais benefícios do café:
"COFFEE may one day provide an unlikely source of new drugs for heart disorders, insomnia and hyperactivity, researchers said yesterday. Studies have shown that the stimulating effects of caffeine are offset by other chemicals in coffee called chlorogenic acids. By isolating these substances it may be possible to create treatments for tachycardia, or abnormally fast heart rate, angina, epilepsy, hyperactivity and sleep problems.
"Chlorogenic acids are among 500 known chemicals in coffee and act as antioxidants, mopping up free radical molecules which contribute to heart disease. Some also appear to influence adenosine, a chemical that helps determine the rate at which nerves 'fire' messages.
"Dr Peter Martin, professor of psychology and pharmacology at Vanderbilt University in Nashville, said: 'We will be synthesising these compounds in coffee and chemically modifying them with the aim of accentuating certain actions. Some of these chlorogenic acids appear to counteract the action of caffeine, and may be helpful in fighting diseases which feature low adenosine. Add their antioxidant effect, and you can immediately see the potential. This is very novel and exciting.'"
postado por Alvaro Velloso 11:08 AM
Aborto e eugenia"A controversial study linking a reduction in crime during the 1990s with legalized abortion two decades earlier has been published in one of the nation's foremost scholarly journals.
"The study, entitled The Impact of Legalized Abortion on Crime, was published in the May 7 edition of the Quarterly Journal of Economics, which is edited by the Economics Department of Harvard University and calls itself 'the oldest professional journal of economics in the English language.'"
Ao contrário de meus colegas reacionários, eu adorei a publicação desse estudo [aqui na íntegra], especialmente pelo departamento de economia mais esquerdoso dos EUA. Vejam só uma das principais alegações de seus autores:
"The study also suggests that abortion particularly among young black women results in a significant decrease in crime.
"'Fertility declines for black women are three times greater than for whites,' stated the study. 'Given that homicide rates of black youths are roughly nine times higher than those of white youths, racial differences in the fertility effects of abortion are likely to translate into greater homicide reductions.'"
Por isso gostei dessa publicação: não porque o estudo tenha qualquer interesse intelectual, ou informe qualquer coisa que preste. Achar isso seria besteira, porque ele nada mais é do que uma coleção de estatísticas sem nenhuma demonstração de relação causal entre elas (o fato de que começou a chover ontem de manhã quando eu saí de casa não demonstra que fui eu que provoquei a chuva), e porque mesmo que essa relação fosse demonstrada restaria discutir se essa argumentação utilitária em favor do aborto tem algum valor; afinal, esterilizar toda a população também reduziria o crime - os autores estariam dispostos a advogar essa esterilização?
Gostei do estudo porque ele revela que bando de racistas, neonazistas, eugenistas esses "adoráveis" defensores do aborto realmente são. Dêem uma olhada de novo naquele argumento ali em cima. O que é que os caras estão dizendo senão que é uma maravilha matarmos todos aqueles crioulos ainda no útero, para não termos de matá-los depois e para impedir que eles estuprem nossas filhas, nós, cidadãos respeitáveis, brancos, professores universitários?
Esse, então, é o mais novo argumento que a esquerda americana arrumou para a matança generalizada de bebês. Incrível.
Incrível porque esses cretinos dedicaram suas vidas a minar todos os valores culturais cristãos, a atacar a distinção entre virtude e pecado, a minar a idéia de responsabilidade pessoal, a demolir o respeito pelos direitos de propriedade, a liberar todas as inibições sexuais, a desenvolver nos negros uma cultura de gueto que os afastava do restante da sociedade; e, quando surgem os fruto natural de suas pregações - o aumento dos estupros, dos roubos, da cultura da irresponsabilidade, do racismo - eles ainda têm a cara de pau de oferecer como solução para todos esses problemas o assassinato dos bebês ainda no útero, antes que eles cometam todos esses crimes que a esquerda se dedicou a promover.
