No. 78 - 14/07/01

Os custos do imperialismo

"But the liberal/neocon alliance, now tighter than ever before (now that Soviet Communism, which the neocons were harder on, has disappeared), pretended to agree, and then simply and cunningly redefined "national interest" to cover every ill, every grievance, under the sun. Is someone starving somewhere, however remote from our borders? That's a problem for our national interest. Is someone or some group killing some other group anywhere in the world? That's our national interest. Is some government not a 'democracy' as defined by our liberal-neocon elites? That challenges our national interest. Is someone committing Hate Thought anywhere on the globe? That has to be solved in our national interest. And so every grievance everywhere constitutes our national interest, and it becomes the obligation of good old Uncle Sam, as the Only Remaining Superpower and the world's designated Mr. Fixit, to solve each and every one of these problems. For 'we cannot stand idly by' while anyone anywhere starves, hits someone over the head, is undemocratic, or commits a Hate Crime."
(Murray Rothbard)

É o preço da tecnologia: vemos os acontecimentos em tempo real, temos uma quantidade imensa de informações à nossa disposição, mas temos de agüentar a tagarelice que as acompanha.

Nos canais de televisão, repórteres semi-alfabetizados tentavam analisar as "conseqüências" do atentado para a "história do mundo", médiuns diziam ter previsto o atentado meses atrás, astrólogas diziam que os astros explicavam o ocorrido, "especialistas" em Defesa defendiam os sistemas de inteligência americanos... o costumeiro circo de aberrações.

Guerra preventiva

Nada muito melhor na internet, pelo menos não na terça. Direto de seus laptops, David Horowitz e Robert Kagan, conhecidos porta-vozes da centro-direita enlouquecida americana, declaravam guerra - embora não soubessem exatamente a quem.

Kagan propôs uma guerra preventiva - e anônima:

"Logo ficará claro que essas organizações [terroristas] não poderiam ter operado sem a assistência de alguns governos, governos com uma longa história de hostilidade aos Estados Unidos e uma história igualmente longa de apoio ao terrorismo. Nós deveríamos começar imediatamente a aumentar nossas forças militares convencionais para nos prepararmos para o que inevitável e rapidamente se tornará um confronto ou provavelmente uma guerra com um ou mais desses países. O Congresso, na verade, deveria declarar guerra imediatamente. Não é necessário nomear um país. Ele pode declarar guerra contra aqueles que realizaram o ataque de hoje e contra quaisquer nações que os possam ter apoiado."

Horowitz, justificando o trocadilho de Justin Raimondo ("Horowitless"), resolveu exercitar sua verve de comediante, explicando o ataque da seguinte maneira:

"Os EUA são fracos. (...) Os EUA ficam constrangidos com a idéia de que têm inimigos e de que precisam proteger-se. (...) Os EUA recusam-se a acreditar que boa parte do mundo nos odeia, e continuará a nos odiar. Porque somos prósperos, democráticos e livres."

Inimigos em potencial

Façamos uma breve análise. Se os Estados Unidos resolvessem mesmo, como deseja Kagan, declarar guerra a todos os seus inimigos em potencial, esse "aumento das forças militares" a que ele se refere teria de ser um senhor aumento. A lista de inimigos é longa. Nas palavras de Harry Browne, candidato à presidência pelo Partido Libertário nas últimas eleições:

"O Presidente Bush autorizou a continuação dos bombardeios de pessoas inocentes no Iraque. O Presidente Clinton bombardeou pessoas inocentes no Sudão, no Afeganistão, no Iraque e na Sérvia. O Presidente Bush Sr. invadiu o Iraque e o Panamá. O Presidente Reagan bombardeou pessoas inocentes na Líbia e invadiu Granada. E assim por diante."

