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Sábado, Abril 28, 2001

Church to wage war on child sex priests

A Igreja Católica inglesa anunciou recentemente novas medidas para tentar impedir novos ataques de padres pedófilos a crianças.

"PROCEDURES to try to halt "the terrible evil" of child abuse in the Church are to be implemented, the Catholic bishops of England and Wales announced yesterday. They have agreed to adopt 'with immediate effect' 50 recommendations made by Lord Nolan in a report on improving child protection. The new procedures include police checks for all staff, a database of applicants for the priesthood, and the defrocking of clergy convicted of child abuse."

Para mim, o detalhe mais curioso desse plano é a verificação dos possíveis antecedentes criminais dos aplicantes para padres. Que a Igreja tenha chegado à necessidade de fazer isso para verificar se determinadas pessoas têm ou não possibilidades morais para ser padres é um dos sinais mais nítidos da decadência da espiritualidade nos meios católicos que já vi.

Acompanhando as malfadadas mudanças litúrgicas e doutrinais do Vaticano II veio um natural relaxamento nos seminários. Neles, não se impõem mais regras morais rígidas, não se ensina mais a doutrina católica tradicional com o rigor que se poderia esperar, e, claro, os ritos e sacramentos não têm mais a sacralidade e a reverência que abriram o caminho para tantas vocações e tantas vidas santas ao longo da história da Igreja.

É perfeitamente natural que as pessoas mais sérias, detentoras das vocações mais autênticas, fujam desses ambientes e procurem os seminários mais rígidos, como os mantidos pelas Fraternidades São Pedro e São Pio X. É natural, também, que os demais seminários tenham sido dominados por dementes, homossexuais, esquisitões e... pedófilos! Como, ademais, as reformas progressistas produziram uma decadência no número de vocações - efeito natural da redução dos elementos autenticamente católicos na vida da Igreja - os seminários também se tornaram menos rigorosos na aprovação dos postulantes, e mesmo esses esquisitões, dementes, homossexuais e pedófilos se tornaram padres, monges e até bispos. (Daí surgiu, por exemplo, o fenômeno dos "padres-cantores" da ala carismática, com sua estética inconfundivelmente gay e sua ignorância assombrosa dos aspectos mais básicos da doutrina.)

Agora, a Igreja se vê desesperada com os frutos do próprio relaxamento moral e doutrinário, e ainda dá armas a seus inimigos, que começam a perguntar como pode ser santa uma instituição que abriga pedófilos em posições de destaque. As medidas anunciadas pelos bispos ingleses não respondem a esses inimigos, e são todas meramente paliativas. Elas reforçam o aspecto policial e jurídico da prevenção à pedofilia, mas não vão ao coração do problema, que, no fundo, é um problema de crise de fé. Mas, atacar a crise de fé, atacar o relaxamento espiritual, moral e doutrinário que invadiu e perverteu os seminários católicos significaria reverter o curso tomado pela Igreja há mais de três décadas; significaria reconhecer que as mudanças progressistas e a aceitação do mundo e da modernidade foram longe demais, foram longe a ponto de pôr em perigo os dons mais preciosos da Igreja.

Mas essa admissão de fracasso espiritual do progressismo católico é dura demais para seus adeptos, é um ataque a algumas de suas idéias mais caras e mais cultivadas, e fazê-la requereria uma fidelidade à verdade maior do que a que os bispos demonstram. Aí vêm, portanto, as medidas paliativas, até que daqui a dois ou três anos surjam novos escândalos de pedofilia e homossexualismo, que provocarão mais ataques à Igreja, mais recuo do catolicismo na vida cultural, e mais medidas paliativas - e assim por diante, num ciclo infernal que só a restauração da fé tem poder de impedir.
postado por Alvaro Velloso 12:03 PM

Sexta-feira, Abril 27, 2001

Vive la France!

Um leitor me escreveu meio bravo com as críticas que eu fiz à França e, segundo ele, à cultura francesa. Para evitar outros mal-entendidos, reproduzo, com algumas alterações, minha resposta:

"Não creio que seja muito correto pintar como inimigo da cultura francesa um sujeito que, volta e meia, cita Bastiat, Tocqueville, Jouvenel e Bloy, e que edita um site que já fez homenagens a Bernanos e Girard.

"Mas, como o sr. cita Pierre Boutang (um tradicionalista monarquista, se não me falha a memória) com admiração, deve ser capaz de reconhecer que a Revolução Francesa não foi propriamente o triunfo da liberdade no mundo, e que o modelo político e econômico francês não é propriamente o maior triunfo do gênio prático humano.