É preciso dizer o seguinte: essa gente não vale o que come. Essa gente é o que existe de mais desprezível, de mais patético, de mais ridículo no mundo.
postado por Alvaro Velloso 11:35 AM
Frescuras politicamente corretasEstão sendo reprisados na TV episódios do "Saturday Night Live" da década de 80, quando os integrantes do programa eram Billy Cristal, Robin Williams, Martin Short, James Belushi e outros menos conhecidos mas igualmente talentosos. Que incrível diferença entre o humor anárquico e iconoclasta desse período do programa e a preocupação do grupo atual em ser multicultural e politicamente correto. Sátiras hilárias, como Martin Short vestido de apresentador "gay" de um talk-show, Billy Cristal imitando Yul Brynner em "Os Dez Mandamentos", James Belushi interpretando um sargento americano incrivelmente idiota na Segunda Guerra, hoje seriam consideradas ofensivas e "insensíveis". Afinal, satirizar os gays é demonstrar insensibilidade com a opção sexual alheia; satirizar um ator estrangeiro é racismo; satirizar o Exército americano na Segunda Guerra praticamente equivale a fazer propaganda nazista...
A obsessão com o politicamente correto nos tornou mais chatos, mais bobos, menos capazes de rir de nós mesmos, de aceitar gozações. Não passa um dia sem que um grupo de pobres vítimas se diga profundamente ofendida com alguma piada ou com algum comentário satírico; não passa um dia sem que alguém organize um movimento para censurar filmes, peças de teatro, programas de TV.
O caso mais recente é o dos protestos dos colombianos a um comentário de David Letterman sobre a Miss Colômbia. Em alusão à maneira usada por traficantes colombianos para burlar a alfândega americana, Letterman disse que o maior talento da Miss Colômbia deveria ser "engolir quinze cápsulas de cocaína". Foi o suficiente para que o céu desabasse sobre a cabeça do apresentador: colombianos que moram em Nova Iorque (imigrantes ilegais, eu presumo) foram às ruas, associações de defesa da imagem dos colombianos exigiram um pedido de desculpas e, quando ele as pediu, disseram que desculpas não bastavam, e o apresentador foi forçado a receber a Miss Colômbia em seu programa.
E esse é só mais um caso entre tantos protestos semelhantes de entidades de judeus, de católicos, de árabes, de budistas, de gays e lésbicas, de descendentes de chineses, de negros, e assim por diante. Piadas se tornaram graves crimes raciais.
Diante dessa absurda atmosfera de patrulha ideológica e de babaquice ultra-sensível, é fácil entender, por exemplo, o sucesso de filmes grotescos como os dos irmãos Farrell ("Quem vai ficar com Mary?", "Me, myself and Irene"), que fazem piada com tudo e todos: eles rompem quase todos os tabus politicamente corretos e ofendem a todos igualmente, a tal ponto que é quase impossível protestar contra eles, porque todos esses grupos que eu citei precisariam se unir para protestar juntos e isso, do ponto de vista operacional, é meio complicado. E, como eles fazem as piadas que os outros não podem fazer, eles atraem a atenção do público.
Esse clima PC, aliás, é tão ridículo que até um esquerdista como Frank Rich é capaz de perceber o absurdo. Em recente artigo no NY Times, Rich celebra o sucesso da versão para a Broadway de "The Producers", o antigo filme de Mel Brooks que passou aqui com o título de "Primavera para Hitler", e do programa de TV "Os Sopranos"; os dois são grande sucessos e os dois são tão politicamente incorretos e ofensivos quanto é possível sê-lo, mas nenhum grupo de vítimas organizou protestos nem fez pedidos de censura, sinal de que talvez as frescuras politicamente corretas estejam começando a esmorecer, de que talvez as pessoas já estejam cansadas de tanto moralismo.