Jon Basil Utley, editor do ótimo site AgainstBombing.org e membro do Mises Institute, acrescenta outros "inimigos em potencial":

"Quase nunca se ouve de algum partido em Washington que estrangeiros possam ter reclamações legítimas contra nós. Meio milhão de crianças mortas no Iraque, adolescentes palestinos lutando contra tanques fornecidos pelos americanos, sérvios sem eletricidade e água corrente ou doentes ou arruinados e desempregados em função de nossos bombardeios, muçulmanos diversos que culpam os EUA por suas ditaduras e sua miséria, colombianos com parentes mortos por tropas auxiliadas pelos EUA. A lista de inimigos potenciais cresce e cresce. Até mesmo terroristas bascos agora vêem os EUA como inimigos, pois o Presidente Bush, durante sua recente vista, casualmente prometeu ajudar o governo espanhol com aparelhos de escuta eletrônica. Todos eles agora têm razões para nos atacar, todos eles querem os EUA fora de seus países (...). Neste momento, nós temos missões de treinamento em 60 a 70 nações, normalmente ensinando contra-insurgência. Até mesmo guerrilhas albanesas foram treinadas por Forças Especiais americanas."

É por isso que os atentados aos Estados Unidos não são propriamente surpreendentes. Sua extensão, sua ousadia, isso certamente é surpreendente. Mas não é surpresa que eles tenham nos EUA. Surpresa seria se tivessem acontecido na Suíça, ou no Brasil. Brasil e Suíça não têm bombardeado nem invadido ninguém, não têm defendido "assassinatos seletivos" de palestinos pelo governo israelense...

Terroristas invejosos?

O que nos leva à bizarra afirmação de Horowitz. É indigno de um primata superior afirmar que o ódio terrorista é fruto da inveja da prosperidade e da democracia americana, e é simplesmente inacreditável que alguém faça essa sugestão. Você destrói minha casa, mata minha família e eu... o invejo?

Na mesma linha, inúmeros comentaristas brasileiros puseram o atentado na conta do "anti-americanismo", definido como ódio irracional aos Estados Unidos.

O erro, aqui, é supor uma identidade entre o iraquiano ou o sérvio que teve sua vida devastada pelo intervencionismo americano e o moleque universitário brasileiro que brada contra a invasão da Coca-Cola e do McDonald's. A diferença entre os dois casos é brutal, é abissal.

Essa diferença é mais importante do que parece, e é preciso insistir nela, antes que meu artigo pareça uma diatribe anti-americana digna de membros do PSTU.

Liberdade e imperialismo - valores em conflito

Há uma idéia central que garantiu a vitalidade da civilização americana, garantiu a grandeza de um país admirável: liberdade. A Constituição americana tem suas falhas, mas nela o Governo não existe para "promover a igualdade social", mas para garantir o direito à vida, à liberdade e à busca da felicidade, os direitos individuais elementares. Essa noção formou a experiência americana, mas sofreu sucessivos ataques de presidente após presidente, de governo após governo, e, junto com ela desenvolveu-se um outro conceito, o da "grandeza americana", segundo o qual os EUA eram uma experiência única que deveria internacionalizar-se. Não é minha intenção fazer aqui uma história do imperialismo americano; mas vale notar uma curiosa "evolução" na direita americana.

Ainda na década de 1930, a maior parte da direita entendia que um compromisso com os direitos individuais e com a liberdade era incompatível com guerras e com o imperialismo. Essa "Velha Direita" era eminentemente isolacionista. Nas palavras de Paul Gottfried:

"É importante entender o que se quer dizer com isolacionismo. Não se trata de xenofobia. Não significa que os conservadores devem odiar estrangeiros. Significa que a Velha Direita tinha escrúpulos constitucionais a respeito do envio de exércitos para invadir países estrangeiros. E isto é diferente da maneira como o Wall Street Journal, a revista Commentary ou o New York Times vêem o mundo e a Constituição americana. Como Murray Rothbard costumava dizer, 'isolacionismo significa proteger o povo americano e o resto do mundo do governo americano'. Creio que isso sintetiza o isolacionismo da Velha Direita, quer se concorde ou não com ele. O isolacionismo é baseado na noção de que o governo federal deve ter um papel extremamente limitado em assuntos externos. Ele está lá para proteger os Estados Unidos contra invasões, ou contra algo que afete nossos interesses nacionais de uma maneira muito palpável. Obviamente, a crise na Sérvia não atendia a esse critério.