"É evidente, a partir da leitura das notas em questão, que fiz menções à França num contexto econômico e político, justamente porque as 'relações culturais' de que tanto fala a mídia brasileira se reduzem, no fundo, a relações políticas e comerciais e se referem às semelhanças entre o atavismo estatizante e burocratizante brasileiro e o francês e ao amor ao parasitismo estatal que tem marcado a vida política de ambos os países há décadas. Neste sentido, o Brasil tem, sim, mais a aprender com os americanos do que com os franceses.

"Assuntos filosóficos e religiosos são outro problema - infinitamente mais complexo - mas não era a isso que eu me referia nas minhas notas sobre a relação franco-brasileira [uma de 26/04, outra de 08/04]."
postado por Alvaro Velloso 4:48 PM

It pays to wake up and smell the coffee

Richard Reeves diz que o café é a bebida ideal para o trabalhador moderno, mas eu digo mais: o café é a bebida ideal para quem quer que esteja envolvido em atividades intelectuais. Reeves diz muito bem por quê:

"Despite claims to the contrary, caffeine is a brain kickstarter. In the book 'The World of Caffeine: The Science and Culture of the World's Most Popular Drink', Bennett Weinberg and Bonnie Bealer pull together studies showing that it makes us think faster, keeps us alert and improves memory.

"In a 1960s advertising blitz, coffee was dubbed the 'think drink'. You can test it yourself: get someone to read out a string of numbers and try to repeat them. Then have a cup of coffee and do it again - you'll be faster. Whatever happens to the dot com and telecommunications sector the value of mental input to the economic process can only keep growing."

É uma pena que seja impossível encontrar no Brasil alguns tipos de cafés mais fortes que os nossos, como o colombiano e o árabe, mas a popularização das máquinas de expresso foi um excelente avanço, e já é bem mais fácil encontrar café de excelente qualidade - e não apenas os horríveis União, Pilão e Brasil Unido. Mas, pelo menos em termos de praticidade, o velho Nescafé Tradição ainda é insuperável.
postado por Alvaro Velloso 4:31 PM

Roseanne

Melhores momentos da participação da genial comediante americana na seção "What I've Learned" ("o que aprendi") da Esquire:

"Those who can't do, teach. And, as Woody Allen says, those who can't teach, teach gym. And, as I say, those who can't teach gym become experts. That's who we look to for answers these days--the biggest friggin' idiots in the world. People who have never had kids telling you how to raise yours. Gay people telling you how to make your marriage work. Men telling women how to raise their self-esteem. The only thing that cures everything is talking to people who have the same problem you do. The rest is just a moneymaking bullshit scheme that some asshole is getting rich on."

"Men are very fragile."

"Everything is a government conspiracy."

"If you think you’re getting bad love, that means you're giving it, too."

"Self-esteem is the goddamn root of all evil."

"One of my missions on earth is to tell people how full of shit they are."
postado por Alvaro Velloso 4:19 PM

'Electronic paper' is not pulp fiction

Matéria de Roger Highfield, editor de ciência do Daily Telegraph:

"WITHIN a few years it will be possible to display football results on a cornflakes packet, update newspapers with breaking stories, and alter wallpaper patterns or the colour of clothing at a whim. A specialised rubber-stamping technique has enabled scientists to create 'electronic paper' that can be programmed to display any text, rather as the dots on a television screen can show any picture. Electronic paper could replace the costly, rigid, and power-intensive electronic displays now used in computers, mobile telephones, and wrist watches, according to a team from Bell Laboratories, New Jersey, and E Ink Corp, near Boston.

"Conventional displays are created by a process called photolithography in which a circuit pattern is laboriously etched, layer by layer, on to silicon and an array of transistors embedded to control liquid crystal material. Today, in the Proceedings of the National Academy of Sciences, Dr John Rogers and colleagues describe the 'soft lithography' patterning method called Microcontact Printing.

"It is akin to using an inked rubber stamp except that the features on the stamp are microscopic and the inks are more specialised, allowing them to create an array of transistors made of polymer rather than silicon. The result is a display that is about 0.75 mm thick. 'It has the look and feel of conventional paper but is reconfigurable, like an ordinary computer display,' said Dr Rogers."