De minha parte, acho que se até um católico ultra-reacionário como eu é capaz de rir de "Dogma" e "A vida de Brian", todos esses manifestantes deveriam também relaxar um pouco e perceber que todo mundo tem aspectos meio ridículos dos quais é possível fazer piadas engraçadas, sem que, com isso, se esteja sugerindo a supressão de grupos ou indivíduos da face da Terra.
postado por Alvaro Velloso 11:32 AM
Perdendo o bom sensoTodas as campanhas puritanas e legalistas da imprensa brasileira nos últimos anos têm contribuído para minar nosso bom senso e destruir nossa natural prudência no reconhecimento das situações em que a aplicação das regras oficiais pode ser mais desastrosa do que o simples laissez-faire. Os brasileiros estão virando esquizofrênicos que, embora também não cumpram a lei, exigem com furor digno dos juízes do tribunal de Salem que os outros a cumpram, custe o que custar.
Esse caso que tanta gritaria está causando no O Globo é um claríssimo exemplo. Uma senhora de 70 anos saiu, com alguns amigos, de um jantar em Copacabana e encontrou policiais prontos para rebocar seu carro, que estava estacionado em cima da calçada. Os amigos vieram falar com o policial, e ela, de forma ligeiramente arrogante mas educada, disse que estava num jantar de pessoa importante do governo e pedia, "por gentileza", que os policiais liberassem o carro.
É certo que essa senhora errou em usar o argumento de autoridade, e que essa atitude de superioridade dos membros da casta governamental sobre o restante da sociedade é moralmente repugnante, mas também é certo que o simples bom senso nos faz reconhecer que não seria razoável rebocar o carro de uma senhora, diante da presença dela, numa noite de quinta-feira, só porque ele estava estacionado numa calçada. Uma simples multa resolveria o problema; o reboque seria apenas um abuso de poder, uma arbitrariedade de policiais desocupados.
Qualquer pessoa minimante racional é capaz de perceber isso. Mas estamos nos tornando adoradores do texto da lei, mesmo quando a lei é iníqua e absurda, e nosso horror se volta não para os policiais que estavam abusando de sua posição, mas para a senhora que tentou preservar sua propriedade.
postado por Alvaro Velloso 11:31 AM
Akademia"A great surprise and an enormous pleasure to welcome, for once, a really interesting and impressive book from the bowels of American academia. I suppose it had to happen once in a while, but the products of American academic research, particularly from the English faculties of the nation, really make the heart sink. The invariable qualities of mediocrity, inaccuracy, verbosity, and an unfailing ability to miss the point in volume after volume are evident to the point where the helpless reviewer — let alone the reader — is unable to think of any explanation for yet another 900-page biography of Swinburne but the desire for tenure, a fundamental loathing of literature, or a conspiracy theory of quite devilish cunning. They’ve read everything; they’ve understood, one sometimes feels, nothing."
Essa é a descrição de Philip Hensher do meio acadêmico americano, no início de sua resenha do livro de Don Foster (o mais conhecido investigador da autoria de textos anônimos ou obscuros), "Author unknown: on the trail of anonynous".
Para transformá-la numa descrição do meio acadêmico brasileiro, basta trocar "eles leram tudo, mas não entenderam nada" por "eles não leram nada e não entenderam nada."
Aliás, falando nisso, estou pronto a dar minha coleção completa dos livros do prof. Leandro Konder a quem me apontar um jornalista brasileiro de menos de cinqüenta anos que tenha lido um livro inteiro na vida.
postado por Alvaro Velloso 3:42 PM
"The Real Gal""Erin Brockovich", o filme, é muito divertido e feito com enorme talento; Erin Brockovich, a mulher, está longe de ser o exemplo de vida que o filme tenta fazer crer que é.
A ocupação de Ms. Brockovich consiste na nada nobre insistência em faturar com as absurdas regras americanas de responsabilidade civil, que já estenderam o "nexo de responsabilidade" a tal ponto que em pouco tempo maridos traídos estarão processando fabricantes de colchões por "danos morais".
O filme conta a história do primeiro grande caso da firma de Erin, o processo contra a Pacific Gas & Electric no qual eles faturaram 40% de 333 milhões de dólares; mas a firma tem estado bem ocupada nos últimos anos. Segundo Michael Fumento:
"In 1997 and 1998 the team targeted Rocketdyne, a Boeing unit in Canoga Park, Calif. The suits alleged toxic exposure to various chemicals, including cleaning agents and rocket fuel."