"O isolacionismo era também baseado no medo do que era visto pela Velha Direita como o welfare-warfare state. Para sustentar um grande Estado de bem-estar social, é útil fazer guerras, ou estar sempre criando mobilizações para ela. Um libertário com tendências esquerdistas expressou essa relação dizendo que 'a guerra é a saúde do Estado'. Para quantas mais guerras ele se prepara, mais forte fica o Estado."

É importante notar, pois, que a direita antiga sabia perfeitamente que as duas noções a que me referi - a liberdade e a internacionalização da experiência americana - são radicalmente incompatíveis.

Mas a Velha Direita não sobreviveu à criação da National Review. Assumindo a postura de único porta-voz legítimo do movimento conservador, a revista de William Buckley começou a realizar "expurgos". Buckley chegou a comparar o conservadorismo à Igreja Católica - ambos precisando ser expurgados dos hereges.

Os "hereges", no caso do conservadorismo, eram os "anti-semitas" que se recusavam a dar apoio incondicional a Israel, os "isolacionistas" que se recusavam a apoiar as excursões "civilizatórias" americanas no mundo inteiro e os "radicais" que não "compreendiam" as maravilhas do welfare state.

O militarismo e o socialismo na nova direita se agravaram quando Buckley acolheu no movimento os chamados "neoconservadores". Liderados por Irving Kristol e Norman Podhoretz, eles eram quase todos sionistas ex-comunistas que, desiludidos com a União Soviética, passaram para o lado americano na Guerra Fria. Mas, como dizia Murray Rothbard, enquanto ex-vegetarianos não se tornam, ao abandonar o vegetarianismo, furiosos anti-vegetarianos e não passam a lecionar os comedores de carne sobre como combater a "ameaça vegetariana", esse não era o caso dos ex-comunistas. E, entre suas estratégias para combater o comunismo, estava um aumento assombroso no orçamento militar, junto com o crescente envolvimento americano nos assuntos internos de outros países.

David Horowitz, Robert Kagan, William Kristol são neoconservadores de segunda geração, ainda mais socialista que a primeira. É certo que, se as posições de seus antecedentes eram, se não corretas, ao menos geopoliticamente compreensíveis durante a Guerra Fria, com o fim desta elas se tornaram, no mínimo, anacrônicas. Mas isso não foi suficiente para que eles as abandonassem.

Esquerdistas e neoconservadores unidos no imperialismo

Pelo contrário: com o fim da guerra fria, o militarismo e o intervencionismo americanos cresceram, especialmente porque houve uma aliança informal entre esquerda e direita.

A mesma esquerda esquerda que se opôs à guerra do Vietnã, quando assumiu o poder, com Bill Clinton, se mostrou ainda mais jingoísta que a direita que antes criticava. Uma nova justificativa foi encontrada para o intervencionismo: "interesses humanitários".

O resultado da união de imperialistas de direita e esquerda é uma política externa que, como disse Rothbard em artigo memorável, só chegará à sua conclusão lógica quando os EUA estiverem não apenas policiando, mas governando o mundo inteiro.

É verdade que, em alguns momentos, a união ameçou dissolver-se. Por exemplo, Horowitz e boa parte do Partido Republicano se opuseram à intervenção na Sérvia, e Bush se elegeu prometendo trazer as tropas americanas de volta. Mas ele mudou de idéia - e, como não se ouviu nenhum protesto dos opositores da intervenção de Clinton, é forçoso deduzir que o breve anti-intervencionismo republicano foi mais um anti-clintonismo do que uma adesão ao isolacionismo. Aliás, o militarismo neoconservador chega até a defender com unhas e dentes um extravagante e faraônico sistema de defesa antimísseis - a ponto de, apesar de os atentados terroristas demonstrarem a absoluta inutilidade do sistema proposto, porque a grande ameaça não são mísseis mas atentados terroristas, alguns comentaristas chegarem a dizer que eles demonstram sua necessidade e importância!