Impressionante.
postado por Alvaro Velloso 4:15 PM

Quinta-feira, Abril 26, 2001

A volta de Policarpo Quaresma

Por incompatibilidade do meu browser com o site do Jornal da Tarde, deixei de ressaltar, no meu artigo da semana passada, esse magnífico artigo de Gilberto Mello Kujawski sobre o projeto de tirania lingüística do Deputado Aldo Rebelo. Diz Kujawski:

"O deputado Aldo Rebelo, do PC do B, guarda em sua fisionomia algo patético. Rosto sério, curtido na luta de classes, na reflexão diuturna sobre a mais-valia e no sonho distante da ditadura do proletariado, fala pausada, maneiras irrepreensíveis, o deputado compõe no todo uma figura messiânica. Sua fisionomia é um palimpsesto. Se rasparmos de leve, sob ela vão aparecer os traços do Cavaleiro da Esperança, Luiz Carlos Prestes. Se rasparmos mais um pouquinho, sob os traços de Prestes veremos impressa a face asiática de Josef Stalin, com seus bigodes e seu eterno sorriso enigmático.

"Debaixo da costumeira discrição, o militante do PC do B mal disfarça a alegria pela aprovação do seu projeto de lei em defesa do idioma nacional, contra os estrangeirismos que invadiram nosso linguajar cotidiano. Propõe o expurgo de todas as palavras estrangeiras e sua tradução pelas equivalentes em português.

"'Mutatis mutandis' temos aqui a reedição da proposta de Policarpo Quaresma, o fantástico personagem criado por Lima Barreto no romance do mesmo nome, requerendo a abolição da língua portuguesa em todo o território nacional e sua substituição pela língua nativa, o tupi. Para o nativismo só é bom o que é "nosso", o que brota da terra, do chão nativo. Bom é o futebol, o carnaval, o cafezinho, a manga, os coqueiros do Nordeste etc. Pois bem, nenhum dos itens enunciados nasceu em nosso solo, nenhum deles é autóctone. (...)

"Segue-se que nem por isso, nem por serem trazidos de outras terras, aquelas coisas aqui mencionadas deixam de ser brasileiras, brasileiríssimas, e até ícones da brasilidade. Pois, embora não sejam produtos nativamente brasileiros, foram todos naturalizados, assimilados e incorporados ao corpo e à alma da cultura nacional."

Este é, justamente, um dos pontos centrais: o que importa não é de onde vêm as palavras (ou os produtos culturais), mas que elas sejam integradas à Língua. Eis por que o importante, do ponto de vista lingüístico, não é se as palavras têm origem tupi ou inglesa, mas que elas sejam integradas na sintaxe portuguesa. O problema é que estamos também perdendo a nossa estrutura sintática, o que é um grave sintoma de desintegração da língua. Mas nem quanto a isso o Estado pode fazer nada, porque não há lei no mundo capaz de resolver um problema cultural - causado, em grande parte, pela decadência de nossos escritores e gramáticos.

Kujawski retrata bem o ridículo da lei:

"Entro num bar (anglicismo, por sinal) e peço: '- Garçom, um chope e um sanduíche de filé.' Anátema! Todas as palavras desta frase estão proibidas. Segundo o novo projeto de lei a frase sairia, mais ou menos, assim: '- Moço, uma cerveja de barril e duas fatias de pão com um pedaço de carne no meio.' O garçom ia embatucar. Pode não ser moço, pode não saber o que é cerveja de barril etc. Ato seguinte, retrucaria: '- Já sei, o doutor quer mesmo um chopinho com um sanduíche de filé, correto?' Ponham-se fora os estrangeirismos pela porta e eles voltam pela janela."

Aliás, penso agora que, com a aprovação da lei, este site passará imediatamente para a ilegalidade: não apenas me refiro a ele como "site", como nestas notas cito o tempo todo matérias publicadas em jornais e sites estrangeiros, sem traduzir as manchetes nem os trechos delas que publico. Mas será que, por serem frases ou até parágrafos inteiros em inglês, essas citações escapam da lei stalinista? Precisaria ler a lei para verificar...

Voltando ao artigo do Kujawski, ele ainda ridiculariza o apoio do maestro (!) Júlio Medaglia à lei em questão:

"Júlio Medaglia surpreende. Talento musical reconhecido e musicólogo brilhante, dirige carta aos jornais aplaudindo a iniciativa de Aldo Rebelo, em termos desabridos: 'Realmente, não está dando mais para agüentar tanto delivery, parking, ranking, autobank, O.K., autodrive, drive-trough, diet, light, Globo News, Band News, Weather Chanel, playoff, check-in, fast-food, e-mail, roaming, waap[sic], delete, vibracall, microbrowser, shopping center, loft, standart, playground, home saling, guard rail, etc., etc.'

"Tudo bem, maestro. Em sua fulgurante indignação contra estas
palavras impertinentes, todas de origem norte-americana, resta saber o que faremos com os termos e as expressões musicais, quase todas fixadas na língua de Palestrina, Vivaldi e Verdi, a começar do seu título honorífico, 'maestro'.