Mas dessa vez não foi tão fácil:
"Rocketdyne fought back. It defeated the team's attempt to certify a class in the first case, and got it barred on the statute of limitations. In the second case, Erin & Co. won on the statute of limitations issue. Each side appealed; Rocketdyne won both cases.
"That's because, as a different California appellate court put it, individual symptoms or illnesses must be connected to a particular exposure to a toxic substance. A grab-bag of plaintiffs who might have anything from a brain tumor to a nosebleed—and who may have lived near the site of something potentially toxic—doesn't constitute a class."
E eis as cenas do próximo capítulo - ou próximo caso:
"They still have two class actions against their old nemesis, PG&E. This time the damages could well surpass the original suit: Some 1,500 people in the town of Hinkley and at Kettleman Station—where PG&E has a plant—now claim they were affected by chromium 6. Never mind the recent court setbacks or the assertion by the Environmental Protection Agency on its toxic-substance Web site that 'no data were located in the available literature that suggested that chromium 6 is carcinogenic by the oral route of exposure.' There's a principle at stake. As Masry told the Ventura County Star in March, 'Let's face it, there's a lot of money in [toxic tort suits], and I'd be lying if I said I don't like the money.'"
postado por Alvaro Velloso 3:36 PM
Custody dispute: Church involvement costs mother"A Las Vegas woman has lost custody of her twin boys amid allegations that her excessive church attendance caused her children to miss several days of kindergarten, Clark County Family Court records indicate.
"In a case that some claim touches on the issue of religious discrimination, Clark County Family Court Judge Robert Lueck ruled in March that Las Vegan Lina Elbrader, 36, should lose primary custody of her 6-year-old boys.
"The judge gave Elbrader's estranged husband, Michael Elbrader, primary temporary custody of the children."
É por essas e outras que não me sinto confortável vendo juízes decidir a custódia de filhos: os critérios do Estado secular acabam se sobrepondo aos critérios dos próprios pais. Eu não tenho a menor dúvida de que é muito melhor, muito mais proveitoso, muito mais instrutivo para as crianças ir à igreja do que ir à escola, mas com a obsessão moderna com a "educação" (devidamente regulada por iluminados burocratas) e o horror à religião (excluídos, claro, os praticantes do budismo, da macumba, da adoração dos cristais e gnomos...), é natural que um juiz acabe achando que uma mulher que vai com "freqüência excessiva" à igreja é um verdadeiro perigo para a educação de seus filhos e deve ser afastada deles o mais rápido possível...
postado por Alvaro Velloso 3:24 PM
Enfim!Eu não tive nenhum "writer's block" no fim de semana: postei tudo isso que está aí embaixo. Só não consegui pôr nada no ar, por causa de problemas sérios no blogger, que só foram resolvidos agora.
Postei um link para minha resenha de "A viúva de St. Pierre" porque o filme só estreou esse fim de semana, embora a resenha seja de um ano atrás. Também pus no ar as resenhas de "O caminho de casa" e "Leste Oeste" na seção de "sétima arte". Essas resenhas foram escritas na mesma época da resenha da "viúva" (ou guilhotina), e também antes de os filmes estrearem, mas esses outros filmes já passaram há mais tempo.
Anyway, pretendo fazer disso um hábito: quando estrearem filmes cujas resenhas fiz há algum tempo, postá-las-ei aqui. Mas o "Hamlet" de que falei sexta, ao contrário do que me disse um leitor amigo, já está disponível em VHS nas melhores casas do ramo.