Compromissos externos

Assim, desde a era Clinton, os "compromissos externos" americanos se têm multiplicado - e com eles os bombardeios, as sanções, os embargos, as invasões, o morticínio de inocentes.

Assim, houve o bombardeio à Sérvia, no qual a morte de civis não foi uma "conseqüência indesejada", mas o resultado de uma estratégia específica, destinada a "quebrar a resistência" da população local, e que foi acompanhada pela estratégia de "levar o país de volta à Idade Média". E, nessa tentativa de fazer a Iugoslávia voltar no tempo, inúmeros monumentos arquitetônicos foram destruídos, inclusive igrejas que datavam... da Idade Média.

Assim, há o embargo ao Iraque, responsável pela morte de centenas de milhares de crianças, mortes que, segundo Madeleine Albright, "valem a pena".

Assim, há o apoio incondicional a Israel, mesmo quando o país é governado por um criminoso de guerra, mesmo quando o país destrói casas e ocupa terras dos palestinos, mesmo quando o país desperta a indignação e o horror do mundo inteiro.

Diante desse quadro, não é surpreendente que haja atentados terroristas nos EUA, porque não é surpreendente que os EUA despertem o ódio de inúmeras pessoas ao redor do mundo.

Ódio obsessivo - mas com motivos concretos

Mas esse ódio não é irracional, nem é motivado por inveja. O ódio irracional e motivado por inveja, por simples estupidez ou por ignorância econômica é o dos moleques e professorinhos marxistas nas universidades, mas eles não levam seu ódio a sério o suficiente para elaborar atentados terroristas.

O ódio terrorista é fanático e obsessivo, mas é baseado em causas concretas e emerge de uma sensação de desespero. Ir para um outro país, executar uma operação na qual centenas de pessoas serão mortas e você também será morto não é a primeira opção de ação de ninguém, e também não é, ao contrário do que disse o presidente americano na sua coleção de lugares-comuns, um ato de covardia. É um ato de desespero, é a última opção.

Como diz Alan Bock, a partir de uma conversa com Chalmers Johnson, importante analista (embora esquerdista) do imperialismo americano:

"O que temos visto - talvez de forma mais notável no Oriente Médio, mas em outros lugares também - é uma perda da esperança por inúmeras pessoas. Não é difícil entender que muitos palestinos perderam a esperança de que qualquer coisa positiva tem chance de acontecer em suas vidas. Os israelenses também estão começando a perder suas esperanças.

"Quando as pessoas não têm esperança ou não vêem nenhuma possibilidade de uma vida decente para eles e suas crianças, então a guerra e mesmo o suicídio se tornam menos impensáveis, menos improváveis."

A barbárie

É claro que, neste como em muitos outros casos, entender não é justificar. Não estou nem de longe sugerindo que os atos terroristas sejam justificáveis ou que, como diz parte da nossa esquerda, os americanos "mereceram" os atentados [e peço que, se foi assim que você "entendeu" este artigo, você me poupe de seus comentários, até porque não é possível debater com quem não sabe ler]. Ninguém merece ser punido por atos que não cometeu. Nenhum civil merece morrer por atos criminosos de seus governantes.

Mas - e este é o problema - nenhum quer realmente dizer nenhum, quer o governante seja George W. Bush ou Slobodan Milosevic; Tony Blair ou Saddam Hussein. Muitos têm dito que o descaso com a vida de inocentes demonstrado nos atentados é um sinal de que os terroristas representam a barbárie, enquanto os governantes das democracias ocidentais representam a civilização. O caso é um pouco mais complexo. A morte de civis tem sido uma característica das guerras modernas - inclusive as comandadas pelos "representantes da civilização". É difícil pensar em casos mais graves de descaso com a vida humana do que as já citadas declarações de membros do governo americano nos casos da Sérvia e do Iraque.