"Que fazer das anotações dos andamentos musicais, andante,
allegro, scherzo, presto, moderato, adagio, adagietto, andantino, allegreto, vivace, largo, larguetto, prestissimo, e por aí vai? Não foi adotando esta terminologia vazada no idioma vigoroso e cantante da velha Itália que nossos melhores compositores clássicos escreveram suas peças de puríssima musicalidade brasileira? Não são as palavras
que fazem a língua. É a língua, em sua genialidade criadora e em seu uso cotidiano, que gera, modifica e legitimaas palavras, inclusive as de procedência estrangeira."

Curiosamente, noto que essa demonstração impressionante de inconsciência por parte do maestro reforça a tese que defendi a respeito dessa lei: a de que ela é fruto de uma mistura invejosa de anticapitalismo e anti-americanismo.
postado por Alvaro Velloso 5:12 PM

Salon.com now sells porn

A manchete do WorldNetDaily é meio sensacionalista, em consonância com a queda geral dos padrões do site. A verdade é que a Salon já tinha pornografia, e não é propriamente pornografia, mas erotismo soft, do mesmo tipo que têm todos os "portais" brasileiros (Terra, iG, Globo.com, UOL, Zip.net).

Não se trata, portanto, de caso análogo ao do Yahoo!, que resolveu abrir uma megastore pornográfica, inclusive com vídeos de sexo explícito, para tentar escapar da ruína financeira. Salon apenas está passando a cobrar por um serviço que já fornecia, o que, claro, é uma medida do desespero financeiro do site, mas não é motivo para escândalo.

É, portanto, o supra-sumo da hipocrisia que Joseph Farah anuncie que o WND vai, a partir de hoje, parar de linkar para matérias da Salon, porque agora eles estão vendendo pornografia. Primeiro, porque eles já tinham pornografia, mas era gratuita (i.e., era de mais fácil acesso para incautos que acessassem o Salon através do WND); segundo, porque ninguém vai acessar, digamos, um artigo do David Horowitz na Salon através do WND e, ao fazê-lo, dar de cara com fotos de sexo explícito, porque as coisas são separadas; seria preciso, pois, para acessar a seção erótica da Salon, querer fazê-lo. Linkando para lá, portanto, o WND não estaria divulgando pornografia, e é ridículo afirmar o contrário.

(A verdade, no entanto, é que não há muito mesmo para linkar na Salon, porque o site está cada vez pior.)

Falando em Farah, o editor do WND, de uns tempos para cá, está ficando quase tão monotemático quanto Paul Krugman. Só que, enquanto Krugman só escreve um tipo de artigo (sobre por que o corte de impostos do Governo Bush trará o apocalipse), Farah escreve dois tipos: ou, como o artigo de ontem, "demonstrando" que os palestinos não são palestinos e que, aliás, não são nem humanos e que, portanto, quanto mais deles Ariel Sharon matar, melhor; ou, como o de hoje, dizendo que o apocalipse está chegando aos EUA, que toda a cultura americana está decadente, que a sociedade americana está se aproximando do caos - e que, portanto, o leitor deve dar uma graninha pro WND, a única força da verdade e da decência que restou.

Farah é inegavelmente um jornalista talentoso, mas está ficando ilegível, e até constrangedor.
postado por Alvaro Velloso 4:53 PM

EU prepares to punish Israel over Gaza attacks

"THE European Union is preparing to strip Israel of privileged trade access as a punishment for the use of "excessive force" against the Palestinians. EU diplomats confirmed yesterday that it was now almost certain that the 15 EU foreign ministers would agree to punitive action at a key meeting on May 21, clamping down on Israel's long-standing abuse of Europe's 'Rules of Origin' regime.

"This means Israel will no longer be able to get away with exporting duty-free goods made at Jewish settlements in the West Bank and Gaza as if they were Israeli products. EU sources said the Israeli ambassador in Brussels requested an urgent meeting with Chris Patten, the European external affairs commissioner, in the hope of heading off a rift.

"If relations continued to deteriorate, it could ultimately lead to the suspension of the EU's Association Agreement with Israel, though there was no support yet among member states for this 'nuclear option'."