postado por Alvaro Velloso 10:01 PM
Terrorists and weapons of mass destruction- by Gordon Prather"The Defense Against Weapons of Mass Destruction Act -- the so-called Nunn-Lugar-Domenici Act -- of 1996 defines a 'weapon of mass destruction' as 'any weapon or device that is intended, or has the capability, to cause death or serious bodily injury to a significant number of people through the release, dissemination, or impact of -- (A) toxic or poisonous chemicals or their precursors; (B) a disease organism; or (C) radiation or radioactivity.' "
É claro, nesse sentido, que o crime cometido por Timothy McVeigh não deveria ter sido enquadrado na categoria de crimes cometidos com "armas de destruição em massa". Gordon Prather argumenta que o correto seria indiciar McVeigh por homicídio doloso de agentes federais, que também admite a pena de morte, mas Janet Reno tinha interesses políticos em não o fazer:
"One explanation for why McVeigh was not charged by Reno with premeditated murder of federal officials -- a federal crime -- or with simply blowing up the federal building, also a federal crime, could be that she wanted to shift the focus from her actions at Waco to his in Oklahoma City. Gulf War veteran McVeigh has reportedly called all unintended deaths 'collateral damage' which inevitably occurs not only in Iraq, but when the United States Air Force bombs aspirin factories in Sudan or suspected terrorist camps in Afghanistan or detachments of the Serbian armed forces. Clinton and Reno hoped that by charging McVeigh with using a 'weapon of mass destruction' -- or, more accurately, a 'weapon of mass casualties' -- all of you not paying much attention could be persuaded that crazy McVeigh’s goal had been all along to simply terrorize the civilian population by killing as many of us as possible.
"So McVeigh was transformed from decorated Gulf-War veteran into a crazed domestic terrorist who wantonly used a weapon of mass destruction to kill as many innocents as he could."
postado por Alvaro Velloso 9:50 AM
Conspirators - by Jon RonsonCaio Blinder, em sua coluna de hoje, critica o adiamento da execução de Timothy McVeigh e ridiculariza a possibilidade de que ele não tenha agido sozinho. Esse é só mais um nos inúmeros artigos que veremos, daqui para a frente, ridicularizando as teorias conspiratórias do atentado de Oklahoma, com a habitual presteza de colunistas e repórteres em acreditar em tudo que o Governo - qualquer governo - diz. Ainda mais em se tratando de um governo tão, digamos, honesto, honrado e probo como o de Bill Clinton e Janet Reno.
A verdade é que o já notório (e fascinante) artigo de Jon Ronson no Guardian levanta muitas questões e traz sérios indícios de que talvez houvesse outros neonazistas envolvidos no atentado de McVeigh e de que talvez o governo americano soubesse que ele aconteceria. As questões levantadas e nunca respondidas foram bem resumidas por Joseph Farah (curiosamente, sem citar a fonte: o artigo de Ronson):
" - What was the role of Andy Strassmeir in the bombing? Strassmeir was closely associated with McVeigh in the underworld of neo-Nazi activity and terrorist plans, according to witnesses, including a government informant. Why was he never questioned in the case while some 20,000 other people were? Strassmeir's father is Gunther Strassmeir, Helmut Kohl's secretary of state, a man known as the 'architect of German reunification.' The younger Strassmeir received military intelligence training at Bundeswehr Academy in Hanover. He's now back in Germany, reportedly living with his parents.
" - The Murrah Building was the local home of the Bureau of Alcohol, Tobacco and Firearms. Why is it that -- coincidentally -- most of the ATF's employees didn't show up for work the morning of the bombing. Every ATF member survived the attack. It's a stretch to believe someone wasn't tipped off about the bombing.
" - Why were the reports about a planned bombing of a federal building in Oklahoma on April 19, 1995, by ATF informant Carol Howe ignored? Why have the links she drew between Strassmeir and McVeigh been discredited?
" - Why did the FBI report on the day of the bombing that two other explosive devices were found in the building? What happened to those 'sophisticated devices' that were larger than the one that went off? And how did the truck bomb create a pattern of devastation unexplainable from its position in front of the building? How does the government explain other witnesses who report seeing bomb squad activity at the Murrah building an hour or more before the blast?"
Com os relatórios de que o FBI ocultou centenas de provas durante o julgamento, a teoria da conspiração - um rótulo preconceituoso para a simples opinião de que McVeigh não agiu sozinho - ganha força e credibilidade. Talvez a nova investigação revele alguma coisa, se não produzir novas ocultações.