Os atentados terroristas não inaguram uma nova era de descaso com a vida humana. Eles apenas perpetuam e espalham esse descaso, o que deveria nos fazer perceber que, apesar de toda ilusão de progresso, vivemos em tempos de barbárie, em tempos de assassinatos em massa - terroristas ou não - que deixariam Gengis Khan e Átila, o Huno, horrorizados.

Blowback

A CIA tem um termo para operações cujos efeitos se revertem contra o próprio operador. Os casos de Osama bin Laden e Saddam Hussein, aliados que os EUA promoveram e que depois se voltaram contra eles, são exemplos típicos (e que, aliás, nos lembram como é delirante a idéia de muçulmanos malucos em luta contra o mundo; em grande parte, os fundamentalistas foram armados e promovidos pelos Estados Unidos, e não custa lembrar que os EUA destruíram uma cultura cristã em nome de guerrilheiros muçulmanos, o "Exército para a Libertação de Kosovo"). Segundo Alan Bock, estamos diante de outro exemplo:

"As operações terroristas contra o World Trade Center e o Pentágono podem ser vistas como blowback, as conseqüências indesejadas da hegemonia americana, os custos que finalmente começaram a ser pagos pelos americanos, no solo americano, pela construção e manutenção de um império por nossos líderes."

Esse é o ponto. O terrorismo é a conseqüência indesejada do imperialismo, da mudança na visão americana do próprio papel no mundo, da traição do ideal libertário que orientou a criação dos Estados Unidos.

Um guia, não um império - os simbolismos conflitantes do World Trade Center e do Pentágono

Jon Basil Utley certa vez escreveu que os EUA deveriam ser "um guia, não um império"; um sinal para o mundo dos benefícios da liberdade, da ética do trabalho, do respeito aos direitos de propriedade. De certa maneira, apesar do socialismo crescente, eles ainda o são, e o World Trade Center era um símbolo desse papel nobre da república americana.

No entanto, para grande parte do mundo, os EUA, mesmo que movidos pelas melhores intenções, são um sinal de terror, são o grande satã a espalhar miséria, devastação e morte. O Pentágono é o símbolo desse aspecto imperialista americano.

Se algum bem houvesse de emergir do terror de 11 de setembro, deveria ser uma concentração maior dos americanos no seu papel nobre do que no seu papel destrutivo; deveria ser uma retração do império em nome da liberdade, do comércio, da paz; deveria ser o fim do plano insano de tentar governar o mundo. Infelizmente, atos terroristas só costumam provocar maior endurecimento, e é provável que mais inocentes morram quando das retaliações prometidas pelo governo americano. Ninguém é louco de negar que os responsáveis pela elaboração dos atentados devem pagar; mas, infelizmente, muitos são loucos de achar que pessoas cujo único crime é morar no mesmo país desses responsáveis também devem pagar.

Assim, é provável que o império fique ainda mais arrogante; é provável até que, em nome de "combater o terrorismo", novos instrumentos imperialistas se desenvolvam, com outras nações e organizações internacionais também trazendo à tona suas próprias ambições imperialistas (gente como Tony Blair já fala numa "ordem mundial de paz e justiça" a ser implantada a ferro e fogo pelas "democracias" ocidentais), e que o Ocidente se torne ainda mais bárbaro e ainda menos livre. E o ciclo de violência continuará, até que algum dos envolvidos perceba que os planos de governar o mundo são vãos, que os sistemas de defesa deveriam servir apenas para defender os cidadãos do próprio país e não para aterrorizar ou "educar" os cidadãos dos outros países, e resolva romper o ciclo de violência.

 


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