Endurecendo contra os palestinos, Israel continua a perder sua legitimidade e a ver suas relações internacionais deteriorar. Como a União Européia deseja passar de uma mera associação comercial para uma potência global, é natural que ela queira confrontar os EUA em algumas questões delicadas, e Israel, com a política de aumentar os assentamentos nas terras dos palestinos e de demolir as casas dos cidadãos palestinos, abriu a brecha para um desses confrontos. E, neste caso (ao contrário, por exemplo, do absurdo caso da campanha para aumento de impostos ao redor do mundo), a causa justa está do lado da UE, não dos EUA.
postado por Alvaro Velloso 4:38 PM

French civil service overpaid and overstaffed, says inquiry

"THE French civil service is so cumbersome that it has lost track of how many people work for it, according to an investigation by the country's Court of Accounts.

"Many salaries and bonuses were not declared to the tax authorities, the court found. The president of the court, François Logerot,said: 'Since we started these investigations certain things have begun to change. But they are changing too little and too slowly.'

"M Logerot said that he was keen to avoid provoking the ire of the 2.5 million - approximately - fonctionnaires, adding that they played 'an essential role'. Nonetheless, every ministry investigated was severely criticised. One of the lawyers who worked on the report detailed 'persistent overstaffing', which quickly drained ministry budgets. (...)

"Across France, functionaries have the reputation of being workshy. When Lionel Jospin's government brought in a supposedly radical plan to reduce the working week to 35 hours, it was found that many civil servants already worked less than that."

O Leviatã francês tem funcionários de mais - tantos que nem consegue mais contá-los - ganhando dinheiro de mais e trabalhando de menos. Lembra o Estado de algum outro país?

Deve ser essa a tal "relação cultural especial" entre o Brasil e a França...
postado por Alvaro Velloso 4:32 PM

Poverty report shatters image of Germany

"GERMANY has produced its first government report on poverty in a startling acknowledgment that the country is not as comfortable as is often assumed.

"The stark gap between rich and poor illustrated by the report points to problems in the much-vaunted social security system that has benefited from Germany's unparalleled economic recovery since the Second World War.

"A tenth of German households have 42 per cent of the country's wealth, while the poorer half of the population share 4.5 per cent of privately held money. Despite Germany having been unified more than a decade ago, and billions of marks transferred since then from west to east, the report shows a stark difference between the fortunes of those on either side of the former border."

Não entendo a surpresa. Seria absolutamente ridículo esperar o contrário; um país de economia próspera se uniu a outro que mal conseguiu sobreviver a décadas de comunismo - que, como sempre, produziu corrupção e miséria - não haveria nenhuma maneira de, em pouco mais de dez anos, igualar a condição econômica dos dois países. Muito menos numa economia, como a alemã, excessivamente intervencionista e cheia de "garantias sociais" que diminuem a mobilidade social.
postado por Alvaro Velloso 4:27 PM

Terça-feira, Abril 24, 2001

'Racist' book ban lifted as author receives apology

O governo sul-africano revogou a proibição ao livro de Nadine Gordimer que tinha sido considerado racista por burocratas do Ministério da Educação local, e pediu desculpas à escritora.

Até aí, tudo bem, mas a verdade é que Nadine é uma amiga de longa data do regime atual, e uma figura proeminente na mídia mundial. E Shakespeare e George Orwell?? Essas proibições muito mais graves do governo sul-africano, porque a autores mais importantes, foram aparentemente mantidas.

Segundo o governo sul-africano, a proibição do livro de Nadine foi feita num juízo "ill-informed, pedagogically unsound" e que "smacked of anti-intellectualism". OK, mas e as proibições a Hamlet e Animal Farm? Não parecem ainda mais antiintelectuais?
postado por Alvaro Velloso 3:55 PM

Is mineral water really so good for you?

A respeito disso, Liz Bestic entrevista o Dr. David Oliveira, que diz o óbvio: para os rins, tanto faz se o líquido vem da água, de refrigerantes, de chá, de café:

"The kidneys are pretty amazing organs and how fluid is generated in the body is totally irrelevant to them. When fluid arrives in the gut, it gets absorbed as water, so the bloodstream doesn't care whether the fluid started out as water, or tea, or coffee. By the time it gets to the kidneys, they don't know any better, so it really is a myth that you need to drink litres of water."

O importante é consumir líquidos, não necessariamente água mineral; não sei como se desenvolveu essa mitologia da água mineral, mas ela é bastante difundida, e já a ouvi até de médicos.

A matéria também traz o juízo de Lucy Mines sobre as marcas de água mineral, com resultados igualmente óbvios: as francesas Perrier e Evian são as melhores. Só estranhei a ausência da italiana San Pellegrino da lista de águas gasosas.
postado por Alvaro Velloso 3:48 PM

Bigoted Knicks don't get Rockered

Um artigo perfeitamente idiota de Debbie Schlussel exigindo que alguns jogadores do New York Knicks que fizeram comentários insultuosos a respeito dos judeus recebam o mesmo tratamento que o pitcher John Rocker, que foi difamado pela mídia e forçado a fazer terapias psicológicas por ter expressado seu horror pelos freqüentadores do metrô nova-iorquino.