O fato é que, sabendo ou não antecipadamente do atentado, o governo Bill Clinton foi o grande beneficiado com ele, porque não apenas ele desviou a atenção popular dos atos igualmente terroristas do governo em Waco e Ruby Ridge, como permitiu que Clinton associasse McVeigh aos republicanos. Como disse Mark Steyn, em excelente artigo:
"It worked out just dandy for Bill Clinton. In 1994, Newt Gingrich's victorious Republicans had channelled the frustration of America's 'angry white men.' Clinton used Oklahoma to point out what happens when white men get too angry, linking the bombing to the overheated rhetoric of right-wing talk-radio and, by implication, the GOP itself. He used it to reclaim his presidency. Two years later, on the death of the Princess of Wales, Clinton aide George Stephanopoulos paid a fulsome compliment: 'Isn't Tony Blair handling this great? This is his Oklahoma City.'
"Oklahoma City was supposed to be the first shot in the second American Revolution. Instead, the militia movement sputtered out, the boys got tired of stockpiling arms and raising emus for an uprising that never arose, and they came down from the hills. The talk-jockeys toned down the anti-Fed rants. And, perhaps in discreet acknowledgment that the Waco wackoes had a point, Janet Reno's Justice Department decided to ease up on the civilian massacres.
"Let it be said that what Timothy McVeigh did is evil. But something is wrong when the state's paramilitary police can kill its own citizens with impunity, those responsible get promoted, and the big news organizations can't even recognize public anger over it. Two wrongs don't make a right. But killing McVeigh for the second wrong shouldn't blind us to the first."
postado por Alvaro Velloso 1:17 PM
Jospin threatens Europe with socialist blueprintDepois dos alemães, agora os franceses:
"RADICAL proposals for European integration, including an 'economic government' that could levy taxes from Brussels, have been drawn up by France's ruling socialist party.
"The plans are revealed in a leaked party document that calls for the EU defence force to intervene around the world, stronger workers' rights to fight dismissal, and uniform policies on immigration and asylum.
"The paper says the European parliament should set corporation taxes and that EU governments should harmonise their spending, even sharing a common budget day. Also proposed are a European police force, an environment authority and an elected EU president."
Assim, a socialização da Europa caminha a passos largos, sem nenhuma oposição séria. Como disse Daniel Hannan no Telegraph de domingo passado (antes, portanto, da revelação do projeto francês, mas depois da revelação do alemão):
"THE most striking thing about Gerhard Schroder's plan for a federal Europe is just how uncontroversial it is in the rest of the EU. Many continentals are genuinely bewildered by the fuss in the British press. 'We signed up to all this when we joined,' says a Spanish MEP. 'And so did you, although you always seem to forget it.'
"Mr Schroder has, quite understandably, based his scheme on the German model. (...) But, allowing for these minor national peculiarities, his proposals could have come from almost any EU government.
"There was a neat demonstration of just how mainstream such ideas have become when the German president, Johannes Rau, addressed our last plenary session. To his audience's delight, Dr Rau called for a European constitution and an elected president of Europe - although, in what I think was meant to be a nod to the sceptics, he conceded that 'the nation states will be with us for a good while yet'.
"Try to imagine the Queen making such a speech - for President Rau, too, is a ceremonial head of state - and you will see how far the British debate is from that on the Continent. To many Europeans, calling for a superstate is now scarcely more contentious than calling for peace or justice.
"Of course there are dissenting voices, especially among the EU's peripheral nations. But in the old, Carolingian core, the debate has moved on. The argument is not about whether a federal Europe is desirable, but about how best to implement it. British ministers are trying to claim that Mr Schroder's views are just so much rhetoric. Yet the whole history of the EU tells us that today's rhetoric will be tomorrow's treaty. The other member states could hardly be more explicit about where they are going. Why do we still refuse to listen?"
Isso fica ainda mais claro e explícito com a revelação do projeto francês, mas os franceses ainda têm a cara de pau de, tendo elaborado um projeto que prevê a uniformização das legislações ambientais, trabalhistas e tributárias, reclamar de que o projeto alemão é perigoso para as "soberanias nacionais"!
postado por Alvaro Velloso 12:35 PM