Schlussel tem razão em dizer que a mídia é hipócrita por ter perseguido Rocker e não ter feito o mesmo com os jogadores do Knicks, mas é ridículo exigir que estes sejam igualmente difamados e ridicularizados. Seus comentários foram ofensivos e estúpidos, mais até que os de Rocker, mas isso não os torna perigosos nazistas, nem justifica que sejam perseguidos ou submetidos a terapias politicamente corretas.

E existe um detalhe curioso: Schlussel parece achar ofensivo que um dos jogadores tenha dito que os judeus mataram o Cristo. Ela não chega a refutar a afirmativa, apenas reclama dela. É verdade que os judeus não mataram diretamente a Jesus Cristo, mas só não o fizeram porque não tinham autoridade para isto e, portanto, solicitaram à autoridade romana que o fizesse, e assim foi feito - conforme relatado nos quatro evangelhos. Mas também é verdade que não existe grande diferença entre mandar matar e matar diretamente. É óbvio, ademais, que afirmar que os judeus mataram o Cristo não significa lançar a culpa pela morte de Cristo sobre todos os judeus, em todos os tempos, mas significa apenas constatar o fato de que o Cristo foi morto a pedido das autoridades judaicas da época. Não vejo aí nenhum anti-semitismo, e me parece ridículo afirmar o contrário.
postado por Alvaro Velloso 3:41 PM

Alternative Nuclear Power

Enquanto nós, brasileiros, nos preparamos para o racionamento de energia que deve vir nos próximos meses, fruto da dupla estupidez de ter um sistema estatizado que prioriza as hidrelétricas, cientistas na África do Sul e na Holanda começam a desenvolver máquinas de fissão nuclear de pequena escala, que podem vir a fornecer energia para navios, fábricas e até... casas de família!

"Crews on nuclear submarines spend months at a time underwater and are totally dependent on the constant, reliable power output of a nuclear reactor. Similarly, some of NASA's long-distance space probes depend on nuclear power. Yet the once-bright promise of nuclear energy is today tarnished by associations with nuclear weapons, a few power station accidents, and concerns about wastes.

"While most of the world continues to ignore the possibility of resurrecting nuclear energy sources, working groups in South Africa and the Netherlands are making strides toward commercializing a more user-friendly nuclear energy machine--one that is modular and scalable to provide an appropriate amount of electricity and heat for diverse customers.

"These smaller-scale applications employ a different kind of reactor design than the large commercial power plants, which use the reactor as a heat source for converting water to steam that drives steam turbines. In the smaller-scale reactors now being developed, the reactor heats a gas (like helium or nitrogen) that in a closed cycle directly drives a gas turbine."

A matéria, da revista World and I, continua descrevendo em detalhes como funciona esse sistema, por que ele é seguro e quais foram as experiências realizadas até aqui.
postado por Alvaro Velloso 3:27 PM

Segunda-feira, Abril 23, 2001

The Therapeutic State: The Tyranny of Pharmacracy

"A agenda do farmatocrata, baseada no novo conceito terapêutico-coercitivo de doença, difere radicalmente da agenda do cientista médico, baseada no velho conceito patológico-não-coercitivo de doença. Para pôr seus planos em prática, os farmatocratas mudam o foco - o deles mesmos e o do público - do fenômeno para a tática, da doença objetivamente demonstrável para a propaganda dramática da prevenção e do tratamento.

"O 'médico médico' trata do câncer do pulmão. O médico político trata do fumo, prevenido por leis, processos judiciais e impostos, e curável pela administração de nicotina por quaisquer outros meios que não a inalação. A falsidade e a hipocrisia substituem a honestidade e a autodisciplina."

(Thomas S. Szasz)

PS- Para baixar o texto inteiro com a análise de Thomas Szasz do "Estado terapêutico", é preciso ter o Adobe Acrobat Reader, disponível gratuitamente no site da Adobe.
postado por Alvaro Velloso 3:04 PM

Estado vs. família

"Anamarie, who is extremely overweight and tall for her age, was taken into state custody and placed in a foster home. Her parents didn't know where she was for several days, and there was no court hearing for 10 days.

"The case was dismissed five months later, with neither Anamarie's parents nor the state admitting wrongdoing. No charges were filed against either parent.

"Adela Martinez-Regino, 33, and Miguel Regino, 55, say that although they got their child back, they also lost something precious – something that may be irretrievable: trust in the legal system, trust in doctors, trust in anyone outside their immediate family. (...)

"When the state took Anamarie, social workers and doctors said that she was in a life-threatening health crisis brought on by the family's inability – or refusal – to keep her on a prescribed weight-reduction liquid diet. When she was removed Aug. 25, Anamarie was 31/2 years old, weighed 120 pounds and was 31/2 feet tall – three times heavier and 50 percent taller than most children her age. (...)

"Troy Prichard, the Albuquerque attorney representing the family, sums up the family's last eight months in a word: betrayal. Mr. Prichard said the girl was taken from her family based on the recommendations of an inexperienced social worker and a doctor who barely knew Anamarie. Because of a gag order, the parents couldn't speak out as the bureaucracy churned on."

Um dos principais inimigos do avanço estatal é a família. Com suas regras próprias, seus fortes laços entre os membros, seu sistema de lealdades mútuas, a família é uma instituição intermediária entre o indivíduo e o Estado, em condições de proteger aquele da tirania deste.

A formação do "Estado terapêutico", que se baseia no pressuposto de que o indivíduo não é capaz de cuidar da própria saúde e que isto é um problema para o Estado resolver, representa mais um avanço do Estado na destruição dos laços familiares. Crianças, agora, podem ser tomadas de seus pais sob alegações terapêuticas - médicas e psicológicas - como demonstra o caso da menina Anamarie, tomada de seus pais sem que estes fossem sequer notificados sob alegações de que eles não cuidavam como deveriam da saúde da filha.

Nesse admirável mundo novo, é particularmente admirável o poder que assistentes sociais e psicólogos adquirem; de uma palavra dessas figuras pode depender todo o futuro de uma família.
postado por Alvaro Velloso 2:46 PM

Reparações raciais e a ONU

"After decades of regarding the reparations movement as extremist, America's black middle class has offered support for the movement, panel members said. In the next few years, the movement's supporters said they plan to file a class-action lawsuit, using international human rights law to make their case in federal court or before the United Nations.

(...)

"[attorney Lewis] Myers, who represents The Rev. Jesse Jackson and Nation of Islam leader Louis Farrakhan, said he plans to use international human-rights decisions to put the United States on trial before the world.

" 'I'm not likely to think that I can argue the case in front of the Supreme Court and we're all going to have a Cadillac or a mule and 40 acres,' he said. 'We have to frame the case as a human rights case. The United Nations is a forum that we have to use'."

Até que o movimento negro americano teve uma boa idéia: cobrar indenizações raciais na ONU, para que a entidade internacional obrigue os americanos a pagar as tão ardentemente desejadas reparaçõe$$. Boa idéia porque isso poderia causar um confronto direto entre os EUA e a ONU, e esta ficaria sem seu principal patrocinador, e talvez o mundo ficasse livre das intrusões politicamente corretas da entidade "supragovernamental"...
postado por Alvaro Velloso 2:36 PM

Domingo, Abril 22, 2001

No escuro

Os moleques que se envolveram em confrontos com a polícia em São Paulo eram manifestantes ecológicos protestando contra a construção de novas hidrelétricas.

Formidável. Não se pode usar energia nuclear, porque os verdes repetem clamores contra o "lixo atômico". Não se pode usar o gás como fonte energética porque os verdes pintam cenários apocalípticos de aquecimento global. E também não se pode construir hidrelétricas, porque os verdes ficam abraçando as pobres árvores que serão derrubadas!

Se formos levá-los a sério, vamos todos depender exclusivamente da luz de velas. Ou aquela fumacinha que sai das velas é poluente?
postado por Alvaro Velloso 12:03 PM

Desarticulando a "direita"

Tem razão Elio Gaspari, em seu artigo de hoje: o principal efeito dos atuais escândalos no Senado será a desarticulação da direita política. Os três principais envolvidos são membros dos três principais partidos da aliança governista (PSDB, PMDB, PFL), e esses partidos sairão enfraquecidos desses escândalos, abrindo caminho para Ciro Gomes, Itamar Franco e Lula - i.e., para o show de horrores da esquerda protecionista e estatizante.

É verdade que, a rigor, a aliança governista não é de direita, mas ela ao menos está à direita dessas três figuras cuja ascenção Gaspari agora celebra. Pelo menos o governo atual tem alguma noção de como funciona a economia, e tem alguma noção dos prejuízos econômicos do protecionismo e do estatismo. Seria (será?) desastroso que uma dessas três figuras de proa da esquerda assumisse a presidência nas próximas eleições e implantasse políticas de estatização, novos aumentos de impostos etc. Aos que prezam a estabilidade econômica, resta torcer para que a "direita" consiga se reequilibrar até as eleições.

Digo "estabilidade econômica" porque isso é o máximo que se pode esperar desse nosso arremedo de direita. Compromisso sério com a liberdade ou com os direitos individuais é pedir demais, num país contaminado de um estatismo secular e persistente.

Ainda outro dia, em propaganda na TV, um político de um partido considerado "à direita" da aliança governista, um sujeito com nítidos traços de psicopatia, falava contra o aumento de impostos para criação do "fundo de combate à pobreza", porque "pobreza não se combate com aumentos de impostos". Até aí, tudo bem. Mas ele continuou: "pobreza se combate com políticas de esterilização e controle da natalidade!"

Porca miséria, o exemplo máximo de "combate à pobreza" que o sujeito concebe é o do Estado chinês! A nossa "direita liberal" propõe esterilizar os pobres e determinar o número de filhos que eles podem ter?! É o fim da picada.

Nem ocorre aos nossos políticos sugerir que, talvez, não caiba ao Estado erradicar a pobreza, que talvez não seja possível erradicar a pobreza ("pobres, sempre os tereis", disse o Cristo). Nem lhes ocorre que o máximo que se pode fazer é o que fizeram os países capitalistas em geral, diminuir a pobreza, e que o caminho para isso não passe por um aumento na influência do Estado no setor produtivo nem pela adoção de medidas tirânicas, mas justamente o contrário!

Não: aqui, ou temos aumentos de impostos e protestos raivosos e histéricos contra as "grandes fortunas", ou temos propostas de esterilização e controle populacional - de uma estatolatria a outra...
postado por Alvaro Velloso 11:59 AM

Mais poder à polícia?

"LAW-ABIDING citizens have more to fear from the police than from criminals, Ann Widdecombe said yesterday, because officers so often arrest people who tackle lawbreakers."

Não estou entre os fãs de Ms. Widdecombe, mas acho que ela tem toda razão: como a polícia está cada vez mais violenta e despreparada, não cabe aumentar seu poder, e sim reforçar o direito de auto-defesa dos cidadãos.

Acontece que a política defendida por loucos perigosos como Rubem César Fernandes e Luís Eduardo Soares se baseia exatamente no contrário: aumentar o poder da polícia e diminuir o dos cidadãos, ao mesmo tempo criticando e até difamando a polícia!

Quando se publica um relatório com casos chocantes de violência policial, esses senhores têm a cara de pau de voltar a falar em "desarmamento" - que equivaleria a deixar os cidadãos ainda mais indefesos perante bandidos e policiais (a fronteira é meio indefinida...)!

Ora, se os policiais são violentos e despreparados, como parece demonstrar o recente relatório da ONU, e se os bandidos estão cada vez mais armados e fortalecidos, como ouvimos todos os dias, é uma política insana e irracional deixar que essas duas classes tenham o monopólio das armas e impedir que os cidadãos tenham instrumentos de auto-defesa. Também é irracional e insano impedir a contratação de firmas de segurança particular, que são sempre mais eficientes, porque têm de mostrar serviço diretamente a quem lhes paga.
postado por Alvaro Velloso 11:39 AM

The Sunday Times: RICH LIST 2001

Saiu a lista dos mais ricos do mundo do Sunday Times. Um detalhe curioso sobre essa lista: dos cinqüenta maiores bilionários, a esmagadora maioria vem de países ricos e mais ou menos capitalistas (EUA, França, Itália, Suíça, Alemanha, Hong Kong), com um ou outro sultão árabe.

No entanto, aqui no Brasil existe um tal ódio às grandes fortunas que a nossa Constituição prevê um imposto (felizmente nunca criado) sobre elas, com o óbvio fim de desencorajá-las, fazendo que seus detentores passem parte de suas riquezas pessoais para o Estado. Ainda ontem, O Globo publicou uma matéria sobre um "herói" da nossa independência, o jornalista Cipriano Barata, destacando uma frase perfeitamente idiota do nosso "herói", segundo quem as "grandes riquezas costumam fazer mal". E, efetivamente, até hoje essas tais "grandes riquezas" são consideradas a principal causa dos problemas brasileiros.

Mas eu nunca ouvi ninguém reclamar da distribuição de renda nos EUA ou na Alemanha, nem ouvi alguém argumentar que os bilionários de Hong Kong e da Itália estão prejudicando a economia de seus países! Ou achamos nós que o Brasil, que não tem fortunas sequer comparáveis às da lista do "Times", tem por isso uma situação econômica superior à desses países??
postado por Alvaro Velloso 11:30 AM